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Village Underground
©DRFesta no Village Underground

Village Underground comemora seis anos com uma festa online

Por Clara Silva
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Para comemorar seis anos, o Village Underground, em Lisboa, prepara uma festa completa onde não faltam cocktails, peças de teatro, performances, street art e DJ sets. Online, claro. Falámos com a anfitriã.

É preciso para precisamente no mês em que o Village Underground anunciava uma programação regular na sua nova discoteca, o país entrar em quarentena. “Finalmente tínhamos a
sala toda equipada em termos de som, luz e material e tínhamos anunciado um cartaz para Março com todos os fins-de-semanas preenchidos”, conta Mariana Duarte Silva, a responsável. “No dia em que pusemos o cartaz na rua, isto acontece.” Demorou três semanas a reagir, mas com a ajuda do marido, Gustavo Rodrigues, engenheiro de som e director técnico de vários palcos de festivais, Mariana percebeu que a solução estava mesmo à sua frente: “Temos o equipamento todo e temos o espaço físico. Vamos trazer os artistas aqui, filmar, editar e transmitir.”

O novo capítulo desta nova vida digital do Village Underground começa no sábado com o streaming da festa de aniversário dos seis anos do espaço. “Vamos ser uma casa de criação, produção e transmissão de conteúdos. É esta a nova estratégia até nos deixarem voltar a fazer festas.”

Para já, o aniversário, a começar no site do Village a partir das 16.00, é a grande estreia. Benjamim, Nel’Assassin, Roundhouse Kick, Studio Bros, Satelite b2b Danykas, Gustavo, Anestetic DJ e Pedro Coquenão (Batida) são os artistas convidados. Este último, que há três anos instalou o seu estúdio, um contentor azul, no Village, apresenta às 19.00 o projecto Fake Staff.

O aniversário conta também com o colectivo de dança Orchidaceae, a street art de Observ, os cocktails de Constança Raposo Cordeiro, da Toca da Raposa, e o chef de cozinha residente, Frederico Leitão.

No teatro, João Telmo e Martim Pedroso apresentam a sua Nova Companhia, Joana Cotrim, Ana Sampaio e Maia, Rita Morais e David Pereira Bastos, com a peça As Três Irmãs, João Villas-Boas terá a performance Onde não puderes amar, não te demores e Pedro Saavedra apresenta Em Princípio Os Princípios.

“Quando voltarmos a fazer festas queremos manter este lado de arquivo artístico porque temos as plataformas para o fazer”, adianta Mariana Duarte Silva. “A ideia é continuar a convidar artistas para virem até ao Village e filmarmos e transmitirmos.”

A transmissão desta primeira festa terá também uma opção de donativos, com 50% para os artistas e 50% para a produção. “Ninguém vai estar à espera sentado para receber o fundo de emergência da cultura porque não vai chegar”, conclui Mariana.

Sábado, 9 de Maio, a partir das 16.00 em vulisboa.com

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