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'Sense8' chega ao fim esta sexta-feira

Por
Luis Filipe Rodrigues
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Foi há um ano, cerca de um mês depois da estreia da segunda temporada de Sense8, que a Netflix cancelou a série das irmãs Lilly e Lana Wachowski e J. Michael Straczynski. Mas, menos de um mês depois, a Netflix acedeu a financiar um último episódio para atar as pontas soltas. A estreia é nesta sexta-feira.

Segundo a Netflix, o cancelamento foi motivado por razões económicas: basicamente, era uma produção demasiado dispendiosa e pouco vista. E se voltou para um último episódio, segundo Cindy Holland, da Netflix, foi só porque era uma série de facto especial e com “uma mensagem muito importante”.

Percebe-se ao que se refere. Era a história de um grupo de pessoas, aparentemente sem nada em comum, que partilhavam um vínculo telepático e acediam às capacidades e aptidões umas das outras para resolverem problemas, mesmo estando em diferentes pontas do mundo. Gente de diversos géneros, etnias, classes sociais e  orientações sexuais, unida por um propósito comum. Uma ideia que, hoje, chega a ser revolucionária.

Tudo isto era embrulhado numa fórmula de ficção científica e devia muito a histórias de super-heróis (a influência dos X-Men é inescapável, mesmo que não seja assumida).

O derradeiro episódio foi filmado por Lana Wachowski e começa onde a segunda temporada tinha terminado, com os protagonistas a tentarem salvar Wolfgang (Max Riemelt), que tinha sido raptado. É basicamente um filme, com quase duas horas e meia, o equivalente a três episódios normais, e mostra a série no seu melhor – a ambição desmedida, a química entre o elenco, a falta de medo do ridículo – e no seu pior – a indulgência formal, a dispersão narrativa, a falta de noção do ridículo.

Os criadores tinham originalmente pensado em fazer cinco temporadas, pelo que não conseguem resolver todas as pistas e desenvolver todas as ideias plantadas ao longo de dois anos num único episódio, mas não faz mal. O mais importante aqui sempre foi a atmosfera e as relações entre as personagens, e Lana Wachowski conclui todas essas histórias.

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