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Gala Michelin
Ernesto AinaudJulien Montbabut, Paulo Morais, João Diogo Formiga, Vasco Coelho Santos e Paulo Alves

Depois do anúncio na gala, a confirmação: Portugal terá Guia Michelin exclusivo em 2024

Portugal somou cinco novas estrelas na Gala Michelin desta terça-feira. Com a publicação de um guia dedicado ao nosso país, espera-se uma maior aposta na restauração nacional.

Escrito por
Cláudia Lima Carvalho
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Foi uma das grandes novidades da gala Michelin, que aconteceu esta terça-feira em Toledo: Portugal e Espanha terão, a partir do próximo ano, eventos separados. Contudo, ficou por perceber se isso significaria também um guia diferente. A confirmação chega agora, via Turismo de Portugal (TP), que anuncia esta quarta-feira que Portugal “passará a deter, a partir de 2024, um guia exclusivamente dedicado ao nosso país”. 

“Não vamos voltar a revelar a nossa selecção ao mesmo tempo, mas vamos dar aos dois destinos o seu próprio momento de celebração. A cena culinária espanhola e a portuguesa merecem o seu próprio impulso e queremos promover melhor o que as torna únicas", disse na cerimónia o director internacional do Guia Michelin, Gwendal Poullennec, lembrando o compromisso histórico da marca de apontar, de forma independente, os melhores restaurantes e, ao fazê-lo, mostrar as culturas de cada região.

A divisão entre Portugal e Espanha era um desejo antigo do sector, antevendo-se que isso possa ser sinónimo de uma maior representatividade no guia, já que até agora fica sempre a sensação de Portugal permanecer à sombra de Espanha. Isso mesmo é confirmado na nota de imprensa do TP, que antecipa um “incremento do número de restaurantes abrangidos e com expectáveis reflexos nos números de estrelas atribuídas e selecção Bib Gourmand”. 

As distinções deste ano não foram excepção. Em Portugal, as contas resumem-se às cinco novas estrelas – Encanto (José Avillez e João Diogo Formiga), Kabuki (Paulo Alves), Kanazawa (Paulo Morais), Euskalduna Studio (Vasco Coelho Santos) e Le Monument (Julien Montbabut) – e uma estrela verde para o Mesa de Lemos, restaurante de Diogo Rocha em Viseu. Muito aquém de Espanha, que viu dois restaurantes conquistarem a terceira estrela, outros três vencerem a segunda e 29 a alcançarem a primeira. Mais 13 estrelas verdes.

O comunicado do TP não esclarece, porém, se este novo guia se traduzirá também numa incremento no número de inspectores portugueses.

“Concretiza-se assim, ao fim de 113 anos de existência do prestigiado guia, a tão ambicionada e merecida autonomia da gastronomia e alta cozinha portuguesa”, lê-se na nota, onde Luís Araújo, presidente do TP, se congratula por esta conquista. “Vem comprovar algo que há muito defendemos e que é o valor gastronómico do país. Pelas suas qualidades intrínsecas e distintivas, inovação e modernidade, e pelo valor que aporta à experiência turística, a gastronomia nacional é um dos activos que tem vindo, e continuará a ser, aposta reiterada do Turismo de Portugal”, defende. 

O Guia de 2023 reúne 1401 restaurantes de Espanha, Portugal e Principado de Andorra: 13 com três estrelas, 41 com duas, 235 com uma e 281 Bib Gourmand – os restaurantes portugueses representam actualmente cerca de 20% do total.

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