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Televisão, Série, Dispatches From Elsewhere
©Jessica Kourkounis/AMCDispatches From Elsewhere

Dispatches From Elsewhere: série de Jason Segel estreia no AMC

Por Eurico de Barros
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Dispatches From Elsewhere, a nova série criada e protagonizada por Jason Segel, envolve-nos num estranho jogo que já existiu na realidade. O primeiro episódio estreia-se pelas 22.10 de segunda-feira 20 no AMC.

O Jejune Institute era um excêntrico jogo de realidade alternativa criado em 2008 em São Francisco por um artista chamado Jeff Hull. Ao longo de três anos, foi jogado por mais de dez mil pessoas. E adquiriu dimensão suficiente para ser objecto, em 2013, de um documentário, The Institute, realizado por Stephen McCall. Agora, Jason Segel (Foi Assim que Aconteceu) baseou-se nele para criar a série Dispatches From Elsewhere, de que também é um dos protagonistas.

Segel interpreta Peter, um solitário analista de dados de Filadélfia que, por causa de um folheto que leu na rua e a que respondeu, se vê envolvido num elaborado e estranho jogo em que é instruído a decifrar pistas fazer coisas insólitas e dirigir-se a vários lugares. O objectivo do jogo, criado e dirigido pelo Jejune Institute, dirigido por Octavio Coleman (Richard E. Grant), uma figura enigmática, bem-falante e afável, que parece parte líder de um culto, parte autor de livros de auto-ajuda, é, aparentemente, ajudar as pessoas a conhecerem-se e estabelecerem ligações.

Só que existe uma organização rival, a Elsewhere Society, que alega que o Jejune Institute é, na realidade, uma organização maléfica e que se dedica a procurar e libertar uma tal Clara, uma rapariga hiperdotada responsável pelas espantosas inovações tecnológicas do Jejune Institute, que incluem um aparelho de realidade virtual que permite reviver o passado. O Jejune Institute vai permitir também a Peter conhecer três pessoas que foram, como ele, atraídas para o jogo.

São elas Simone (Eve Lindley), uma rapariga trans apaixonada por teatro e que vive com a mãe inválida; Janice (Sally Field), uma senhora de idade cujo marido teve um AVC e está numa cama em casa, sob vigilância permanente; e Fredwynn (André Benjamin, mais conhecido como André 3000), um milionário sobredotado que, tal como Peter, vive sozinho rodeado de bens de luxo, e tem uma só obsessão: resolver o jogo em que estão envolvidos, perceber o que se esconde por trás de tão elaborada e entusiasmante actividade, e saber quem é Octavio Coleman.

Fredwynn está convencido que tudo não passa de um logro extravagante e cuidadosamente engendrado. E, como é adepto de teorias da conspiração, supõe que o Jejune Institute e a Elsewhere Society, longe de serem inimigas figadais, são uma e a mesma coisa, ambas dirigidas por Coleman. E por trás deste estão, por sua vez, aqueles poucos, riquíssimos e poderosos que mandam realmente no mundo. Mas, se assim é, por que cargas de água é que se deram ao trabalho de pôr de pé este bizarro jogo, que parece envolver tantas pessoas nos bastidores, como aquelas que alinham nele, de ambos os lados da barricada?

Para chegarem a uma explicação cabal, Peter, Simone, Janice e Fredwynn seguem uma pista que foi dada a Janice durante uma visita que, graças ao aparelho de realidade virtual, fez ao dia do seu casamento (isto depois de Peter e Simone terem passado um dia a calcorrear as ruas de Filadélfia, recebendo pistas de um peixe falante mecânico). E pode ser que, no decurso das suas investigações, achem a muito falada mas invisível Clara – se é que ela existe.

Jason Segel cita O Feiticeiro de Oz como uma das suas inspirações para Dispatches From Elsewhere, chamando à série “o oposto de Clube de Combate. Aqui, as pessoas encontram-se não para andar à pancada, mas para conviver”. E por lá passam também influências de escritores como Thomas Pynchon ou David Foster Wallace (este citado directamente no quarto episódio). Será que os quatro vão conseguir resolver o mistério? E será que há mesmo um mistério?

AMC. Seg 22.10 (estreia T1).

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