El Clandestino

Restaurantes Chiado/Cais do Sodré
4 /5 estrelas
4 /5 estrelas
(9comentários)
Restaurante El Clandestino
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Restaurante El Clandestino
El Clandestino - Espaço
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Se a ideia era passar despercebido, então a operação falhou. Apesar de não haver ponchos nem sombreros a denunciá-lo, a verdade é que a localização deste novo restaurante – que fica mesmo ali na fronteira entre o Bairro Alto e o Príncipe Real, onde todos os dias passam milhares de pessoas – não foi a melhor para o manter na clandestinidade. Contudo, lá dentro, o contrabando acontece com sucesso.

Directos da cozinha envidraçada para as mesas de madeira pintada saem tacos, ceviches e margaritas sem pudor e à vista de toda a gente.

“Decidimos abrir este espaço porque tanto eu como os meus sócios tínhamos um interesse especial pelo México e pelo Peru. Quando surgiu a oportunidade de pormos o projecto em marcha, achámos interessante juntar a gastronomia dos dois países”, explica Salvador Sobral, um dos donos. “A música e a boa disposição são dois factores que queremos destacar neste espaço. Também tivemos uma grande preocupação com a decoração. A favela mexicana pendurada na parede e o chão do restaurante foram feitos por uma artista plástica”, conta Salvador, acrescentando que as fotografias espalhadas pelo espaço, que retratam situações quotidianas dos povos latino-americanos, são de um fotógrafo da Guatemala.

A completar o quadro, nas traseiras, foi ainda recriado um cemitério mexicano. “Eles têm um grande fascínio pelo culto dos mortos, não é? Por isso, achámos que fazia sentido”. O que também faz muito sentido é a ementa dividida em duas partes. De um lado da barricada, a representar o México, estão margaritas e cocktails com tequila (até aos 8,50€), além de tacos com lombo de novilho, especiarias e legumes (9,20€), porco com abacaxi, cebola e coentros (7,50€) ou frango com tomate, chili pasilla e manga (7,50€).

Do outro, a indicar que se entrou em território peruano, há piscos sour (até 6,50€), ceviches com peixe branco e puré de batata-doce (9€), de atum com cebolinho (9,50) e ainda de vieiras com manga, alga wakame e rebentos de acelga (13,50€).

Juntas e sem discriminações nacionalistas aparecem as sobremesas. A bomba de chocolate leva amendoim caramelizado e tequila de chocolate (5€) e no jardim de churros há churros com doce de leite, espuma de lima e terra de cogumelos (4,50). Se alguém descobre esta prova do crime...

Por Mariana Morais Pinheiro

Publicado:

Nome do local El Clandestino
Contato
Endereço Rua da Rosa, 321
Lisboa
1200-386
Horário Seg 12.00-15.00/19.00-02.00, Ter 19.30-02.00, Qua-Sáb 12.00-15.00/19.30-02.00
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O El Clandestino tem um bom ambiente, música no tom certo e uma decoração excelente. O atendimento, ainda que um pouco rápido demais - quase não dá para processar se queremos ou não - é bom e se pedirem para voltarem mais tarde, aceitam, sem responder mal. A comida leva nota 8, em 10, porque os tacos chegam moles e faz-me um pouco de confusão. Mas fora isso, gostei muito da experiência e penso em voltar. Afinal, já são poucos os sítios que têm um atendimento que respeita o cliente. 

