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Festival Espontâneo
Fotografia: Festival Espontâneo/ FacebookImproMime no Festival Espontâneo 2019, no Centro Cultural Olga Cadaval

Sintra recebe um festival de teatro que é um improviso

Por Raquel Dias da Silva
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O Festival Espontâneo regressa a Sintra esta quinta-feira, 27 de Fevereiro, para quatro dias de teatro de improviso. O Centro Cultural Olga Cadaval é o palco desta iniciativa, que inclui ainda workshops para aspirantes a “improvisadores”.

O projecto é da companhia de improvisação teatral Instantâneos, que produz o Espontâneo desde 2012, para dar a conhecer ao público português artistas e espectáculos de referência mundial. Nesta 9.ª edição, de regresso ao Centro Cultural Olga Cadaval, o festival conta com improvisadores nacionais mas também de França, Colômbia e Brasil. Além de espectáculos, a programação contempla workshops de dramaturgia e improviso.

A abertura está marcada para 27 de Fevereiro, às 21.30, com uma performance da Arkham Lab, uma companhia de Bogotá criada por Gigio Giraldo, um dos precursores do improviso na América Latina. O ponto de partida é a fatalidade do destino e a trama promete ser sórdida, tensa e surpreendente. Mais tarde, a partir das 22.30, há a primeira Impro Ensemble, um dos pontos altos do evento, onde todo o elenco nacional e internacional do festival se une em palco para improvisar.

No dia seguinte, 28, as cortinas sobem à mesma hora, com mais uma Impro Ensemble, com direcção artística da própria organização do festival. Segue-se o regresso de Márcio Ballas, um dos maiores nomes da comédia e da improvisação brasileira, que estreou em 2018, na 7.ª edição do Espontâneo, o seu formato a solo Bagagem, com o qual retorna, para mais uma apresentação “que mescla poesia e enormes doses de humor”.

No sábado, 29 de Fevereiro, os The Modestos, da vizinha Espanha, apresentam Líneas Paralelas, um formato original – acompanhado com música criada em directo – sobre o poder das decisões e as múltiplas possibilidades que existem numa só vida. Mas o destaque vai para o espectáculo das 22.30, protagonizado pelos Broadway’s Next Musical Hit e descrito pela Time Out de Nova Iorque como “um musical de, para e feito pelo povo”, onde o público escreve títulos de músicas inventadas e os improvisadores juntam esses títulos para os apresentar como canções nomeadas. “Cada canção é criada no momento, com cenas espontâneas, coreografias improvisadas, melodias orelhudas e muitas gargalhadas”, lê-se no site do Festival Espontâneo, no qual é possível encontrar toda a programação.

Para encerrar, Marco Gonçalves e Caio Conceição, do Brasil, sobem a palco a 1 de Março, às 21.30, com Montenegro e Iguassú, um formato sobre fronteiras “com uma espinha dorsal definida mas com personagens criadas a partir de perfis, que são escritos pelo público”. E, a cereja no topo do bolo, uma Impro Ensemble, com direcção de Gigio Giraldo, que dará também um workshop sobre a morfologia da improvisação (29 de Fevereiro, 15.30, 35€).

Se estiver interessado em aprender mais sobre esta técnica de teatro, há mais workshops: de improviso para iniciantes (29 de Fevereiro, 10.00-18.00, 85€), de dramaturgia do vazio (1 de Março, 11.00, 35€) e de improvisação musical (1 de Março, 15.00, 35€).

Os bilhetes para o festival podem ser adquiridos nos locais habituais, na Ticketline e no Centro Cultural Olga Cadaval. Um passe diário (10€) serve para os dois espectáculos de cada noite.

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