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Hierro: um grande policial na mais pequena ilha das Canárias

Foi o fenómeno televisivo em Espanha no ano passado. Espreitámos alguns episódios e explicamos-lhe porquê.

Por
Claudia Lima Carvalho
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O dia é de festa: Pilar (Kimberley Tell) e Fran (Álex Zacharias) vão se casar na pequena ilha onde sempre viveram, El Hierro. Mas o inesperado acontece: Fran não aparece na igreja. Enquanto a noiva desespera por perceber o que raio se terá passado, no mar um corpo é encontrado por um mergulhador. Rapidamente a informação, e a confirmação de que se trata de Fran, circula pela ilha e chega à igreja onde ainda se esperava a chegada do noivo. A notícia chega mesmo primeiro aos amigos e familiares do que a Candela Montes (Candela Peña), a juíza que acaba de aterrar na ilha e que fica responsável pelo caso.

Para os seis mil habitantes da mais pequena ilha das Canárias, Candela é uma forasteira. Até agora, só ali apareciam juízes acabados de formar, nunca alguém com experiência e sem medo de enfrentar quem quer seja. Ela não está ali por escolha, foi castigada pelo seu comportamento pouco ortodoxo, destacada para o fim do mundo, onde raramente se passa alguma coisa e onde todos se conhecem e os ódios são partilhados. Assim que sabe que Fran foi encontrado morto, a juíza recusa-se a esperar que a investigação chegue à sua mesa e vai também ela para a rua.

As primeiras impressões implicam Antonio Díaz (Darío Grandinetti), um homem de má fama, pai da noiva, um empresário cheio de segredos. Díaz mentiu. A mulher diz que não dormiu em casa na véspera do casamento, quando o crime ocorreu, e o homem não tem um álibi. Além disso, tem um historial violento, tendo matado no passado, e um motivo: não gostava de Fran e não via o casamento com bons olhos. Mas será assim tão óbvio? Díaz garante não ter cometido o crime e Candela não se fia nas primeiras impressões, muito menos na opinião generalizada da ilha.

Um ano depois de ter dado que falar em Espanha e de ter provocado um boom turístico na mais pequena ilha das Canárias, Hierro estreia-se em Portugal, numa altura em que a segunda temporada já começou a ser rodada.

São oito episódios, com cerca de 50 minutos, falados em castelhano mas claramente a apontar para o mercado global – tendo já sido exportada para 20 países. O diário El País não tem dúvidas de que Hierro “é uma das melhores séries da temporada”, apontando vários motivos para isso. São eles: “um argumento funcional, um cenário natural extraordinário e umas interpretações que combinam com o cenário”. A ilha assume mesmo um papel tão fulcral como se de uma personagem se tratasse. É central à história.

“Nós gostamos de histórias de crimes que permitem falar de pessoas, comunidades e sociedades que interessam”, disse Pepe Coira, o criador da série, à agência espanhola EFE, explicando que Hierro é uma série “noir na sua vertente mais realista”. Pepe Coira partilha os créditos da série com o seu irmão Jorge Coira. Pepe escreve e Jorge realiza.

Apesar do sucesso, o caminho não foi fácil para estes irmãos galegos. A série já data de 2015, quando a Atresmedia, o grupo de comunicação que detém canais como a Antena 3 (La Casa de Papel), aceitou o projecto que acabaria logo por abandonar. Depois de anos na gaveta, acabaria a Movistar+ por dar vida a Hierro. E ainda bem.

AMC. Qua 22.10 (estreia T1)

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