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Saiba como ajudar as vítimas do ciclone em Moçambique

Por
Raquel Dias da Silva
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A Câmara Municipal de Lisboa está a promover uma recolha de alimentos, a ZDB convidou músicos e artistas para um evento solidário e é ainda possível enviar roupa através dos CTT. Mas há mais formas de ajudar as vítimas do ciclone Idai. 

O ciclone Idai, que atingiu Moçambique, Zimbabwe e Malawi, é já considerado pela ONU “a pior tempestade de sempre no Hemisfério Sul”. Provocou inundações até aos seis metros, pelo menos 290 mortos só em Moçambique e afectou mais de 1,5 milhões de pessoas. A partir de Portugal, há várias formas de ajudar todos os residentes na cidade da Beira, capital da província moçambicana de Sofala, mais afectada pelo ciclone.

A União Europeia anunciou um financiamento de 3,5 milhões de euros para ajudar, mas a Unicef prevê que serão necessários 17,9 milhões de euros para dar resposta à passagem do Idai nos três países. O órgão das Nações Unidas lançou uma campanha para ajudar as cerca de 260 mil crianças moçambicanas e os donativos podem também ser feitos por MB Way (919 919 939). Mas há outras entidades a angariar fundos.

A Cruz Vermelha Internacional – que doou cinco mil euros do Fundo de Emergência destinado a catástrofes – está a recolher donativos para a Cruz Vermelha de Moçambique. A Cáritas Portuguesa, em contacto com a Cáritas de Moçambique, está a apoiar as dioceses moçambicanas. E a ONG Oikos – Cooperação e Desenvolvimento, que tem elementos a operar no terreno para identificar situações prioritárias, está também a recolher fundos através de transferências bancárias.

Alimentos, produtos de higiene e limpeza

Estima-se que pelo menos 400 mil pessoas tenham ficado desalojadas no centro de Moçambique e a região da Beira terá sido afectada numa extensão de 90% do seu território. Além de ajuda monetária, é necessário apoio humanitário na área da saúde, saneamento e higiene, abrigo e artigos de primeira necessidade.

A Câmara Municipal de Lisboa já enviou uma contribuição de 150 mil euros para apoiar as autoridades moçambicanas e está agora a promover a recolha de medicamentos, essencialmente para infecções gastrointestinais e analgésicos; géneros alimentares, nomeadamente produtos enlatados com período de validade prolongado; produtos para o tratamento de água, limpeza de instalações e higiene pessoal. Para entrega dos donativos, anuncia como pontos de entrega, abertos 24 horas, os quartéis do Regimento de Sapadores Bombeiros da Avenida Dom Carlos I, Martim Moniz, Graça, Defensores de Chaves, Santo Amaro, Monsanto, Alvalade, Benfica, Marvila, Encarnação e Alta de Lisboa.

A Fundação Sporting e a Fundação Benfica também estão a promover recolhas de alimentos, que podem ser entregues no Multidesportivo do Sporting, nas Casas do Benfica (até 31 de Março) ou no Estádio da Luz (de 27 a 31 de Março). Já os CTT – Correios de Portugal, em parceria com os Correios de Moçambique, arrancam esta segunda-feira, 25 de Março, com uma acção de recolha de roupas. Basta dirigir-se a uma das 538 lojas espalhadas por todo o país e pedir uma embalagem solidária. O envio é gratuito.

Este domingo, 24 de Março, a ZDB – Galeria Zé dos Bois reúne músicos e artistas, com petiscos no terraço, para um evento solidário, cujo lucro será entregue ao Grupo Unidos pela Beira e reverterá na íntegra para o auxílio à população moçambicana. Entre as presenças confirmadas, encontram-se, por exemplo, B Fachada, Filipe Sambado, Gisela João e Primeira Dama.

Esta sexta-feira já parte um avião comercial para Moçambique com embarcações de socorro, material militar e de comunicações e uma equipa, que inclui elementos da Força Especial de Bombeiros e da Guarda Nacional Republicana.

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