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Sítio Valverde
Alex Del Rio

Hotel Valverde reabre com novo restaurante e bar, scones para o chá da tarde e brunch

É uma espécie de oásis no meio da Avenida da Liberdade. Depois de umas obras de expansão, reabre com mais quartos, um novo Sítio para almoços e jantares e um bar.

Por
Ines Garcia
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O Valverde é um queridinho não só dos turistas, mas também dos lisboetas. A fachada do século XIX esconde um boutique hotel que quer que todos os que ali entram se sintam em casa, com um atendimento feito pelas mesmas caras há alguns anos e uma decoração sofisticada mas confortável, com um jardim que permite esquecer onde está e ouvir apenas o chilrear dos pássaros. Depois de uma temporada fechado, reabriu: a recepção mudou de sítio e a aquisição do edifício ao lado permitiu aumentar o número de quartos mas também as restantes áreas. Tem um restaurante novinho em folha, um novo bar, brunch e chá da tarde.

O nome, Sítio, mantém-se, assim como a chef cabo-verdiana Carla Sousa, que já anda de volta dos tachos e pratos do Valverde desde 2014. Mudou foi para um dos dois edifícios adjacentes adquiridos pelo hotel e que permitiram a sua ampliação – é aqui que estão também os 23 novos quartos (que se juntam aos 22 já existentes) e a nova piscina, que salta do meio do jardim para um mais discreto primeiro andar – e tem uma decoração completamente diferente do Sítio inicial. Painéis de madeira retro iluminados separam as mesas, o tecto é em burel bordado e o pavimento em azulejo vidrado, com janelas até ao chão que abrem e fecham totalmente consoante a temperatura. Mantém-se uma cozinha de autor, mas agora Carla Sousa – que passou pela Cervejaria Lusitana com Vítor Sobral, pelo Penha Longa Resort com o chef Rui Calçada ou pelo Bairro Alto Hotel com Sá Pessoa – aposta numa ementa contemporânea e com especial enfoque nos vegetais e nos alimentos da estação. 

Sítio Valverde
Alex Del Rio

A Carla tinha uma cozinha muito pequena, fazia verdadeiros milagres por lá, e agora tem uma cozinha gigante, é como uma criança numa loja de brinquedos”, brinca Adélia Carvalho, directora geral do Valverde Hotel, membro da cadeia internacional Relais & Châteaux. 

Durante o período de almoço (12.30-15.00), apesar de ter escolha à carta, o restaurante continua a funcionar com sugestões da chef, os chamados pratos do dia, com dois menus de preço fixo (25 ou 29,50€), com tudo a que tem direito. À la carte tem salada de rosbife (12,50€) ou croquete de quinoa vegan (13,50€) para entradas, risoto de espargos selvagens (14€) na escolha vegetariana, lombo de garoupa braseada com puré de brócolos assados, molho de camarão e flor de brócolos e sésamo marinada com yuzu (18€) e tagliatelle negro de lulas (14,50€) nas opções de peixe, ou magret de pato (22€) e tornedó de novilho (26€) nas de carne. À sobremesa pode optar por uma levíssima mousse de mirtilo vegan em cesto de crocante de aveia (8€), mil-folhas de pistácio (9€) ou fruta tropical (7€).

Sítio Valverde
DRMagret de pato

Ao jantar o menu ganha outros contornos, com ingredientes ainda mais nobres. É o caso do creme de espargos e trufa negra (9,50€) ou das vieiras braseadas (18,50€) nas entradas, do tagliatelle nero que passa a ser servido com carabineiro com molho do mesmo (21,50€), do atum dos Açores (19,50€) ou da barriga de leitão cozinhada seis horas a baixa temperatura e acompanhada com puré de abóbora assada (19,50€). Também não se deixam passar os doces e há texturas de chocolate para terminar, com mousse, brownie, ganache  e gelado (13€), suspiro recheado de leite creme (10,50€) ou cheesecake de alfarroba e chia (9€).

Com a reabertura regressam também os momentos musicais que já marcavam a agenda do Valverde – às terças-feiras e sábados, no período de jantar, há fado e às sextas-feiras começa a ouvir-se jazz a partir das 18.30 e até às 21.00. 

O chá da tarde, servido entre as 17.00 e as 18.30 todos os dias, volta com uma panóplia de scones doces e salgados para agradar a todos, sempre com opções sem glúten, sem lactose e vegan disponíveis. Inclui ainda pequenas sanduíches e “mimos” doces, com manteigas, creme frâiche e compotas caseiras, e chás quentinhos ou infusões frescas a acompanhar (15€). Se preferir acompanhar tanto scone com champanhe, também é possível, e o preço sobe para 29,50€. Este será servido no novo bar, onde antes estavam as mesas do restaurante, e aqui haverá uma ementa mais leve para todo o dia, com sopas e saladas, tábuas de queijos e enchidos, tostas e hambúrgueres.

Sítio Valverde
DRTexturas de chocolate

O brunch também voltará à programação nos próximos meses, com o mesmo jazz ao vivo, e será agora servido no jardim – onde antes havia mesas será montado um deck com uma estação exclusiva para ovos. Até lá, se é dos fiéis seguidores da premissa de que de manhã é que se começa o dia, pode sempre ir comer o pequeno-almoço do hotel, aberto para hóspedes (incluído na tarifa de alojamento) e não hóspedes (37€ por pessoa), logo a partir das 07.30. Ovos Benedict, Florentine, Royal ou Valverde, panquecas de alfarroba ou matcha, fatias douradas, pães, queijos e enchidos, iogurtes, fruta – é uma barrigada a sério para aguentar mais um dia.

Toda a decoração da renovação do hotel ficou a cargo do atelier Bastir, o mesmo que assegurou a arquitectura e design de interiores do projecto inicial.

Avenida da Liberdade, 164 (Avenida). Quartos a partir de 180€ por noite.

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