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Críticas de restaurantes

O panorama gastronómico de Lisboa avaliado por quem sabe. Com a ajuda das nossas críticas de restaurantes, escolha onde jantar, marcar um almoço de negócios ou organizar aquele encontro de amigos que nunca mais sai do grupo de Whatsapp

Fotografia: Manuel Manso
Restaurante Loco

Antes de navegar pelo slideshow abaixo, fique a saber que as críticas de restaurantes da Time Out são uma experiência relatada por quem anda há anos a fazer disto vida. Em anonimato, os nossos especialistas em Comer & Beber sentam-se à mesa, provam de tudo um pouco, pedem a conta e depois escrevem sobre o que acharam dos pratos, dos copos, do serviço, do espaço e de tudo o que pode transformar uma refeição numa experiência 5 estrelas – ou num pesadelo.

Isto de ser fiscal da restauração lisboeta não é fácil, mas encaramos o sacrifício como um género de serviço público. Sirva-se à vontade das nossas críticas de restaurantes. E repita.

Críticas de restaurantes

Peixaria da Esquina
©Grupo Vítor Sobral
1/10

Peixaria da Esquina

Quando me encomendam uma crítica, faço questão de ir sem grandes expectativas. Porque quando entrei nesta dura profissão de avaliar restaurantes, não o fazia e, ou os trambolhões eram grandes, ou a surpresa compensava o esforço (esforço?, qual esforço?, ó, Francisco). Desta vez, contudo, quebrei a regra. Andam os meus amigos desde o Verão a dizer-me que o restaurante é óptimo, que os marinados são excelentes, que o Vítor Sobral deu uma boa volta à coisa... E eu, que até gosto desta nova onda de peixarias reinventadas, convenci-me que andava a perder um grande tesouro. 

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Campo de Ourique
Tabik
©DR
2/10

Tabik

O Bessa Hotel, onde o Tabik está alojado, é um destes novos sítios da Baixa com bom aspecto. Passamos por ele e apetece dormir uma sesta: imaginamos uma recepcionista prestável, lençóis imaculados, room service, um silêncio bibliotecário. Da rua vê-se um hall sofisticado, nórdicos esparramados em sofás; e logo ao lado vidros de alto a baixo mostram a sala do restaurante toda em madeiras claras. A arquitectura convida também os lisboetas a entrar – não para pernoitar, mas para almoçar. 

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Avenida da Liberdade
Zero Zero
Fotografia:Ana Luzia
3/10

Zero Zero

A entrada é logo magnífica, do lado esquerdo a cozinha aberta e uma vitrina com queijos e enchidos italianos para venda ao público. Estão lá os excelentes Taleggio, um Parmigiano com 16 meses de cura; há também speck (presunto levemente fumado da região do Tirol), bresaola (presunto de vaca); e vendem-se vinhos e massas da marca De Cecco. À direita o bar de Prosecco e cocktails, para evitar que se lhe seque a garganta com os preços, tudo para o carote. Estamos ainda na antecâmara, sítio onde se pode e se costuma esperar mesa. 

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Princípe Real
Bella Ciao
Fotografia: Manuel Manso
4/10

Bella Ciao

Houve um tempo em que os restaurantes mais sofisticados de Lisboa eram italianos. A tendência foi uma espécie de reacção à cozinha francesa pesada e bafienta que proliferou nos fine dinings da cidade até aos anos 90. Por essa altura, muita gente percebeu que existia mais massa para além do estufado de esparguete sobrecozido com carne e cenouras que se fazia em casa e que a pizza não tinha de ser um bocado de pão manhoso. Durão Barroso frequentava o Mezzaluna, Sócrates vivia no Gemelli e uma turba de jornalistas e artistas do Bairro Alto (só topo da tabela salarial, naturalmente) enchia o Casanostra todas as noites. 

