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Está aí a lista anual da Time Out dos bairros mais cool do planeta. De Atenas a Osaka, de Rabat a Bogotá, estas são as zonas onde queremos estar em 2026. Lisboa ficou na 13.ª posição.

Já lá vai o tempo em que um parlamento e uma mão cheia de antiquários eram as derradeiras atracções deste bairro. Um pouco específicas, não lhe parece? Entalado entre zonas emblemáticas de Lisboa – como a Estrela, o Príncipe Real, Santos e o Cais do Sodré –, São Bento é hoje um bairro pulsante da cidade e com franca margem para ficar ainda melhor. Falamos, claro, da variedade de restaurantes e cafés que povoam estas ruas – e que vão dos conceitos mais internacionais e cosmopolitas à cozinha de conforto –, mas também de como a zona se tornou um destino de compras por excelência, sobretudo de moda vintage e em segunda mão. Noutros pontos, arte e design convivem intimamente em galerias, estúdios de cerâmica e espaços reservados a criativos independentes. Com a abertura das novas estações de metro, prevista para o início de 2027, toda esta vida vai ficar ainda mais à mão de semear.
Eis porque São Bento integra a lista dos bairros mais cool do mundo de 2026, pondo Lisboa na 13.ª posição do ranking anual da Time Out, que inclui desde centros urbanos a zonas à beira-mar, bairros acolhedores e quarteirões industriais – todos nomeados pela nossa rede global de especialistas locais.
Um dia perfeito no bairro de São Bento tem de incluir um pequeno-almoço na Marquise da Mobler, que contagia toda a rua com o aroma dos seus pães e bolos. Depois, pode queimar calorias no Prescription, o primeiro estúdio de Reformer (pilates) da cidade, e reclamar, em seguida, o tão merecido prémio: um doce fotogénico de Juliana Penteado. Tire a tarde para as compras – em paraísos da segunda mão como a Arquívos (Travis Scott aprova) e a Trading Post, mas também no Kintu Studio, na portuguesa Gandaia e na Companhia Portugueza do Chá, a melhor loja de chás da cidade. Para jantar, marque mesa no badalado Bar Alimentar ou no clássico (dos clássicos) Café de São Bento. Prolongue a noite com um cocktail fora da caixa no Fúria.
O grande vencedor deste ano foi Jongno 3-ga, em Seul (Coreia do Sul). Se Ikseon-dong é há muito tempo uma das zonas mais populares nas redes sociais, com as suas hanoks (casas tradicionais) centenárias a albergarem cafetarias temáticas e restaurantes internacionais, nos últimos meses, um renascimento nocturno impulsionado pelas pochas (um tipo de banca de comida de rua que funciona até tarde) está a trazer uma nova vivacidade ao labirinto de vielas estreitas que é Jongno 3-ga. Outrora uma paragem rápida para refeições de trabalhadores de escritório e operários, estas bancas estão agora a atrair multidões de jovens locais, seduzidos pelos preços acessíveis e pelo ambiente descontraído; verá as pessoas a começarem a juntar-se em Donhwamun-ro 11-gil diariamente a partir das 17.00. Depois há a Seosulla-gil, que exibe o lado mais calmo da renascença do bairro. Antigamente uma travessa tranquila junto ao Santuário de Jongmyo, está agora cheia de oficinas de artesanato independente, ateliers de joalharia e bares sofisticados.
O Bairro L’Ocean, em Rabat (Marrocos) conquistou a segunda posição, muito graças à sua marginal ladeada por palmeiras, com praias e campos de desporto. Esta faixa à beira-mar (que está a passar por uma grande intervenção de requalificação urbana) percorre toda a extensão do limite de L’Ocean, desde a Medina até a um antigo palácio do século XVIII, hoje transformado num Four Seasons. O bairro é maioritariamente habitado por locais (famílias e jovens profissionais) em prédios baixos cujas fachadas servem de tela a uma arte urbana expressiva. Afastando-se da praia, as ruas residenciais – da Rue Abidjan à Rue Zanzibar – propõem negócios independentes de uma comunidade criativa e acolhedora. Um óptimo exemplo é a Rue Bruxelles – uma nova artéria pedonal com cafetarias e centros culturais.
A completar o pódio está Neos Kosmos, em Atenas (Grécia). Pressionado entre a Acrópole e a Riviera Ateniense, este bairro tornou-se discretamente num dos mais entusiasmantes da cidade, sem perder o seu toque local. Durante muito tempo ofuscado pelos vizinhos Koukaki e Pangrati, atrai agora jovens criativos e negócios independentes, enquanto famílias, imigrantes, estudantes, artistas e atenienses de longa data partilham as mesmas ruas. O Onassis Stegi continua a moldar a zona e a dar palco à criatividade grega contemporânea a nível internacional através de exposições, espectáculos e eventos públicos. Ao mesmo tempo, as ruas estão repletas de tabernas tradicionais e novos restaurantes, além de cafetarias, bares e padarias de bairro suficientes para preencher vários dias de comezainas, copos e convivência.
O Porto também teve direito a uma entrada, com a Boavista a brilhar no 37.º lugar.
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