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Vetrina: depois das pizzas e das massas, as belas sanduíches italianas

No novo espaço do Grupo Non Basta, as atenções estão todas numa vitrine. É lá que estão os ingredientes das dez sandes que compõem o menu. A inspiração vem de Itália. O segredo está no pão.

Mauro Gonçalves
Escrito por
Mauro Gonçalves
Editor Executivo, Time Out Lisboa
Vetrina
HARES PASCOAL
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A moda das sandes continua a alastrar pela cidade. Fiel à sua inspiração italiana, o Grupo Non Basta (dono dos restaurantes Pasta Non Basta, Província e Memória, entre outros) tem um novo negócio, ali à beira da Gulbenkian. No Vetrina – vitrine em italiano –, as sandes não só dominam o cardápio como são tudo o que pode trincar. E não é coisa pouca. Tem dez opções à escolha, todas elas com ingredientes produzidos em casa ou vindos directamente da bela Itália.

"No ano passado, por esta altura, estávamos em Florença para conhecer este produto. Voltámos, começámos a testar receitas. Sem dúvida que nos inspirámos bastante no que é feito em Itália, o que não quer dizer que não haja liberdade para explorar outras combinações. Estamos a falar de uma sanduíche, portanto é um sem-fim de possibilidades", argumenta Frederico Seixas, um dos sócios do grupo.

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Sabemos que entre duas fatias de pão cabe tudo e mais alguma coisa, mas antes de irmos ao departamento de guarnições, debrucemo-nos sobre o pão. Numa casa de sandes italianas, seria de esperar uma ciabatta ou uma focaccia. Em vez disso, somos introduzidos à versão toscana desta segunda, a schiacciata. Mais arejada e estaladiça, é um ingrediente comum nas sanduíches italianas. No regresso de Florença, parte dos testes foi, precisamente, para chegar à textura ideal.

Conseguida a schiacciata de sonho, foi preciso chegar às receitas. No total, o menu do Vetrina é composto por uma dezena de sandes. Ingredientes como os picles, a porchetta, os molhos e até o fiambre de peru são feitos na casa. O resto vem directamente de Itália. Dentro do pão, vai encontrar combinações clássicas, como a mortadela com burrata, pesto e parmesão ou o presunto de Parma com mozzarella, pesto e tomate, ambas 11,90€.

Mas se o que quer é desafiar o palato, talvez seja melhor optar por uma sandes de porchetta, burrata, creme de batata e chutney de cebola (11,90€), onde se destaca o sabor da sálvia, do alecrim e das sementes de funcho, ou por uma das opções com 'nduja (11,90€-12.90€), enchido picante calabrês que brilha em duas das sandes do menu. Nas vegetarianas, destaque para a sandes de curgete, burrata, pesto, picles de cenoura e tomate (9,90€).

Vetrina
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Uma amostra de sabores que não quer ficar limitada à gastronomia italiana. "Ainda não sabemos ao certo com que cadência, mas a ideia é lançar algumas edições especiais. Vamos sempre manter a matriz italiana, mas também podemos ir por outros caminhos e vir a ter rosbife, salmão", complementa ainda Frederico Seixas.

Apesar de pequeno e focado nos pedidos para levar (presencialmente ou via Uber Eats), o espaço tem dois balcões e uma esplanada modesta. Para ajudar a enchê-la, há uma happy hour de cinco minis a 5€, de segunda a sexta-feira, das 17.00 às 20.00. A par disso, o balcão funciona ainda como mercearia, onde são vendidos alguns dos produtos usados nos restaurantes do grupo, incluindo queijos (3,50€-7€), pesto (8€), 'nduja (6,50€), pasta fresca (1,90€) e, claro, a schiacciata (1,50€-6,50€). Está tudo na vetrina.

Avenida Elias Garcia, 184 (Avenida Novas). Seg-Dom 12.00-21.20

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