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Da Avenida para a periferia, a associação CRESCER quer ajudar enquanto serve boa comida

Além do É Um Restaurante, nos planos, estão um festival gastronómico e mais um restaurante.

Beatriz Magalhães
Escrito por
Beatriz Magalhães
Jornalista
É um restaurante
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É Uma Mesa, É Uma Esplanada, É Uma Copa e É Um Restaurante. Também É Um Almoço, também É Uma Rua e também É Uma Casa. Desde 2001, a Associação CRESCER desenvolve vários projectos com vista à inclusão de pessoas em situação de maior vulnerabilidade e exclusão na comunidade – e não tenciona ficar-se por aí. Além de algumas novidades no É Um Restaurante, a CRESCER tem nos planos a abertura de um novo estabelecimento na área da restauração e um festival de gastronomia. 

Abriu em Outubro de 2019 e, devido à pandemia, foi forçado a fechar uns meses depois. Em Fevereiro de 2022, quando o mundo começava a abrir as portas novamente, também foi a vez do É Um Restaurante abrir as suas. O espaço, com capacidade para cerca de 30 pessoas, teve direito a uma nova decoração e modificações foram feitas à carta. Por outro lado, a missão do projecto não mudou. “[A criação do restaurante] foi sempre numa perspectiva de lutar contra o estigma que está ligado às pessoas que estão em situação de sem-abrigo, e também é uma missão do restaurante provar que estas pessoas têm competências e capacidades para trabalhar”, explica Américo Nave, director executivo da Associação CRESCER, durante um almoço com imprensa no É Um Restaurante.

Açorda de camarão
DRAçorda de camarão

Até hoje, Nuno Bergonse é o chef consultor e embaixador dos restaurantes da associação – são dele as fichas técnicas, mas é Ricardo Guimarães que comanda a cozinha do É Um Restaurante

Na carta, enquanto não muda a estação, estão disponíveis alguns dos clássicos, como os peixinhos da horta com molho tártaro (8,25€) e o hummus de espinafres, couve-flor assada e kale (7€) para partilhar; nos pratos principais, o risotto de abóbora com espinafres, goji e avelã (14,50€), a açorda de camarão com tomate, algas e salicórnia (15,50€), e o pato assado com molho barbecue, cevada e legumes da época (18,50€). A novidade prende-se mesmo com o menu de almoço, que custa 12,50€ e tem tudo incluído. O prato principal é o prato do dia, que pode ser o de peixe, carne ou vegetariano.

Pato assado
DRPato assado

A juntar ao É Um Restaurante e aos restantes projectos na área da restauração, Américo Nave adianta que, no próximo ano, abrirá o É Um Encontro na Amadora. Com a mesma missão dos outros espaços, o restaurante receberá pessoas em situação de sem-abrigo numa lógica de formação que dura entre quatro a seis meses. 

Antes ainda, já em Setembro, a CRESCER organiza um festival gastronómico. Nos dias 13, 14 e 15, a primeira edição do festival, projectada por Nuno Bergonse, abancará no Mercado da Amadora e no Parque Central. Existirão workshops e mostras de comida, que contam com a presença de chefs profissionais e pessoas da comunidade local. O festival procura ser um ponto de encontro intercultural, em que se pretende “fazer um match entre pessoas que vivem numa situação de maior vulnerabilidade social, mas que têm bastantes competências na área da gastronomia, com chefs de renome e juntar também os restaurantes que existem na Amadora”, sublinha Américo Nave.

Rua São José 56. 916 051 969. Ter-Sáb 12.30-15.00 e 18.30-22.00. 

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