A Taberna da Rua das Flores

Restaurantes, Português Chiado/Cais do Sodré
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Prato com tomates da Taberna da Rua das Flores
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Iscas da Taberna da Rua das Flores
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Taberna da Rua das Flores - Sala
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A única semelhança entre a Tragédia da Rua das Flores e a Taberna da Rua das Flores é a paixão. Paixão da protagonista do livro de Eça de Queirós pelos homens, e paixão dos taberneiros do Chiado, que a fundaram em 2012, pelos produtos portugueses. André Magalhães foi um deles.

O chef explica: “A nossa ideia foi montar um sítio divertido e simples, que revisita as tabernas antigas, com um espaço para mercearias.” E não é conversa fiada. Acredita numa abordagem à memória gastronómica nacional. Ajuda o facto de André ser um investigador da área? Ajuda, claro. Foi desse estudo que nasceram os dois pratos âncora da casa: iscas com elas e meia desfeita de bacalhau. Confeccionados à la princípio do século XX.

Para ter uma ideia, o molho das iscas, como manda a tradição, deve levar o baço. “Tive de estabelecer uma boa relação com a minha talhante para ter os ingredientes certos”, diz André. No caso do bacalhau com grão, usa a parte das asas, como nas receitas antigas. “Era um prato pobre das tabernas e as postas altas iam sempre para as casas boas.” Mas as recordações não se ficam por aqui. Há moelas, pipis, pezinhos de coentrada e por aí fora. Ao almoço há pratos fixos e ao jantar quem manda são os petiscos.

Fazem uma cozinha sazonal e não usam produtos refrigerados. Na mercearia, pode ainda contar com amostras de pequenos produtores. Exemplos? “Manteiga Marinhas, Broa de Avintes, conservas Luças, ou pão biológico da Herdade do Freixo do Meio.” Também eles à prova nas mesas.

Publicado:

Nome do local A Taberna da Rua das Flores
Contato
Endereço Rua das Flores, 103
Lisboa
1200-194
Horário Seg-Sex 12.00-00.00; Sáb 18.00-00.00
Transporte Metro Baixa-Chiado.
Preço Até 20€

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Nuno Martins Machado
Tastemaker

Eu odeio esperar. E odeio mais ainda ter de esperar para comer. Mas... para petiscar na Taberna da Rua das Flores vale muito a pena! Antes de mais: não é para grupos. Idealmente duas, no máximo 4 pessoas. Marcações não existem... espera-vos uma espera longa ( "Hoje está com sorte, muitos dias chega a ser mais de duas horas", disse-me logo uma simpática senhora que lá trabalha). A solução é dar o nome e, mediante o tempo de espera, ir dar uma volta pelas redondezas ou ir beber um copo a um bar por ali perto. Depois desta etapa, e entrando no restaurante, o espaço é super curioso: simples e ao mesmo tempo com imensos pormenores aqui e ali. Os pratos do dia são trazidos num quadro de giz e são calorosamente explicados um por um. Para começar a refeição há logo diferentes tipos de pão e azeite com marca da casa (azeite bom como nunca tinha provado por Lisboa...de tal modo bom que me fez questionar a origem - admiração completa quando disseram o nome da pequena aldeia nortenha onde também os meus avós nasceram e têm produção de azeite!). Todos os petiscos que pedimos eram mesmo muito bons! Deliciosos. Da Salada de Carapau, passando pelos Cogumelos à Brás, e outros vários. Além da comida, também o staff é extremamente simpático e atencioso. Esperarei de novo. Até já, Taberna da Rua das Flores.