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Cova Funda (Alameda)

Restaurantes, Português Areeiro/Alameda
Escolha dos críticos
4 /5 estrelas
3 /5 estrelas
(4comentários)
COVA FUNDA ALAMDEDA
©Ana Luzia

A Time Out diz

4 /5 estrelas

Aviso à navegação: há pelo menos sete restaurantes em Lisboa com este nome. Mas enquanto o facto não é desvendado, a recomendação é que experimente este, onde o peixe é sempre fresco e bem grelhado, as carnes são de primeiríssima qualidade e o serviço é impecável.

Publicado:

Detalhes

Endereço Rua Augusto Machado, 3 A
Lisboa
1900-078
Preço Até 20€
Contato
Horário Seg-Sex 12.00-16.00/19.00-23.00, Sáb 12.00-16.00
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Restaurante familiar, onde a qualidade e simpatia imperam!

Basta entrar para me sentir em casa, embora não seja cliente assídua, sou tratada como se fosse da família.

Nos meus tempos de carnívora, devo confessar, que a minha perdição era a picanha. A carne era sempre de qualidade,tenra, mas era pelos acompanhamentos que eu salivava! Não falta nada, desde a banana frita, ao feijão preto com farofa, às batatinhas em rodelas,o esparregado (o melhor de Lisboa), o arroz,...

Mas agora que deixei os mamíferos apenas para dar festinhas, recomendo vivamente as gambas à guilho ou o polvo à lagareiro. As doses são bastantes generosas. 

Para sobremesa, experimentem a torta de laranja, bastante torta como o nome indica. 

Será sempre aquele cantinho a voltar para um almoço em família. 


Péssimo! Ainda assim, uma classificação agradável para a forma humilhante como fui tratado.

A minha experiência, ocorrida no dia 21 de Abril, foi de tudo menos agradável. E tudo, pela falta de educação de um simples empregado.

Ao chegarmos, pedindo uma mesa para dois, para jantar, foi-nos pedido para aguardar. Até aqui tudo bem, apesar de existirem mesas vagas, mas que mas podiam estar reservadas. Após a espera, foi-nos atirada a carta para as mãos, juntamente com a solicitação de nos encaminharmos para a nossa mesa - mesa essa que ficava a 100cm das portas de casa de banho. Aceitamos…  

Enquanto líamos a carta, para escolhermos o que iríamos jantar, a entrada e saída das casas de banho era constante e o cheiro nauseabundo fazia-se sentir. Incomodados com esta situação, pedimos gentilmente ao empregado se existiam outra mesas vagas para podermos trocar e que, mesmo não falta de mesas, que poderíamos aguardar. Dito isto, o empregado começa a falar de forma mal-educada e rude. Todos temos dias maus e, certamente, poderia não ser o melhor dia para este funcionário. Após isto, vira-nos as costas e prossegue o seu caminho. Incrédulos, tomamos a decisão de ir embora. Antes de levantarmos, o empregado aproxima-se e pergunta-nos se já tínhamos escolhido a ementa. Uma vez mais, pedimos para mudar de mesa e desta vez informamos que de outra forma tínhamos de ir embora. A resposta, essa, depois de tudo o que já se tinha passado não foi nada que já não tivéssemos à espera: "se não querem comer cá, podem ir embora".

Talvez este tipo de funcionários ou estabelecimentos tratam bem blogs e críticos de gastronomia. Mas pelos vistos não gostam de outro tipo de público e lamento que pensem dessa forma. Restaurantes, em Lisboa, são imensos e com dinheiro posso ir jantar ou almoçar em qualquer sítio que seja de minha vontade.

Desaconselho vivamente este espaço. Estrelas: Zero.

Por norma não gosto de escrever críticas, limito-me a nunca mais voltar ao espaço. Mas desta vez não podia deixar passar esta situação impune. Nunca fui tão mal tratado como fui naquela noite.


Evito sempre comer Carne de Porco à Alentejana em locais que não conheço. Não só por ser um prato (reconheço) que faz muito pouco sentido, mas principalmente porque não me é possível saber a priori a qualidade das amêijoas. Consequentemente, são raras as vezes que peço este prato e as saudades que já tinha de o comer são testemunho disso mesmo.


Cheguei ao Cova Funda antes da hora usual de almoço, pelo que encontrei o espaço vazio. Pedi a dita carne de porco e uma taça de vinho tinto da casa. Foi-me logo dito pelo empregado que o prato pedido ia demorar um pouco a fazer, dado que não era prato do dia. Esta pequena atenção, somada ao copo quase a transbordar de vinho que foi trazido para a mesa, animou-me o espírito e motivou-me a aguardar serenamente.

Passado muito menos tempo do que esperava (uns 15 minutos) veio o prato para a mesa e devo dizer-vos que todo ele era inatacável. A dose era generosa e as quantidades bem distribuídas. A carne de porco estava cozinhada no seu ponto ideal, preservando a sua gordura e estando longe daquela carne seca que geralmente é servida. O preço era também ele justíssimo.

No final, convencido pela simplicidade e autenticidade da experiência, pedi o cartão da casa com o fito de no futuro organizar aqui uns jantares de grupo. É que começam a escassear em Lisboa espaços que saibam fazer bem o fundamental. Este é um deles. 
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