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WILLOW
©Lucasfilm Ltd.Ganush (Amalia Vitale), Rool (Kevin Pollak) e Willow Ufgood (Warwick Davis)

Mais de 30 anos depois, Willow regressa à terra da magia

Estreado em 1986, o filme de fantasia ‘Willow’ ganha agora uma sequela em formato série. Para ver a partir desta quarta-feira, 30 de Novembro, no Disney+.

Renata Lima Lobo
Escrito por
Renata Lima Lobo
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Numa era de terror, videntes previram o nascimento de uma criança que causaria a queda da Rainha Bavmorda. Ficando a par da premonição, a vilã prende todas as mulheres grávidas e promete destruir a tal criança assim que esta nascer. Uma história que lembra um bocadinho outra mais universal, de uma criança nascida em Belém há 2022 anos, mas que decorre num mundo de fantasia, como O Senhor dos Anéis ou A Guerra dos Tronos. Só que esta história não saiu de um livro. É fruto da imaginação de George Lucas e foi adaptada para cinema em 1988, num filme onde um conjunto de heróis improváveis tenta proteger a bebé Elora Danan das garras da rainha, enquanto procuram por um porto seguro. E agora vai ter uma continuação no Disney+.

Muitas crianças dos anos 80 nunca mais esqueceram esse épico de fantasia. Willow (em Portugal Willow – Na Terra da Magia) tinha muitos dos ingredientes que prenderam ao ecrã a juventude, e não só, sedenta de mundos longínquos com direito a monstros, fadas, magia, feiticeiros, dragões, heróis e vilões. Mais de três décadas depois, e com a vilã rainha Bavmorda fora de cena, Willow voltará a liderar um improvável grupo de heróis numa missão para proteger o planeta Andowyne de uma força maléfica ainda mais poderosa do que a que conhecemos no filme original, a partir desta quarta-feira.

A nova série da Disney+ até parece O Senhor dos Anéis, mas está mais próxima de A Guerra das Estrelas. Primeiro, porque o filme foi produzido por George Lucas. Foi também o autor de Star Wars que imaginou o mundo de Willow, oferecendo o argumento a Bob Dolman (Horizonte Longínquo; As Manas do Rock) e a realização a Ron Howard (Han Solo: Uma História de Star Wars; Código Da Vinci). Por outro lado, Davis já interpretou vários papéis nos filmes , como o ewok Wicket W. Warrick. E o próprio nome do planeta onde decorre a acção de Willow tem uma ligação a essa galáxia.

WILLOW
©Amanda SearleKit (Ruby Cruz), Jade (Erin Kellyman), Boorman (Amar Chadha-Patel) e Graydon (Tony Revolori)

O nome do planeta Andowyne nunca foi referido no filme original e a primeira vez que foi anunciado, não foi mesmo a sério. No Dia das Mentiras de 2006, o site oficial StarWars.com sugeriu que as histórias de Willow – mais tarde enriquecidas pela trilogia de livros Shadow War Chronicles (1995-1999), de Chris Claremont (criador de muitos personagens da Marvel e sobretudo dos X-Men) – teriam lugar num planeta chamado Andowyne, do universo Star Wars. Dois dias depois, chegou o desmentido, mas a verdade é que, em 2022, nas notas de produção da série enviadas à imprensa, é mesmo esse o nome atribuído ao planeta onde decorre a acção.

Os créditos da nova série têm pontos em comum e algumas novidades. Primeiro, os regressos. A história do épico de fantasia Willow conta com o selo da Lucasfilm – produtora fundada por George Lucas em 1972 e comprada pela Disney em 2012 – e, desta vez, tem Ron Howard no papel de produtor executivo. Warwick Davis volta ao papel de Willow, um nelwyn (seres de baixa estatura semelhantes aos hobbits de Tolkien) que no primeiro filme é apresentado como um lavrador com sonho de ser aprendiz de feiticeiro e agora volta com plenos poderes; Joanne Whalley no papel da daikini (nome das personagens com aspecto humano) Sorsha, filha da maléfica Bavmorda que no filme original se rebela contra a mãe e agora se senta no trono; e Kevin Pollak que regressa no papel de Rool, um cómico brownie, versões em miniatura dos daikini, com apenas 25 centímetros de altura. Nos novos papéis, o elenco conta com Hannah Waddingham, Annabelle Davis, Graham Hughes e Christian Slater, que interpreta Allagash, um amigo de Madmartigan.

Joanne Whalley
©Amanda SearleSorsha (Joanne Whalley)

O que nos leva a Val Kilmer, que em 1986 interpretou Madmartigan, um cavaleiro daikini caído em desgraça que ajuda Willow e se apaixona por Sorsha. Tudo indica que não estará de regresso a esta sequela, tendo em conta a luta que o actor trava contra um cancro na garganta, embora o seu Iceman tenha regressado, numa pequena participação, a Top Gun: Maverick (2022). No entanto, a sua personagem continua presente na história de Willow, como insinuou o produtor Jonathan Kasdan, em declarações ao Yahoo Entertainment, em Maio deste ano: “Como estávamos a filmar durante [os confinamentos da Covid-19], ele não pôde vir ao País de Gales e filmar connosco. Mas ele está na série de forma relevante. E estamos muito animados com isso. ... Madmartigan vive.”

Também ausente estará James Horner, o autor da banda sonora original, que morreu em 2015, o mesmo compositor que dez anos após o filme Willow levou para casa o Óscar de Melhor Banda Sonora com Titanic (sim, a melodia de “My Heart Will Go On” é de sua autoria), após cinco nomeações. Na série, a banda sonora estará a cargo de James Newton Howard (O Cavaleiro das Trevas) e Xander Rodzinski (The Last Ice), muito embora o tema principal de Willow, composto por Horner, seja recuperado para a nova produção. Uma série que pretende rivalizar com gigantes como O Senhor dos Anéis: Os Anéis do Poder (Prime Video) e House of The Dragon (HBO), alargando a escala do Willow original, expandindo territórios e apostando em efeitos visuais de última geração.

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