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Para os Iron Maiden, a idade é mesmo um número. Com um dos seus espectáculos mais ambiciosos de sempre, para celebrar os 50 anos de carreira, a passagem dos britânicos pela MEO Arena promete ser inesquecível.

Já actuaram em festivais, estádios e festas de motards. Agora, os Iron Maiden, lendária banda britânica, estão de volta a Portugal para um espetáculo na MEO Arena, em Lisboa, a 6 de Julho.
A 26.ª digressão mundial do grupo, Run For Your Lives, celebra meio século de carreira do conjunto e promete ser mais uma paragem memorável em Lisboa. A última vez que os pioneiros da New wave of British heavy metal foi em 2022, quando actuaram no Estádio do Jamor, em Oeiras. Na altura, também estavam a fazer uma tour focada no factor nostalgia, intitulada Legacy of the Beast.
Esta nova digressão assinala os 50 anos desde a fundação da banda por Steve Harris, em 1975, e tem como conceito um regresso às origens. O alinhamento concentra-se exclusivamente nos primeiros nove álbuns de estúdio, lançados entre Iron Maiden (1980) e Fear of the Dark (1992). Para os fãs de longa data, isto significa uma noite dominada por clássicos como “The Number of the Beast”, “The Trooper”, “Aces High”, “Powerslave” ou “Seventh Son of a Seventh Son”. Segundo o vocalista Bruce Dickinson, este será “um espectáculo como nunca [fizeram] antes”, com uma produção visual totalmente renovada e pensada para dar nova vida a temas que definiram o heavy metal.
A digressão começou a 27 de Maio, em Budapeste, e os concertos seguintes têm confirmado que esta é uma das mais ambiciosas produções visuais e sonoras da carreira dos Iron Maiden. O concerto no London Stadium, no passado dia 28 de Junho, reuniu 75 mil pessoas no bairro natal de Steve Harris (e no local onde joga o seu clube do coração, o West Ham) e foi descrito pela revista Louder como “um regresso a casa gloriosamente exuberante”.
Com um novo baterista – Simon Dawson (membro dos British Lion, banda formada por Steve Harris), que substitui o histórico Nicko McBrain após a sua retirada dos palcos – a banda mostrou-se rejuvenescida. O alinhamento alterna entre momentos teatrais e o peso instrumental que caracteriza a discografia da banda.
Apesar do peso da idade, aos 66 anos, Bruce Dickinson continua a demonstrar que é um dos grandes frontmen do rock, envergando fatos inspirados pela Guerra da Crimeia (1853-1856), durante a performance de “The Trooper”, ou a máscara (adquirida numa sex shop) para cantar “Power Slave”.
Como habitual, a mascote do grupo está em destaque. Pode ver Eddie the Head, um esqueleto que adoptou visualmente os diferentes temas da discografia do grupo, em diversas ocasiões, nomeadamente numa versão digitalizada, mas também a envergar um fato militar.
Também foram destacados pela imprensa internacional momentos como “Hallowed Be Thy Name”, em que Dickinson canta dentro de uma jaula, ou a sequência final com “Wasted Years”, descritos como inesquecíveis.
Com mais de 20 anos de carreira, a noite começa com os suecos Avatar. A banda liderada por Johannes Eckerström é conhecida pela teatralidade dos seus concertos e pela fusão entre metal e rock'n'roll.
Não, nas plataformas oficiais, os bilhetes estão completamente esgotados. Mas pode sempre tentar a sua sorte em aplicações como a Ticketswap e adquirir um bilhete em segunda mão de um desistente de última hora.
Encore:
MEO Arena (Parque das Nações). 6 Jul (Dom) 19.30. 45€ e 65€
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