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Brötzmann/Schlippenbach/Bennink
© TrostBrötzmann/Schlippenbach/Bennink

Dois anos depois, vai voltar a ouvir-se o Jazz em Agosto na Gulbenkian

O trio de Peter Brötzmann, Han Bennink e Alexander von Schlippenbach vai ser o primeiro a subir ao palco do Grande Auditório da Fundação Gulbenkian, a 29 de Julho.

Escrito por
Luís Filipe Rodrigues
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No ano passado, o conceituado festival Jazz em Agosto foi substituído por um Jazz 2020 com cartaz exclusivamente português, por causa da pandemia. Este ano, os efeitos da Covid-19 continuam a sentir-se, mas o Jazz em Agosto não vai voltar a ser silenciado. Entre os dias 29 de Julho e 8 de Agosto, vai ser possível tomar o pulso ao jazz que importa nos auditórios da Fundação Gulbenkian – mas não no icónico anfiteatro ao ar livre, que se encontra interditado pelas obras.

As honras de abertura foram entregues ao histórico saxofonista alemão Peter Brötzmann, que a 29 de Julho se encontra com Han Bennink (bateria) e Alexander von Schlippenbach (piano). Vão evocar os mais de 50 anos de Machine Gun (1968), documento seminal do free jazz europeu, assinado pelo octeto de Peter Brötzmann, onde então militava Han Bennink, mas também o álbum Fifty Years After... gravado por este mesmo trio em 2018. E isto é só o princípio.

No segundo dia, 30 de Julho, o trompetista português Luís Vicente apresenta-se a solo pelas 18.00, no Auditório 2. Umas horas mais tarde, pelas 21.00, é a vez do quinteto The End, uma das formações lideradas pelo incandescente saxofonista sueco Mats Gustafsson, subir ao palco do Grande Auditório, à boleia do disco de 2020, Allt Är Intet. Passados dois dias, a 1 de Agosto, Gustafsson volta a tocar no Grande Auditório, desta feita à frente dos Fire!, outros dos seus projectos.

Mas antes, pelas 18.00 de 31 de Julho, o duo de Ignaz Schick (gira-discos) e Oliver Steidle (bateria, percussão, electrónica) vai apresentar o álbum Ilog2, onde confluem o jazz, o noise, o hip-hop e as electrónicas. Mais tarde, pelas 21.00 do mesmo dia 31, o trio Ikizukuri de Julius Gabriel (baixo), Gonçalo Almeida (baixo) e Gustavo Costa (bateria e electrónica) reencontra-se com a trompetista Susana Santos Silva, que gravou Suicide Underground Orchid com eles.

Depois de uma curta paragem, a 5 de Agosto volta a ouvir-se música, pelas mãos do Pedro Moreira Sax Ensemble. No dia seguinte, pelas 18.00, toca o baterista Gabriel Ferrandini, que acaba de editar Hair of the Dog pela nova Canto Discos. Segue-se, às 21.00, o grupo capitaneado pela guitarrista norueguesa Hedvig Mollestad, que gravou Ekhidna em 2020. E no fim-de-semana há concertos de Katharina Ernst e dos Anthropic Neglect, a 7, e dos Simorgh e Roots Magic, a 8, no encerramento.

Os bilhetes para o festival já se encontram à venda no site e na bilheteira da Fundação Gulbenkian. Os ingressos para os concertos no Grande Auditório valem 10€, e no Auditório 2 custam metade. Estão ainda disponíveis passes que dão acesso a todas as actuações em cada um dos auditórios, respectivamente por 65€ e 25€.

Fundação Gulbenkian. 29 de Julho a 8 de Agosto. 5-65€.

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