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Tapada das Necessidades
©Gabriell VieiraTapada das Necessidades

Petição “Em defesa da Tapada das Necessidades” reúne mais de 5000 assinaturas

O projecto de reabilitação da Tapadas Necessidades, aprovado em 2019, continua a não reunir consenso. Agora deu origem a uma petição e a uma resposta do vereador dos Espaços Verdes.

Escrito por
Renata Lima Lobo
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Chama-se “Projecto de Reabilitação para a Concessão e Exploração do Conjunto de Edifícios Existentes na Tapada das Necessidades” e já decorre há vários anos. A obra arranca ainda em 2021, mas um grupo de amigos deste espaço verde lançou uma petição contra o projecto. José Sá Fernandes – vereador do Ambiente, Estrutura Verde, Clima e Energia – emitiu um esclarecimento.

Em 2016, o Banana Café Emporium venceu o concurso público lançado pelo município, para ser o promotor do projecto que irá requalificar a Tapada das Necessidades, uma área de 10 hectares considerada zona de Reserva Florestal Nacional. A proposta prevê um jardim renovado, estabelecimentos de restauração e parques infantis, iniciativas educativas e de responsabilidade social ou um local exclusivamente dedicado ao grupo Amigos da Tapada das Necessidades, num projecto de arquitectura assinado por Pedro Reis. Mas a previsão de demolição de algumas estruturas gerou desconfiança e uma petição lançada este mês precisamente pelos Amigos da Tapada das Necessidades que critica a falta de auscultação da população ou a demolição de algumas estruturas.

Zoo da Tapada das Necessidades
©Gabriell VieiraA cúpula da Estufa da Tapada das Necessidades, junto ao antigo zoo

“Em 2019, contrariando as expectativas acima referidas, a CML aprovou a cedência a privados da maioria dos edifícios e espaços da Tapada para exploração comercial, constando do 'caderno de encargos' a demolição de algum do edificado existente, como a parte central do antigo Jardim Zoológico e diversos edifícios da zona Norte, a alteração significativa de outros e a construção de novos ‘com marca de autor’ (ex. a construção de raiz de um grande restaurante com cave, um centro interpretativo, um anfiteatro sendo que estas estruturas deveriam ser colocadas na zona da antiga escola agrícola, a abertura de quiosques)”, lê-se na petição online que até ao momento recolheu mais de cinco mil assinaturas.

Esta quinta-feira, 18 de Março, Sá Fernandes emitiu um esclarecimento onde responde a questões levantadas pela petição, nomeadamente em relação à preservação do património existente. "Não vai haver 'construções de edifícios enormes e desenquadrados'. Não só vão ser recuperados e preservados, na íntegra, os elementos patrimoniais edificados relevantes, como é o caso dos seis torreões do denominado Jardim Zoológico, como o edifício que entre eles se vai colocar, em substituição da antiga Casa dos Serviços Florestais, sem valor arquitectónico, que ali existe e que apresenta risco de ruína, está devidamente enquadrado, conforme parecer da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC)".

O tráfego e estacionamento é outra das preocupações levantadas pelos Amigos da Tapada, mas, explica o vereador, “o trânsito e o estacionamento vão continuar a ser proibidos, a não ser para as equipas de manutenção e para eventuais cargas e descargas de material, sempre de forma esporádica e periódica”.

Em declarações ao Diário de Notícias no passado dia 5 de Março, Bernardo Delgado, administrador da empresa concessionária, revelou que as obras arrancam em Setembro deste ano e que a requalificação ficará concluída no Verão de 2022.

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