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Musica, Clássica, Director Musical, Pedro Amaral
©David RodriguesPedro Amaral

Silêncio, que se vai ouvir Música na Biblioteca

A Orquestra Metropolitana de Lisboa está de regresso à Biblioteca Nacional com dois concertos, a 3 e 10 de Julho.

Por José Carlos Fernandes
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A Orquestra Metropolitana de Lisboa regressa à Biblioteca Nacional nos dias 3 e 10 de Julho. O programa do mini-ciclo Música na Biblioteca tem em comum a articulação de um compositor do Classicismo Vienense com um compositor português do nosso tempo.

No concerto de 3 de Julho, a Sinfonia n.º 36 K.425 Linz de Mozart, tem a companhia do Concerto para flauta Giochi di Uccelli (“Jogos de Aves”), de Sérgio Azevedo. A primeira foi composta em 1783, quando Mozart visitou Salzburg com a esposa, Constanze, e no caminho de regresso passou por Linz, onde se hospedou na palácio do Conde Thun. Para agradecer a hospitalidade, ofereceu-se para dar um concerto e como não trazia consigo a partitura de uma sinfonia, dispôs-se a compor uma – em apenas quatro dias.

O concerto de Azevedo foi estreado em 2017 pela Orquestra Metropolitana de Lisboa, tendo como solista o dedicatário da obra, Nuno Inácio, que volta agora a desempenhar esse papel, sob a batuta de Pedro Amaral.

[III andamento (Menuetto) da Sinfonia n.º 36 de Mozart, pelos English Baroque Soloists, em instrumentos de época, com direcção de John Eliot Gardiner (Philips)]

O concerto de 10 de Julho combina a Abertura Coriolano op.62 e o Triplo Concerto para violino, violoncelo e piano op.56, de Beethoven, com a Fantasia para piano e orquestra LG.74, de Fernando Lopes-Graça.

Pouco se sabe sobre a génese do Triplo Concerto, cuja composição foi concluída em 1803 mas só se estreou cinco anos depois. Uma fonte sugere que Beethoven o terá composto para o Arquiduque Rudolfo, que em 1803 tinha apenas 14 anos e começara a ter aulas de piano com o compositor e viria a tornar-se no seu principal mecenas e no dedicatário de 14 obras, algumas das quais estão entre as mais notáveis que Beethoven compôs. A estreia do concerto teve lugar no palácio do jovem arquiduque, ocupando-se este do piano e tendo como parceiros o violinista Ferdinand August Seidler e o violoncelista Anton Kraft.

A Fantasia de Lopes-Graça foi estreada em 1975 e inspira-se numa melodia tradicional da Beira Baixa, região onde o compositor empreendeu recolhas do folclore local.

A interpretação será de Anna Paliwova (violino), Isabel Vaz (violoncelo), Pedro Costa e Vasco Dantas (piano) e Filarmónica de Berlim, com direcção de Luís Carvalho.

[III andamento (Rondo alla Polacca) do Triplo Concerto de Beethoven, po Anne-Sophie Mutter (violino), Yo-Yo Ma (violoncelo), Mark Zeltser (piano) e Filarmónica de Berlim, com direcção de Herbert von Karajan (Deutsche Grammophon)]

Biblioteca Nacional, sex 3 e sex 10 de Julho 21.00. 8€.

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