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México e Perú não cruzam fronteiras. Mas na Rua da Rosa, onde se cruza o Bairro Alto com o Príncipe Real, o El Clandestino cruza a paixão de três sócios por estes dois países da América do Sul, juntando o melhor da gastronomia destes dois mundos: tacos e ceviche.Para quem passa à porta e dá de caras com o mural da 'Favela Vidigal' dos artistas brasileiros Bete e Gezo Marques, é impossível ficar indiferente. E pergunta-se se o El Clandestino é um bar, um restaurante ou uma galeria de arte. Ora une isso tudo a boa disposição, música e boa comida e bebida.O espaço tem dois pisos, em baixo o restaurante do lado da cozinha e do bar, e em cima um mezzanine que tanto serve para restaurante como para bar. Sim, porque aqui também se quer que a malta venha apenas para beber um copo. Ao fundo do restaurante fica um inusitado cemitério mexicano, onde se pode fumar e bebericar algo.A decoração é muito original, bem colorida de acordo com o esperado de um espaço que se refere à América do Sul, mas muito cuidada e de bom gosto, nada 'too much'. Giro, giro!, onde se respira arte e cultura, com as paredes cheias de imagens do fotógrafo da Guatemala Gonzalo Marroquín, e uma colagem no mezzanine da artista Marisa Champalimaud, onde não falta a cara da conhecida pintora mexicana Frida Kahlo. Fui guiada pelo restaurante pelo empregado que nos atendeu para conhecer estes detalhes e o conceito que por ali se pretende, e constatei ao longo da refeição que todo o staff é de uma atenção e simpatia fantásticas.A carta foi criada pelo chef consultor António Amorim e é executada brilhantemente pelo chef residente Fábio Sobral que trabalhou no restaurante de estrela Michelin 'Lima' em Londres. Do lado mexicano há oito tipos de tacos, com carne de porco, camarão, chouriço ou língua de vaca, com vários níveis de picante para diferentes tipos de resistência. Do lado peruano, há seis ceviches de peixe branco, atum, vieiras ou polvo. A seguir ao couvert de totopos com molhos deliciosos, foram escolhidos e bem aconselhados os tacos de camarão e solomillo (lombo de novilho) e o ceviche Clandestino, que vêm em doses adequadas, pois a ideia aqui é partilhar e conhecer vários sabores. Digo-vos que há muito que sou fã de comida mexicana mas os tacos nunca me tinham conquistado... até aqui! Bons elementos bem apurados e com o picante a aparecer na hora certa... e uma carne que parecia seda! Ceviche é o prato da moda actualmente e tendo estado recentemente no Perú posso garantir que o ceviche aqui tem os sabores simples necessários e peixe bem fresco. Tudo muito bem feito, pratos cheios de cor e muito bem apresentados.A acompanhar, obviamente margaritas! Para acalmar os sabores sul-americanos há 12 versões: provem a de morango com manjericão e a de frutos silvestres! Delícias! :) Também não faltam shots de tequillas, Mezcal ou o famoso Pisco Sour.O preço ronda os 18/25 euros e depende muito das bebidas consumidas pois como esperado, as margaritas queimam a conta. ;)Aberto todos os dias até às duas da manhã, aconselho a fazerem reserva pois o restaurante tem estado sempre cheio e bem animado. Podem fazer reserva online através do Zomato.Referência na certa para este tipo de comida, garante um excelente bocado, em ambiente genuíno e jovial e comida e bebida com muita vida.. sempre dentro da lei!;)  Para ir e voltar... muitas vezes! Boas viagens!

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Fiquei super entusiasmada com o espaço e o conceito Tem um ambiente cool e aqui a decoração aqui não falha - a parede é super criativa, a iluminação do espaço é boa - cosy -; a divisão das mesas (as cores e o estado mais rústico cria dá um toque especial) e espaços no próprio restaurante é óptima (dois andares), o cemitério atrás é um exemplo do fascinio que existe pelos mortos na Ámerica Latina, a cozinha aberta convida a entrar na onda do espaço.. All in all...traz o melhor do México e Perú ao bairro do Principe Real... Tudo isto com preços acessíveis. What's not to like?... Escrevo este comentário depois de jantar lá mais de 5 vezes. Para mim, a única falha é sentir que existe uma falta de consistência na qualidade da comida e do serviço (que por vezes é lento). 3 dos 5 vezes comi bem, 2 vezes não tão bem. Não é que possa apontar algo específico, mas sabem aqueles pratos que comemos uma vez e ficamos deliciados e ficamos a pensar neles e voltamos de proposito para voltar a viver aquele sabor? Tive isso com a Quesadilha Flor de Calabacin. Flor de courgete não se come muito em Portugal e adoro! Mas noutras visitas não senti a mesma paixão. Se calhar sou eu :) As margaritas são muito boas, o uso de Olmeca Rum é sinal de autenticidade, não experimentei nenhuma sobremesa por isso não posso deixar aqui uma opinião sobre isso! Posso dizer que o ambiente é cool, as pessoas que lá vão são animadas e a verdade é que a noite lá é sempre divertida, com um bom vibe e um bom ponto de partida para uma noite Out in the town!

