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'Love' chega ao fim na Netflix

Por
Luis Filipe Rodrigues
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Ao fim de três temporadas, ‘Love’ chegou ao fim. Os últimos episódios de uma das melhores mas mais subvalorizadas séries da Netflix estão online desde sexta-feira.

Nos seus melhores momentos, ao longo de três de anos, Love foi uma comédia romântica quase perfeita, com uma sensibilidade indie e um espectro referencial que ia de Woody Allen a Judd Apatow – um dos criadores, com Lesley Arfin e Paul Rust. E a terceira e última temporada não desilude.

As temporadas anteriores retratavam os primeiros momentos de corte e engate, seguidos do início da relação entre os protagonistas Gus (o co-criador Paul Rust, perfeito na pele do totó insuportável) e Mickey (Gillian Jacobs, o coração da série). Sempre com uma crueza muito humana, sem ser cruel. Agora é a continuação desse namoro, ultrapassada a euforia inicial, que seguimos nos nossos ecrãs. E, mais uma vez, tudo é mostrado sem paninhos quentes e com uma honestidade que convida à identificação com os protagonistas.

A dinâmica da relação entre as personagens principais mudou nos últimos instantes da segunda temporada, com Mickey a sugerir tornar a relação mais séria e exclusiva, e Gus a aceitar, todo contente, e os efeitos desta decisão sentem-se nos novos episódios. No entanto é uma progressão perfeitamente natural para esta série sobre uma relação entre duas pessoas, à sua maneira neuróticas, mas muito diferentes, na Los Angeles cool do eixo Echo Park-Silverlake.

Judd Apatow e companhia souberam desde o início aproveitar o facto de estarem a contar uma história serializada, e de não terem de se cingir à hora e meia ou duas horas de um filme. É isso que eleva Love acima das suas referências cinematográficas. A narrativa desenvolve-se e respira melhor, tem um ritmo mais descontraído, as pequenas histórias das personagens não são apenas contadas, são exaltadas.

Não é por isso de estranhar que o elenco secundário desempenhe um papel fulcral em Love. Esse sempre foi um dos pontos fortes da série, mas agora é ainda mais aparente. Claudia O’Doherty, no papel de Bertie, a companheira de casa de Mickey está especialmente bem, e é-lhe dada mais atenção do que nunca, ao ponto de um episódio inteiro se focar nela. E novas adições como Ed Begley Jr, que encarna o pai de Gus, ou Vanessa Bayer, de SNL, que faz de ex-namorada do protagonista, são perfeitos nos seus papéis.

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