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Notícias / Vida urbana

Uma carta aberta ao parquímetro avariado

Provedor
Mariana Soares

Estacionar em Lisboa é uma saga. Uma aventura cheia de imprevistos, obstáculos e vilões. E pagar o estacionamento é o epílogo desnecessário desta odisseia.

Quando achamos que o pior já passou, eis-nos perante mais um Everest logístico: não temos dinheiro na carteira; temos de ir levantar uma nota; temos de ir trocar a nota por moedas bebendo o quarto café do dia; temos de ir meter moedas no parquímetro; temos de procurar um parquímetro que funcione porque o mais próximo decidiu estar “Fora de Serviço”.

É comum vermos pelas ruas de Lisboa pessoas desorientadas, com o bolso a chocalhar de moedas, à procura de uma máquina que funcione. Dá a ideia que a EMEL faz de propósito para nos obrigar a andar a pé – será uma medida para combater a obesidade? – ou quer que os lisboetas conheçam melhor as ruas da cidade por via destes pequenos passeios em estado de grande aflição.

Este rally paper improvisado termina várias vezes com corridas de volta ao carro na esperança de que, entretanto, um dos hiperzelosos funcionários da empresa que controla o estacionamento na cidade não nos tenha multado já. Quando isso acontece, inicia-se um curioso diálogo de procura de empatia e compaixão que termina quase sempre com um: “Agora já está multado, não há nada a fazer”.

Com sorte, o carro está estacionado debaixo de uma árvore habitada por uma família de pombos ansiosa por partilhar a sua matéria fecal.

+ Uma carta aberta ao placard electrónico de tempo de espera do autocarro

 

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