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Este sábado, a Lontra vira Posh

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Fotografia: Francisco Santos

Há uma nova discoteca gay na Rua de São Bento, mas na verdade o espaço já existia desde os anos 70. A antiga discoteca africana A Lontra é agora o Posh, um clube gay que surgiu em Beirute. 

Corre o mito que da primeira vez que esteve em Lisboa, em 1993, Prince alugou A Lontra para dar uma festa privada. Muito antes disso, a discoteca na Rua de São Bento, que abriu portas em 1976, já se tinha tornado um dos míticos espaços nocturnos da cidade. Antes de ser uma discoteca de música africana (a actual proprietária é angolana), A Lontra já tinha entrado para o roteiro do bas-fond alfacinha e pertencia, ao lado de clubes como O Hipopótamo ou o Elefante Branco, ao “périplo dos animais”, como alguns lhe chamavam.

A partir de sábado, muda de nome e vira Posh, uma discoteca virada essencialmente para o público gay e “inspirada nos grandes clubes da Europa, da América do Sul e das Arábias”, diz o brasileiro Stéfan Matarazzo, da nova gerência. Stéfan, conhecido na noite gay de Lisboa por organizar a festa bimestral Together, juntou-se a Mahmoud Ghabris, proprietário da Posh de Beirute, no Líbano, com capacidade para “três mil pessoas”, para trazer o projecto para Portugal. Uma discoteca “focada na house music e com grandes efeitos especiais, iluminação, ecrãs LED e shows pirotécnicos”, adianta Stéfan. “Cá hoje não tem isso voltado para o público gay.”

O brasileiro, em Portugal há quatro anos, já tinha trabalhado na produção de duas discotecas gay da cidade (Trumps e Construction), mas estava na altura de ter um projecto seu. Em Junho, organizou uma festa Together n’A Lontra e começou a aperceber-se das potencialidades do espaço colado ao Príncipe Real – aliás, depois da festa, também os organizadores da Conga decidiram alugar o espaço para festas.

Agora a “alta tecnologia e o sistema de som novo” vão tornar a antiga discoteca africana praticamente irreconhecível. A inauguração é no sábado, com house music, como manda a lei, com o DJ Decode nos comandos, residente também da Posh de Beirute.

Por enquanto a discoteca vai funcionar apenas aos sábados, mas a partir de Março terá festas também às sextas-feiras. “O valor de entrada será 10€, inferior ao que as outras discotecas gays trabalham”, sublinha Stéfan. Às sextas, em breve poderemos contar com três festas: uma virada para o público bear, “numa parceria com o TR3S bar”, outra pop, “com música mais comercial e presença de drag queens europeias, do Brasil e estrelas do RuPaul’s Drag Race”, e outra mais funk, a Boombox, semelhante à que costumava acontecer no Construction às quintas, “ e que foi um sucesso arrasador”.

No Verão, e se tudo correr bem, a Posh terá também o seu próprio festival de Verão, com festas num barco, convidados internacionais e parcerias com várias marcas gay. Para Stéfan, há espaço na cidade para vários clubes gay. Até porque “o público gay hoje em Lisboa não escolhe uma bandeira, uma tribo, uma casa frequente”. Como é tudo próximo, “eles vão em todas”, continua Stéfan. A Posh é mais uma, mas promete fazer a diferença. “A do Líbano é muito conhecida, há muitos turistas, inclusive portugueses, que vão lá de propósito.”

Sábado, 23.45, Rua de São Bento, 157. 8€ até às 02.00 com uma bebida, 10€ depois dessa hora.

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