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Chiado
Hansi
Fotografia: Ana Luzia
5/10

Hansi

No outro dia estava num churrasco de rodízio: vaca, porco, peças certificadas (arouquesa, mirandesa...), vários condimentos, gente de muito e bom alimento. A meio da refeição aparecem na mesa umas quantas dessas salsichas de supermercado pré-embaladas. A marabunta entrou em delírio. As pessoas adoram salsichas manhosas. Eu gosto de salsichas manhosas. E isso pode ser dramático para as salsichas de qualidade. Ou seja, isso pode ser dramático para este Hansi. Acontece o seguinte. Se uma salsicha com 80 por cento de gordura e 15 por cento de sal é boa, uma salsicha vienense é ainda melhor. 

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Cais do Sodré
In Bocca al Lupo
Fotografia: Ana Luzia
6/10

In Bocca al Lupo

As crianças nem sempre são o melhor que há no mundo, mas resultam muito úteis para a crítica de restaurantes. As crianças mesmo crianças não vão em tendências nem em tops. Não lhes interessa se o restaurante é do chef A ou do chef K. Se a carne é maturada durante 12 dias ou 12 meses. Se o peixe é de aquacultura ou vivia numa gruta das Berlengas. A gente pergunta às crianças: Gostas? E as crianças respondem: “É óptimo”. “É horrível”. Às crianças só interessa o sabor e o prazer. 

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Chiado/Cais do Sodré
Alma
Fotografia:Arlindo Camacho
7/10

Alma

O pintor francês Paul Cézanne escreveu: “O dia virá em que uma simples cenoura, alvo de um olhar fresco, dará origem a uma revolução”. O dia não veio ainda. Mas esteve quase. Uma hora à mesa no Alma e chegavam as célebres cenouras assadas de Henrique Sá Pessoa. A acompanhar, bulgur (trigo durum), amendoins, azeite de cominhos e uma rodela de queijo de cabra (belíssimo). De repente, silêncio. Depois, o primeiro “hmmmmm” da noite. E o segundo. E o terceiro. 

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Chiado
Nova Ásia
©DR
8/10

Nova Ásia

É o chinês mais português da cidade. A dona, filha do fundador, Dihuan Lin, fez cá a escola e responde sem sotaque às questões mais técnicas. Acresce que, em vez do mobiliário de plástico, há madeiras escuras, prateleiras com boas garrafas de vinho e atoalhados de pano – um ambiente confortável e sofisticado mais próximo do bistrô do que da sala-fonte-luminosa-brilhante-fluorescente. De notar, contudo, que a mesa grande redonda, com placa giratória ao centro – uma das grandes invenções gastronómicas que os chineses nos deram – não foi descartada e proporciona bons momentos a famílias alargadas. 

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Alvalade
Less by Miguel Castro e Silva
Fotografia: Arlindo Camacho
9/10

Less by Miguel Castro e Silva

Foi a segunda vez que almocei na Embaixada e voltei a sentir-me deslocado. O Palacete Ribeiro da Cunha parece um riade de Marraquexe em pleno Príncipe Real, projectado por um arquitecto sob o efeito de ácidos. O estilo é neo-árabe, o senhor que desenhou o edifício do século XIX era um português relativamente desconhecido, e nem a inspiração veio do Magrebe, veio da casa de um capitalista português residente em Manaus, Brasil. Tudo para o senhor Ribeiro da Cunha, também ele abastado e amante de abóbadas e clarabóias. 

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Princípe Real
Volver de Carne Y Alma
© ARLINDO CAMACHO
10/10

Volver de Carne Y Alma

O bife Wellington é um prato de escola, um teste de técnica e conhecimento, uma armadilha de Masterchef. O ponto de cozedura da carne é difícil de afinar, depois há o forro de massa folhada, camadas e mais camadas de ingredientes. O resultado, nas raras vezes em que a receita sai bem, é maravilhoso, uma grande empada de luxo, densa, suculenta, complexa. Em Lisboa, o Volver (vamos deixar assim, só Volver...) honra o prato com uma versão onde se usa queijo da Serra, mel e patê de aves, evocando a memória dos feitos do general britânico Arthur Wellesley, duque de Wellington, o homem que nos salvou de Napoleão e nos deixou as Linhas de Torres que dão nome à avenida ao lado deste restaurante exemplar. 

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Lumiar

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