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João Rodrigues subiu ao topo do Altis Avenida e abriu um gastrobar

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O Altis Avenida aproveitou a expansão do hotel para criar um novo terraço com uma vista inusitada para o Rossio, com abertura oficial esta quinta-feira. Subimos até ao 7.º piso e contamos-lhe tudo sobre o gastrobar com assinatura dos chefs João Rodrigues e João Correia.

Não é um restaurante e não é mais um rooftop. É um gastrobar – trocado por miúdos, um bar com uma proposta de comidas um bocadinho mais trabalhada e a seguir a linha da sazonalidade e do respeito pelo produto a que João Rodrigues, chef do Feitoria, já nos habituou. No Rossio Gastrobar o ambiente é descontraído e é tudo para partilhar e comer com as mãos. O menu foi construído em conjunto com João Correia, chef residente do hotel e, nas primeiras semanas, além de Flaviana Andrade, a barmaid responsável pela harmonização com cocktails, vai encontrar o sommelier do restaurante estrelado, André Figuinha, a dar dicas sobre vinhos e espumantes e a fazer serviço de sala. 

 

Cocktail Basil
Fotografia: Duarte Drago

 

“A ideia é também trazer coisas que já fizemos no Feitoria e já não temos”, exemplifica João Rodrigues, enquanto chegam à mesa umas falsas cerejas de foie gras, um clássico do restaurante, para barrar em pão brioche feito na casa. “Queremos criar sinergias entre o Feitoria, este espaço e o que vamos ter no mercado”, diz, referindo-
-se ao outro novo projecto que arranca no final deste mês, no Time Out Market, onde se vai juntar à ala dos chefs com um restaurante com “comida cheia de sabor e simples”, mas sempre a trabalhar com produtos orgânicos e maioritariamente portugueses. O maior desafio será sempre manter a mesma ideologia de valorização de produto e pequenos produtores numa escala completamente diferente – no Feitoria servem cerca de 30 a 40 refeições por noite; o Gastrobar está no centro da cidade, abre às 17.00 para os primeiros copos e petiscos de final de tarde, e terá corrupio de hóspedes e não-hóspedes até à 01.00, todos os dias; no Time Out Market há, anualmente, mais de três milhões de visitantes.
 

 

Espargos grelhados
Fotografia: Duarte Drago

 

Neste Rossio Gastrobar, ainda antes de se sentar a escolher ou pedir recomendações, perca uns minutos para absorver tudo à sua volta. Fica no mesmo piso do restaurante, mas tem uma entrada independente (com elevador directo do rés-do-chão), tem cadeirões confortáveis em veludo tom verde escuro, alguns padrões geométricos, autoria das arquitectas Cristina Santos e Silva e Ana Menezes Cardoso. Pode escolher ficar numa das mesas baixas ou nas altas, no interior clean, com balcão em mármore, onde há apenas uma parede em vidro a separá-lo do exterior e a abrigá-lo dos dias ainda inconstantes; ou ficar lá fora, com o Tejo ao fundo e uma vista diferente sobre a praça do Rossio.

 

Camarão marreco
Fotografia: Duarte Drago

 

Vamos à carta. Há clássicos de partilha, como os croquetes de rabo de boi e molho de mostarda caseira (quatro unidades, 7€), uns crocantes de camarão marreco, conhecido por ter ovas azuis, com maionese de lima e coentros (e é para comer tudo, as cabeças são desidratadas e depois fritas– quatro unidades, 8€) ou uma salada César com frango e enguia fumada (8€). 

Na lista seguem-se umas bowls de tártaro de arouquesa e caviar oscietra (sem caviar, 12€, com caviar 20€) ou outro de peixe curado e fumado, com citrinos e cebolinha (12€). No pão há uma surpreendente katsu sando, de origem japonesa, mas que aqui junta presa ibérica crocante com pickle de cebola roxa e coentros (12€) ou um mini-hambúrguer de carne maturada (8€).

 

Katsu sando
Fotografia: Duarte Drago

 

Há uma secção de pratos de conforto, onde pode continuar a lógica de partilha mas com a possibilidade de fazer uma refeição principal. Estão lá os espargos brancos grelhados com molho holandês e queijo de ovelha curado (11€), a lula com cogumelos e molho de manteiga cítrico (18€), o pica-pau de presa de porco alentejano e pickles caseiros (12€) ou o carabineiro do Algarve com arroz carolino de salicórnia queimada (18€). 

A qualquer um destes pratos, juntam-se sugestões de bebida para acompanhar, dos cocktails de autor (há dez, todos com xaropes e sumos caseiros), como o ginger cocktail, que chega também com umas pequenas pipocas de quinoa salgadas, à cerveja artesanal Dois Corvos Finisterra, passando pelos vinhos. 

 

 

Lula com cogumelos e molho de manteiga cítrico
Fotografia: Duarte Drago

 

O pairing continua à hora da sobremesa, com três opções, todas a 6€: uma tem chocolate, avelã e fava tonka; outra com morango, iogurte e merengue e uma terceira com doce de leite, banana e bolacha Maria.

Opte sempre pela mesa cheia, picando aqui e ali – “aqui é mesmo para se divertirem”, reforça João Rodrigues – e não tema não haver espaço para mais pratos. Em cada uma das mesas baixas, com bonitos tampos, encontra uma espécie de espigão. É, na verdade, uma peça da artesã Sara Bozzini, a Morsa, que permite equilibrar pratos na borda da mesa, para ganhar espaço extra.

Às quintas, sextas e sábados, o Rossio Gastrobar – da praça do Rossio, se olhar para o alto, já encontra a placa com letras garrafais a anunciar o espaço – haverá animação com DJs. Um piso acima há outro terraço, mais exclusivo, para festas especiais que são, até ver, só para hóspedes. 

Hotel Altis Avenida, Rua 1.º de Dezembro, 120 (Rossio). 21 044 0017. Seg-Dom 17.00-01.00.

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