Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right A Rádio Movimento das Forças Dançadas chegou para anunciar a revolução

A Rádio Movimento das Forças Dançadas chegou para anunciar a revolução

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Na noite de quarta-feira, Pedro Coquenão, do projecto Batida, celebra a liberdade com a emissão de uma rádio (88.4 FM) em directo da Casa Independente. Falámos com ele. 

Chama-se Rádio das Forças Dançadas e a emissão acontece a partir das 22.00, directamente do palco da Casa Independente, no Intendente. Pedro Coquenão (Batida) é o mentor deste projecto de uma só noite que quer homenagear o papel da rádio no 25 de Abril. Não há streamings, nem há repetições. A melhor maneira de sintonizar é mesmo ir dançar ao Intendente.

Como surgiu a ideia de fazer uma rádio em directo da Casa Independente, num só dia?
Surgiu de uma conversa com a Inês Valdez (da Casa Independente) em fazermos coisas “especiais” e pontuais ao longo do ano e de ela ter-me dado carta branca e meios para pensar em algo para este dia em particular. A resposta curta é que surge por amor recíproco, que foi assumido mutuamente no final de ano. Nunca trabalho nesse dia e fi-lo na Casa Independente, onde fui muito bem recebido por todos.

O que é esta rádio e o que vai acontecer?
Olhando para a cronologia do 25 de Abril, vemos que os factos mais assinalados são musicais, como a senha do Paulo de Carvalho às 22.50 de dia 24, a do Zeca Afonso às 00.20 e depois a do Joaquim Furtado às 02.00 já no dia 25, correspondem ao horário de funcionamento da Casa e estão associadas muito à rádio e TV. A rádio é um amor que tenho para a vida. Dança também. Provocar é uma natureza que não consigo evitar. Tudo junto, dá isto.

Que músicas vamos poder ouvir?
Músicas que provoquem movimento. Posso dizer que passo muita coisa que ainda não saiu, experiências e outras que se encaixem nesta ideia de provocar o corpo e meter as antenas no ar. O objectivo principal é dançar/movimentar.

A emissão vai ter convidados? Vai ser só música ou também conversa?
A rádio tem sempre conversa (hoje em dia pouca) e, no meu caso, gosto de provocar cabeça e corpo. Um só não chega. Prometo que não passo publicidade. Só faço autopromoção. Vou evitar dizer horas e temperaturas e vou tentar não colocar a voz.

Porque optaste por não ter streams nem repetições?
Para se valorizar o momento. Viver o presente. Não termos como garantido que podemos ouvir noutra altura, noutro lugar. Para que quem lá esteja se sinta mais especial por ter ido. Muita da rádio que fiz na Marginal, na Voxx, na3, não existe em arquivo. Só agora na Antena 1, no Oceano Atlântico. Gosto do carácter efémero, eternizado na memória de quem lá for.

Qual é para ti a importância de apresentar este projecto num dia tão simbólico?
Muita. Por ser no espaço que é e que me permitiu elaborar e nos permite desfrutar de toda esta liberdade. Estamos num momento em que temos de afirmar, firmar posições, e a pista de dança, que tem sido higienizada e esterilizada de pensamento e até de sensualidade, é dos melhores lugares para nos encontrarmos e o corpo, o movimento, é uma linguagem menos grosseira do que a palavra. Assumamos a cantiga e a dança como uma “weapon”. A música e o movimento associados podem mudar o mundo.

Quarta, 21.00-02.00, na Casa Independente. Largo do Intendente, 45. 8€ com uma cerveja

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