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travesseiros
Fotografia: Inês Félix

Esta é a primeira casa de queijadas e travesseiros de Sintra com fabrico à vista

Por Raquel Dias da Silva
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Na Dona Estefânia, respeitam-se as receitas artesanais de outrora, mas a arte de fazer queijadas e travesseiros de Sintra já não é um mistério. A cozinha envidraçada permite acompanhar todo o processo de fabrico.

É difícil não dar pelos toldos azul-vivo da Dona Estefânia, junto ao Mercado Municipal da Estefânia, a seis minutos a pé da estação de comboio da Portela de Sintra. Mas, na nova fábrica de queijadas e travesseiros da vila, a verdadeira atracção é a cozinha envidraçada, onde o chef pasteleiro Pedro Gomes, sintrense de gema, é fiel às receitas artesanais, que passaram de geração em geração quase intocáveis. Além das tradicionais queijadas e travesseiros, não faltam as famosas broas de mel, areias e bolinhos de canela.

Dona Estefânia – Fábrica de Queijadas e Travesseiros

Fotografia: Inês Félix

“Conheci o Pedro há cerca de sete, oito meses. Como tínhamos o mesmo sonho, remodelámos este meu espaço para criar a Dona Estefânia e pensámos que a melhor forma para nos diferenciar do mercado seria ter o fabrico à vista” explica Paulo Veríssimo, responsável pelas áreas de gestão, marketing e comunicação do projecto. “O segredo está na origem dos ingredientes e no amor e carinho aplicado”, acrescenta o chef pasteleiro, que começa a “preparar o dia” entre as cinco e meia e as seis da manhã, com o amassamento da casca da queijada. “Como fazemos tudo ao vivo, o processo vai-se repetindo quase de meia em meia hora”, assegura.

O recheio das queijadas é confeccionado com queijo fresco de vaca, açúcar, gemas de ovo, farinha de trigo e um toque de canela. O do travesseiro, envolvido em massa folhada, é à base de doce de ovos, amêndoa e açúcar. Quentes ou frios, diz quem percebe que o importante é comê-los lentamente. Caso tenha uma predilecção por doces, a oferta pasteleira destaca-se ainda pelo pastel Dona Estefânia (1,20€/uni), uma novidade que junta a queijada e o travesseiro sintrenses num só. “É o melhor de dois mundos.”

Dona Estefânia – Fábrica de Queijadas e Travesseiros

Fotografia: Inês Félix

Os travesseiros podem ser comprados à unidade (1,40€) ou em caixas de seis na versão tradicional (8,40€) ou miniatura (4,80€) e em caixas de doze em formato “bombom” (4,80€). “É outra invenção nossa”, esclarece Pedro. “Foi uma brincadeira na verdade, mas resultou.” O mesmo se aplica às queijadas (0,80€/uni), disponíveis em versão miniatura (0,40€/uni), em pacotes de seis (4,70€) ou ao quilo (25€). Há ainda broas de mel (4,50€/400g), areias (4€/400g) e bolinhos de canela (4€/400). Para beber, há os clássicos café e descafeinado (0,80€), mas também cappuccino (2€), macchiato (2,40€), chá (1,60€) e chocolate quente (1,50-2,20€).

“Por outro lado, tentámos também criar uma identidade muito própria, capaz de reflectir a verdadeira alma sintrense”, ressalta Paulo Veríssimo, convidando-nos a desviar o olhar da cozinha. É que, desde o chão de mosaicos hidráulicos à pedra dos balcões em liós, todos os materiais usados na construção desta fábrica foram produzidos no concelho. O próprio nome é uma homenagem à Rainha Dona Estefânia, que esteve de lua-de-mel em Sintra em 1858, tendo passeado de braços dados pela serra repetidas vezes. A sua presença faz-se notar ainda no símbolo da marca e em pormenores mais discretos, como na citação de D. Pedro V, uma declaração de amor à rainha, numa das paredes, ou em D. Estefânia – Um Trágico Amor (2012), um livro de Sara Rodi, disponível para consulta no balcão à janela. Mas há mais.

Esplanada de Dona Estefânia
Inês Félix

Para honrar a veia solidária de Dona Estefânia, que usou o seu próprio dote para criar uma enfermaria, esta fábrica tem uma forte política de responsabilidade social. “Temos uma parceria com a Associação Quinta Essência e já recebemos crianças com necessidades especiais para nos ajudarem a fazer as caixas e até a casquinha das queijadas”, conta Paulo Veríssimo, antes de nos revelar que também é possível encontrar estas novas queijadas e travesseiros na cafetaria do Hospital D. Estefânia, em Lisboa. “Estamos ainda a planear uma nova abertura no concelho, noutra freguesia urbana, e em Lisboa, embora sempre numa lógica familiar, para que todos tenham a oportunidade de comer a queijada ou o travesseiro confortavelmente no sítio onde vivem.

Dona Estefânia – Fábrica de Queijadas e Travesseiros. Rua Tomé de Barros Queiroz 25 (Sintra). Seg-Dom 09.00-18.30.

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