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Garrafeira Imperial
Gabriell Vieira

Garrafeira Imperial abre no Príncipe Real com “vinho de qualidade ao melhor preço”

Saiu da Rua do Alecrim para se instalar numa zona mais amiga do negócio. Dentro da loja, esconde-se uma sala privada, qual cofre, com uma colecção de vinhos.

Escrito por
Cláudia Lima Carvalho
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Cinco anos depois de ter aberto na Rua do Alecrim, a Garrafeira Imperial mudou-se para o Príncipe Real, para o espaço onde em tempos estava o restaurante Pão à Mesa (e antes ainda um antiquário). Uma loja forrada a garrafas que pretende desmistificar o mundo dos vinhos. Para os especialistas da poda, há um cofre onde se esconde a Imperial Wine Society e que guarda os vinhos mais especiais (e caros), apenas para aqueles que o veem como investimento.

“O papel das garrafeiras, hoje, infelizmente está muito desvirtuado. A garrafeira, ao contrário do que as pessoas imaginam, não vende mais caro que o supermercado. Nem vende mais caro que os próprios produtores”, diz Vítor Hipólito, para quem esta loja é uma autêntica biblioteca de vinhos, onde todas as regiões estão representadas. “O que queremos é que as pessoas consumam vinho de qualidade ao melhor preço possível. Não é preciso ter medo de vir às garrafeiras comprar vinho”, defende. 

Garrafeira Imperial
Gabriell Vieira

Se há coisa que Vítor Hipólito faz questão de deixar claro é que esta é uma loja para todos e não apenas para especialistas ou turistas. “Era óptimo que as pessoas regressassem às garrafeiras e não olhassem para eles como um sítio elitista. É isso que nós não queremos. Por alguma razão separámos as duas áreas.”

A área de Vítor é o cofre refrigerado, com uma pequena montra aberta para a loja, onde está exposta uma colecção de vinhos portugueses, chilenos, italianos, espanhóis e de champanhe. 

Garrafeira Imperial
Gabriell Vieira

“Isto é um portefólio daquilo que já temos”, diz o proprietário do espaço dentro da sala que acredita dirigir-se tanto a investidores como a produtores, e não tanto aos clientes. “Queremos mostrar que é possível fazer isto, ou seja, guardar vinho e esperar que ele esteja no momento certo para ser comercializado”, explica. “Cada garrafa que aqui está é de um ano diferente porque cada ano é um vinho diferente. É uma selecção feita por nós”, afirma. Aqui, os preços não são para todos os bolsos, mas do lado da loja, onde está Mariana Siqueira, não faltam opções.

“Nós também não queremos especular, não queremos chegar e dizer que este vinho tem de pagar todas as contas. Não tem. O que tem de pagar as contas é o conjunto. O nosso conceito é realmente tornar o vinho mais acessível possível”, diz Mariana, uma conhecedora, sempre pronta a tirar qualquer dúvida. É Mariana também a pessoa a quem deve recorrer se não souber o que comprar. E mesmo que não encontre o vinho que queria inicialmente, Mariana resolve o assunto. “Se houver um que querem e não exista na loja, nós vamos encontrar. É totalmente possível”, conta, explicando que a ideia é “ter vinho para todas as pessoas e todas as carteiras”. “Temos garrafas a partir de 7€.”

Garrafeira Imperial
Gabriell Vieira

À entrada da loja, mesmo ao lado da porta, há até uma ardósia com algumas das promoções em vigor, para encorajar ainda mais a entrada. Nas estantes estão os vinhos acima de 10€, havendo depois uma zona para os vinhos mais baratos e outra, sempre em crescendo, para os vinhos naturais.

“Não somos arquitectos, mas uma rua que sobe e desce nunca é boa para comércio. Aqui estamos numa zona de passeio e por isso hoje temos walk-ins que nunca conseguíamos atingir”, conta Vítor, sobre a mudança da Rua do Alecrim para a Rua Dom Pedro V, “um namoro antigo”. “É uma loja que gostava muito de ter, mas só consegui agora. Mais vale tarde do que nunca”, brinca, revelando que a Garrafeira Imperial tem um projecto de expansão. “A ideia é abrirmos outros pontos."

Garrafeira Imperial
Gabriell Vieira

Por agora, estão focados aqui, organizando todos os meses provas de vinho, que requerem inscrição prévia. A próxima acontece no dia 28 e é dedicada à Quinta do Noval (prova vertical de vinho do Porto vintage). Segue-se no dia 25 de Novembro uma prova de espumante Vértice e no dia 16 de Dezembro uma prova da Quinta do Vallado. As provas acontecem sempre às 19.00 e são limitadas a 20 pessoas. 

Rua Dom Pedro V 44 (Príncipe Real). Seg-Qua 10.00-19.00, Qui-Sáb 10.00-20.00.

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