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A marca, que conta com 180 lojas no Brasil, apresenta-se agora em Portugal. O destaque é o modelo self-service e o açaí com mais de 60% de polpa.

Diego Dutra tinha 21 anos quando fez nascer a JAH em Minas Gerais. 15 anos depois, a marca – uma referência no Brasil, com 180 lojas por todo o país – chega a Portugal, com uma primeira abertura em Lisboa. No espaço da Rua dos Fanqueiros, que se destaca pelo modelo self-service, com toppings que vão do mais saudável ao mais guloso, encontra açaí, sorvetes e iogurte gelado, tudo sem conservantes nem corantes artificiais.
“Eu prestava serviços para uma mineradora em Conselheiro Lafaiete, mas a vontade de empreender sempre existiu em mim e, como não queria continuar a trabalhar para terceiros, resolvi montar a minha própria empresa. Nessa altura, comecei a pensar no que poderia oferecer à cidade e lembrei-me do período em que vivi no Rio de Janeiro, que foi onde conheci o açaí. Não havia ainda no interior de Minas, e eu resolvi trazer”, conta-nos Diego.
Quando abriu pela primeira vez, o maior desafio, revela, foi dar a conhecer o açaí. “Foi bem difícil, porque eu estava a ser pioneiro, então tinha de apresentar o produto ao mercado e criar cultura”, explica, antes de admitir que, no início, por medo de não conseguir arcar com os custos de estar bem localizado, vendeu “de tudo, de sucos a salgados”. “Eu só queria que consumissem a tigelinha de açaí, mas demorou a entender o que era preciso fazer.”
Sobremesas geladas. É o foco do JAH, que também vende sabores de sorvete, sem corantes nem glúten. “Lembro-me de um casal que ia muitas vezes à minha primeira loja. Ele tomava um açaí, ela ficava olhando. Poxa, ela é minha cliente se eu tiver algo para vender que ela queira. Aí eu perguntei, bem comercial mesmo, se ela já tinha provado, e ela disse que sim, mas que não gostava e ia tomar um sorvete noutro sítio. Foi assim que eu trouxe o sorvete.”
Não é uma sorveteria, não há cone de bolacha, mas quer o sorvete quer o açaí é servido através de uma máquina de gelados soft, que funciona à base de água. “Costumava fazer de forma artesanal, mas como precisava de agilizar o processo e garantir a padronização sem estar 100% preso à produção, fui forçado a pensar e arranjei um fornecedor. Ele regulou o equipamento, que inicialmente funcionava apenas à base de leite, e continua a ser o meu parceiro até hoje.”
Os preços começam nos 2,19€ por 100 gramas. Só tem de escolher um recipiente – pequeno (até 280 gr), médio (até 380 gr) ou grande (até 580 gr) –, e começar a montá-lo à sua medida. Tem cinco opções para a base: iogurte gelado, sorvetes de chocolate belga, pitaya, goiaba, frutos vermelhos e maracujá com manga, e açaí tradicional ou zero açúcar, vindo do Pará, na Amazónia brasileira. Depois é só caprichar nas coberturas. Há frutas, como morangos e mirtilos, mas também paçoca, granola, leite condensado e gomas, por exemplo.
“Espero que os clientes aqui em Portugal se divirtam a montar o seu próprio JAH. Podem escolher se querem um copo bem fit ou bem doce que não vão sentir aquele gosto de xarope de guaraná. Nós usamos mais de 60% de polpa, bem diferente dos 30% a 35% da maioria das marcas que vendem. São mais de 600 mil clientes por mês na nossa rede e, para manter a qualidade, trazemos sempre o franqueado o mais próximo possível da marca”, diz Diego, que já está a planear mais aberturas em 2026. “Vamos abrir uma segunda localização em Lisboa, lá para Março, e outras 15, de Norte a Sul do país.”
JAH, Rua dos Fanqueiros, 267 (Rossio). Seg-Dom 10.00-22.00
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