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Chegamos cedo, mesa reservado e vista para a favela! Começamos com o guacamole o melhor de sempre... seguimos e pedimos outro guacamole! Passamos pelo cerviche com o nome da casa, provamos os tacos de novilho e terminamos nas maravilhosas sobremesas! As bebidas são fantásticas...o pisco é fenomenal! Um sítio moderno, bonito com um bom ambiente! Um espaço a voltar...o melhor clandestino de sempre!

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Fomos num jantar de amigas a uma sexta à noite, e não podíamos ter gostado mais! Desde as famosas margaritas aos tacos, fomos transportadas para o México nesta noite! No final, terminámos com o jardim de churros, sugerido pelo empregado de mesa, e que final! Uma delícia! Toda a atmosfera e decoração do espaço também fizeram do sítio uma experiência inesquecível.

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Foram necessárias algumas semanas até que conseguisse fazer uma reserva no El Clandestino... parece que o objectivo de permanecer discreto/clandestino fracassou redondamente. À hora marcada, lá estava uma mesa junto à janela que nos aguardava para uma viagem entre o Peru e o México de mãos bem dadas e entrelaçadas. De ambiente trendy e cool, é um espaço por excelência para o início de uma noite de boa comida e bebida em pleno centro de animação nocturna da cidade. A carta de bebidas é tão ou mais extensa que o menu dos vários pratos e por isso este processo foi um pouco demorado. Logo à partida fiquei agradavelmente surpreendida pelos preços, tinha a impressão de ser um restaurante caro (ideia errada, vos garanto). Os totopos com vários molhos abriram o apetite para o que se seguia. Decidimos aventurar-nos pelos tacos, de solomilho e camarão, num objectivo de partilha e combinação da sabores vencedores. Uma autêntica explosão na boca, com as doses certas de picante, doce e salgado. A qualidade dos ingredientes era elevada pela criatividade e técnica dos chefs, que vinham nas doses certas. Para fechar os churros são uma sobremesa bem diferente e extraordinária! Um autêntico pecado que sabe aos céus: acreditem, com este prato não vão ao engano. Naturalmente que acompanhámos toda a refeição com margaritas... outra coisa não poderia ser. O serviço foi, por vezes, lento e com pequenas confusões mas nada que perturbasse a experiência (a casa estava cheia). Não sendo muito conhecedora desta gastronomia, fiquei com muita curiosidade e vontade de experimentar cada vez mais!


Grande ambiente e comida muito boa a precos muitos razoaveis, sempre com um serviço de excelência. A decoração é fantastica com o mural da entrada, a representar a favela do Formigal, em destaque.

Excelente para ir com amigos e partilhar vários pratos, e não esquece de terminar sempre com o jardim de churros.


Comida boa, serviço também!
O que realmente difere este espaço de outros é a decoração fantástica e imponente que nos remete para as favelas, com um jogo de luzes e cor fabulosos.


O primeiro elogio vai para o ambiente e a decoração, com destaque para a já famosa instalação iluminada de uma favela e para as pinturas coloridas e altares a relembrarem um cemitério mexicano. Depois,o serviço é simpático, com empregados prestáveis sem serem chatos, rápidos sem darem a sensação que as coisas já estavam prontas lá dentro (só faltava requentar no microondas), e bem parecidos, que os olhos também comem. A receita para ser um restaurante da moda está quase completa, só falta sublinhar os inesquecíveis cocktails e petiscos sul-americanos. Aprovadíssimos o pisco souer, o guacamole, o taco de leitão e o obsceno jardim de churros.