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Uma carta aberta às pipocas do metro

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Obrigado ao empreendedor corajoso que um dia se lembrou de vender pipocas vários metros debaixo da terra.

Uma pessoa está a fazer a sua vida, a mudar de linha apressadamente, preocupada com o trabalho ou a escola, e, de repente, toda a agonia do dia-a-dia desaparece com aquele cheirinho a milho arrebentado.

O Provedor confessa: nunca viu ninguém comer pipocas no metro. E tem a teoria de que estas pequenas bancas servem apenas para espalhar um doce odor, disfarçando os cheiros nocivos da hora de ponta e aligeirando o peso da rotina.

As pipocas são um bem de consumo hiper-específico, confinado às salas de cinema. Quando é que foi a última vez que comeu pipocas num sítio bem iluminado? É verdade que o metropolitano é um sítio de observação privilegiada do “teatro da vida”, mas será que os dramas da vida real (a braguilha aberta, o atacador desapertado) são comparáveis aos blockbusters de Hollywood?

Não há pipocas na Carris, não se vêm baldes nos cacilheiros e não há uma única companhia aérea que as sirva. Será que, afinal, as pipocas do metro são uma forma sarcástica de protesto pelos atrasos do metro? Gostamos de acreditar que sim.

O Provedor do Lisboeta é um vigilante dos hábitos e manias dos alfacinhas e de todos aqueles que se comportam como nabos e repolhos nesta cidade. Se está arreliado com alguma coisa e quer ver esse assunto abordado com isenção e rigor, escreva ao provedorprovedor@timeout.com

Uma carta aberta ao “soft opening”

+ Uma carta aberta ao café/restaurante com luzes brancas

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