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Moradores e trabalhadores temem reorganização do trânsito na Baixa de Lisboa

restauradores projecto
©CML Uma das possibilidades para o futuro dos Restauradores

Durante as reuniões de discussão pública da Zona de Emissões Reduzidas Avenida Baixa Chiado, Fernando Medina admitiu alargar zona de emissões reduzidas a mais bairros.

As sessões de discussão pública em torno da futura Zona de Emissões Reduzidas Avenida Baixa Chiado (ZER), convocadas esta quinta-feira pela câmara de Lisboa, levaram Fernando Medina a mostrar-se potencialmente aberto a algumas alterações ao projecto. Os residentes e comerciantes das zonas em causa demonstraram a sua preocupação quanto às implicações das novas regras de trânsito no seu quotidiano.

Durante as reuniões, que tiveram lugar primeiro na Misericórdia e depois em Santa Maria Maior, o autarca reconheceu que a câmara terá de “fazer um esforço na explicação deste projecto”, relata o jornal Público. “Não encontrará nenhum projecto na política portuguesa que seja tão participado. Estamos a apresentar o projecto antes de ele ser aprovado em câmara, não está fechado”, disse Medina, citado pelo Público.

O presidente da câmara admitiu que poderá estar disposto a aceitar que as zonas de acesso automóvel condicionado de Alfama e do Castelo façam parte da nova ZER e que ali se apliquem as mesmas regras previstas para a Baixa e para o Chiado. Sendo assim, a autarquia daria resposta às questões levantadas pelos moradores de Alfama e da Sé, que se vêem obrigados a cruzar a Baixa no dia-a-dia. De acordo com o plano do município, atravessar a Baixa desde essa zona passará a ser proibido a partir do Verão, obrigando os automobilistas a percorrer a Av. Infante D. Henrique, Cais do Sodré, Av. D. Carlos I, Rua Poço dos Negros e Calçada do Combro.

Por outro lado, os moradores da Rua da Madalena antevêem problemas de trânsito, já que esta artéria está fora do plano e, por isso, sem restrições à circulação. É uma rua muito poluída, seguramente a mais poluída da Baixa”, disse um munícipe, citada pelo Público. Também os moradores da Rua do Século, entre o Príncipe Real e Bairro Alto, temem que a circulação de automóveis nesta zona seja problemática. Passará a ser impossível chegar ao Chiado através da Rua da Escola Politécnica, já que o troço da Rua de São Pedro de Alcântara será cortado.

Medina, contudo, considera que a Rua do Século passará a ter muito menos trânsito, pois a câmara prevê que o Largo do Calhariz e Rua do Loreto passem a ser acessíveis apenas a transportes públicos. Os carros não poderão descer a Rua do Século e aceder ao Largo Camões, tendo que descer a Calçada do Combro ou subir a Rua da Rosa.

Na próxima sexta-feira há nova reunião de discussão na freguesia de Santo António, na sede da UACS. Foi também prometida uma sessão que abrangerá toda a cidade.

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