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Silêncio! Estamos numa discoteca silenciosa

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As discotecas silenciosas servem de inspiração para a performance que se estreia nesta quinta-feira no Rive-Rouge, a propósito da BoCA. Falámos com o director artístico deste espectáculo feito para espaços nocturnos.

As silent discos estão na moda, não há como negá-lo. Encontramo-las em festivais, discotecas, bares ou outros sítios com problemas com a vizinhança. A ideia é que cada pessoa esteja de headphones nos ouvidos e escolha a música que quer ouvir de entre os vários DJs que estão a tocar ao vivo – e que, de outra maneira, não se ouvem. Quem está de fora observa apenas uma sala silenciosa, cheia de pessoas a dançar. Foi isso que serviu de inspiração para “Silent Disco”, a performance da companhia de teatro chamada meia volta e depois à esquerda quando eu disser. “O público chega, recebe os headphones e é a partir daí que comunicamos”, conta Alfredo Martins, director artístico e co-criador do espectáculo com estreia marcada para quinta-feira no Rive-Rouge. “Além da música, ouvem também um texto que os vai guiando pelo espectáculo, não só no espaço [da discoteca] mas na viagem mental. Há uma voz que vai lançando várias questões e propostas.” O ambiente da noite enquanto “acto de resistência” é uma das reflexões desta silent disco.

“Sempre me atraiu o universo da noite como espaço de possibilidade de construção identitária”, continua Alfredo. “É um espaço em que as pessoas se conseguem transformar de alguma maneira, redesenharem-se. E também é um espaço não- -produtivo, de lazer e prazer, que incita outras formas de sentir e pensar, outras corporalidades.”

A performance usa a premissa das festas silent disco para explorar este lado do clubbing e subverter as dinâmicas comuns de uma noite numa discoteca – mas não é uma festa silent disco. “O objectivo é tirar partido da tecnologia silent disco para activar um espectáculo em que o público é envolvido de uma determinada maneira, no espaço de uma discoteca.”

Depois da estreia na BoCA, “Silent Disco” segue para espaços nocturnos de outras partes do país. Terá uma apresentação em Maio no Pérola Negra, no Porto, a propósito do festival Dias da Dança, e em Julho voa até ao Walk & Talk, nos Açores.

Quinta e sexta-feira, 22.00, no RiveRouge, Praça Dom Luís I, Time Out Market (Cais do Sodré). 8€

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