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O Rossio na Betesga #12: o Valmor que foi com as couves

Por Helena Galvão Soares
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Mais propriamente primeiro foi-se o Valmor e depois vieram as couves.

Nos antigos (e enormes) jardins da Villa Sousa está agora uma belíssima horta de couves galegas, viçosas e muito bem alinhadas – uma séria candidata a Mais Bonita Horta da Cidade, se tal galardão existisse. Já do palacete, pouco mais resta do que a fachada com um elegante torreão e as paredes laterais, que permitem ter uma ideia da dimensão do edifício original. Quem passa por ali, naturalmente interroga-se: o que seria isto?

A Villa Sousa, também conhecida como Palacete na Alameda das Linhas de Torres, foi encomendada pelo banqueiro José Carreira de Sousa ao arquitecto Manuel Joaquim Norte Júnior, sendo reconhecíveis na fachada elementos característicos das obras deste arquitecto, como os arcos de volta perfeita. Construída em 1911, foi distinguida com o Prémio Valmor de 1912.

A Villa Sousa em 1912
© Joshua Benoliel / Arquivo Municipal de Lisboa - Arquivo Fotográfico

Embora não haja muita informação sobre o edifício, diz-nos o site Património Cultural que em 1981 se encontrava em vias de demolição e que em 1987 já se encontrava em ruínas; em 2003 já só restava a fachada.

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