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Pedro Gadanho abandona direcção do MAAT no próximo ano

Escrito por
Cláudia Lima Carvalho
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A semanas de celebrar o segundo aniversário, o MAAT (Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia) ficou a saber que vai mudar de director. Pedro Gadanho, o arquitecto que largou o MoMA, em Nova Iorque, para dirigir o novo museu da Fundação EDP, cessa funções em Junho de 2019, altura em que termina o mandato de três anos.

Em comunicado, a Fundação EDP explica que Pedro Gadanho assegurará, por mútuo acordo, um período de transição até à escolha do novo director. Sobre a saída do arquitecto nada mais é dito e à agência Lusa fonte da Fundação EDP não quis fazer mais comentários, garantindo, no entanto, que o sucessor de Gadanho será anunciado em breve.

O contrato de Pedro Gadanho, licenciado na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), mestre em Arte e Arquitectura pelo Kent Institut of Arts and Design, em Inglaterra, e doutorado em Arquitectura e Mass Media pela FAUP, era de três anos renováveis.

O último dia de Pedro Gadanho no MAAT, o museu inaugurado em Outubro de 2016 e que se tornou imediatamente uma paragem obrigatória na cidade, está marcado para 30 de Junho de 2019.

Quando no ano passado falámos com o arquitecto, a propósito do primeiro aniversário do museu, este destacava como o seu grande desafio fazer com que as pessoas voltassem ao museu. “Virem pelo edifício é relativamente fácil. Queremos conquistar o público português e por isso criámos o membership, para as pessoas perceberem que o preço do bilhete não deve ser uma barreira. Queremos que usem o museu de uma forma mais relaxada, por prazer e com mais tempo e, quando calha, tragam as crianças para um programa”, explicava então.

Este membership foi, aliás, uma ideia que trouxe do MoMA, onde durante três anos foi curador de Arquitectura Contemporânea. “O membership, no fundo, elimina a barreira do preço porque acaba por ser dez euros por pessoa por ano, crianças são gratuitas. Isso permite a uma família vir aqui repetidamente só para usufruir do espaço, que é o que acontece nos grandes museus internacionais. De algum modo cria-se a confiança de que há sempre algo interessante para ver e isso é o que talvez nos consiga permitir substituir esse fascínio inicial pelo edifício por uma visita mais regular que tenha a ver com o conteúdo das exposições”, acrescentava ainda.

Quando em 2015 se soube da sua saída do museu nova-iorquino, Pedro Gadanho afirmava que qualquer coisa que pudesse fazer no MAAT seria sempre mais excitante do aquilo que poderia fazer lá. Uma afirmação que voltou então a fazer à Time Out: “Aqui é uma espécie de dream job para qualquer curador ou director de museu. Há uma programação para iniciar, uma identidade para definir e muitos projectos para arrancar”. “Nós fazemos 18 exposições por ano. Alguém me perguntou no outro dia para quantas exposições estou a olhar ao mesmo tempo e eu comecei a fazer contas aos quatro anos que temos pela frente já com um calendário definido e estou a olhar para 72 exposições em diversos graus de desenvolvimento. Isso é realmente excepcional.”

Quando questionado sobre o que gostaria de ter feito durante o primeiro ano do museu, mostrava-se satisfeito: “Acho que fiz tudo aquilo a que nos propusemos fazer, o que é excepcional porque não há assim tanta gente a trabalhar no museu. Podemos dizer que estamos a cumprir os nossos objectivos com muita satisfação.” Mas lamentava as poucas idas à praia.

+ Pedro Gadanho: “O desafio é fazer com que as pessoas voltem ao MAAT”

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