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Exposição “Joan Miró: Materialidade e Metamorfose” prolongada até Fevereiro

Por Vera Moura
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Respire fundo que afinal já não tem de ir a correr para o Palácio Nacional da Ajuda: a exposição “Joan Miró: Materialidade e Metamorfose” não acaba a 8 de Janeiro, como estava previsto, mas sim a 13 de Fevereiro. 

O Ministério da Cultura e a Fundação de Serralves acabam de anunciar o prolongamento até ao próximo dia 13 de Fevereiro de 2018 da exposição “Joan Miró: Materialidade e Metamorfose” na Galeria D. Luís, no Palácio Nacional da Ajuda.

A mostra, que chegou a Lisboa a 8 de Setembro, tinha o seu encerramento previsto para 8 de Janeiro de 2018. Mas afinal vai poder ver as 85 obras de Joan Miró (1893-1983), nas mãos do Estado desde a nacionalização do Banco Português de Negócios, até ao dia 13 de Fevereiro. 

Esta exposição é uma oportunidade única para conhecer as obras que tanto deram que falar em 2014, quando o governo de Pedro Passos Coelho decidiu leiloar a colecção em Londres para abater na dívida do BPN. Foi nessa altura que o curador norte-americano Robert Lubar Messeri Messeri viu as obras, a pedido da leiloeira Christie’s, onde o leilão se ia realizar. Foi convidado para falar sobre o acervo e não teve dúvidas de que estava perante algo extraordinário: “Pensei logo, como é que alguém se podia dar ao luxo de perder estes trabalhos maravilhosos.”

“As pessoas não percebem o valor da cultura. A colecção no leilão estava avaliada em cerca de 35 milhões de euros. É verdade que não é pouco dinheiro, mas também não é muito. Ter uma colecção desta qualidade e prestígio em Portugal é muito bom para o país”, disse o especialista à Time Out aquando da montagem da exposição em Lisboa, lembrando o momento em que soube que a venda tinha sido cancelada. “Foi um alívio.” Melhor, só quando António Costa anunciou que a colecção composta por pinturas, desenhos, colagens, tapeçarias e ainda uma escultura ficaria em permanência em Serralves. Em apenas quatro meses, “Joan Miró: Materialidade e Metamorfose” foi vista por 240.048 pessoas no Porto.

O curador destaca as “pouco conhecidas” tapeçarias e os óleos que todos vimos acompanharem as notícias da colecção, como “Femmes et oiseaux” (Mulheres e pássaros), pintado em 1968, e que recebe os visitantes logo à entrada da exposição na Ajuda até Fevereiro, altura em que retornará ao Porto.

Esta mostra foi classificada pelo The Guardian como uma das 10 melhores exposições de arte patentes na Europa. Mais recentemente, a revista de bordo da Air France considerou-a uma das cinco propostas “absolutamente” imperdíveis da temporada.

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