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YouTube cria fundo de 100 milhões para apoiar artistas e criadores negros

É a resposta do gigante tecnológico à situação vivida nos EUA. O primeiro projecto, o Bear Witness, Take Action, arranca este sábado com uma angariação de fundos em directo.

Por Tiago Neto
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Depois da morte de George Floyd às mãos da polícia norte-americana, e das consequentes manifestações anti-racismo levadas a cabo pelo movimento #BlackLivesMatter (As Vidas Negras Importam), são cada vez mais as empresas interessadas em apontar holofotes à causa, directa ou indirectamente. Foi desta forma que o YouTube, a plataforma de partilha de vídeos do Google, anunciou esta sexta-feira que vai dar início à criação de um fundo de 100 milhões de dólares (aproximadamente 88,4 milhões de euros) para apoiar artistas e criadores negros.

"Nas últimas semanas sofremos juntos porque a comunidade negra sofreu mais actos de terror e violência racial sem sentido. Sabemos que, para muitos, tragédias como esta servem como uma lembrança permanente dos danos causados pelo racismo sistémico. Os mesmos que mais têm de lidar com as consequências da pandemia, cujo impacto afectou desproporcionalmente as comunidades negras nos EUA e no exterior", escreve a presidente executiva do YouTube, Susan Wojcicki, na carta em que lista as iniciativas que a empresa que dirige vai promover em prol de uma sociedade mais equilibrada.

Este sábado terá início o primeiro projecto: Bear Witness, Take Action, uma angariação de fundos em tempo real. Paralelamente, o YouTube tem planeado um mês dedicado à causa da comunidade negra; o YouTube’s Spotlight Channel irá destacar questões de justiça racial, que inclui perspectivas da comunidade negra no site, juntamente com conteúdos históricos, vídeos educacionais e a cobertura dos protestos.

Em curso, também, está a remoção de mais de 100 mil vídeos e 100 milhões de comentários de cariz racista – "mas há mais a fazer", acrescenta Susan Wojcicki. "Estou comprometida a ouvir os funcionários negros do YouTube, os criadores negros, os artistas negros, os líderes da comunidade negra e os utilizadores negros que sintonizam o YouTube todos os dias."

A criação deste fundo chega numa altura em que empresas como a Microsoft, a Amazon, a Adidas, a Nike e outras são acusadas de hipocrisia e aproveitamento da causa dos direitos civis.

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