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Perguntar não ofende e ainda bem. Caso contrário, os funcionários dos postos de turismo dos Açores chegavam ao fim do dia magoadíssimos. Aqui estão algumas das perguntas mais bizarras que eles já tiveram de ouvir. Para os ajudar, nós damos as respostas. Tudo isto faz parte da nova edição do mais completo, rigoroso e bonito guia dedicado à região: a nova Time Out Açores já está nas bancas.
Há mais de 600 anos, sim. Consta que o primeiro habitante foi um tal de Fernando Álvares Evangelho, que aqui chegou em 1482 e aqui viveu sozinho durante um ano, tendo por companhia apenas um cão. Hoje a população residente ronda os 14 mil habitantes.
Depende. Francês, alemão e até grego são línguas faladas nas ilhas. Pelo menos sempre que por aqui passam turistas franceses, alemães ou gregos. Na Base das Lajes, Terceira, também é frequente falar-se inglês, como é costume entre os americanos. De resto, o normal é falar-se português, como em todo o país que é Portugal. Já se estivermos a falar de sotaques, fique sabendo que há vários. Aquilo a que costumamos chamar sotaque açoriano é, na verdade, a pronúncia típica da ilha de São Miguel. Em cada uma das outras ilhas achará um linguajar diferente.
Na verdade, esta é a segunda região do país com maior penetração de internet, logo a seguir a Lisboa. Segundo dados recolhidos pela Pordata em 2018, perto de 85% das casas têm banda larga, e wi-fi é coisa abundante por toda a região. Portanto, quando se espantar com coisas incríveis como esta, pode sempre ir ao Google.
Mas que coisa é esta de achar que isto é outro país?! Sim, é o euro, claro. Mas se trouxer outras moedas está tudo bem, que aqui há balcões de câmbio como em toda a parte.
Na verdade, é mais o contrário. Se quiser perceber porquê, passe pela Adega Regional ou pelo Cais 20, ambos em Ponta Delgada, e prove o bife de tubarão. Se preferir conviver com os bichos e perder os medos, há várias empresas a promover mergulhos com tubarões azuis, com saídas até ao monte submarino Condor, localizado a cerca de 10 milhas da ilha do Faial e acessível também a partir do Pico.
Sim, claro. Com a maré baixa ou com a maré alta, tanto faz. Basta enfiar o carro num ferry.
Ah… próxima pergunta, faz favor.
Não. Esta é montanha mais alta de Portugal e a terceira maior que emerge do Atlântico, atingindo 2351 metros acima do nível do mar. Ora, ninguém está para acarretar barris de cerveja até lá acima.
A produção da banana nos Açores ronda as cinco mil toneladas por ano, distribuídas por uns 300 hectares de cultivo. Facilmente encontra bananeiras em São Miguel, na Terceira e no Pico e vale especialmente a pena provar a variedade Pequena Anã, aprimorada na região desde há séculos. De resto, na generalidade dos supermercados açorianos também existem mangas. Mas não crescem aqui.
Não. Pelo menos ainda não. De São Jorge ao Pico vão 58 km de distância. Ora, a ponte mais longa do mundo ficou concluída em 2018 na China, e tem apenas 55 km de extensão, ligando Hong Kong, Zhuhai, cidade da província de Guangdong, e Macau. Mas podíamos tentar roubar o recorde aos chineses. Fica a ideia.
Se considerarmos o stand up paddle como “ir a pé”, então teoricamente sim. Mas desaconselha-se. As ilhas distam 137,1 km entre si e o mar nem sempre está de feição.
Não. Vá a pé como toda a gente. Subir ao Pico requer alguma preparação física e muitos cuidados. Inicialmente, deverá ter como ponto de paragem obrigatória a Casa da Montanha. Aí vai obter todas as informações e o apoio necessário para a subida, além do registo exigido pelo Regulamento de Acesso à Reserva Natural da Montanha do Pico. O percurso estende-se por 7500 metros e conte com pelo menos quatro horas para subir e outras tantas para descer. Há excursões organizadas que incluem pernoita na cratera do vulcão.
Os últimos dados são de 2018 e mostram que nas ilhas se fizeram mil milhões de euros em compras com cartões, se levantaram 603 milhões e foram pagos através das caixas Multibanco 10,8 milhões em serviços como água ou luz. Estes dados são relativamente irrelevantes para esta publicação e servem apenas para demonstrar a palermice da pergunta.
Se não quer que lhe digam para onde pode ir a seguir, não use este tipo de expressão para dizer de onde veio.
Time Out Açores: Guia 2019/2020 já nas bancas. P.V.P. 3,90€
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