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Forneria

Restaurantes, Italiano Parque das Nações
Escolha dos críticos
4 /5 estrelas
pannacota do forneria
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Fotografia: Manuel Manso
FORNERIA
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Fotografia: Manuel Manso
PIZZA FORNERIA
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Fotografia: Manuel Manso
FORNERIA
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Fotografia: Manuel Manso

A Time Out diz

4 /5 estrelas

Atenção, continuamos a tentar dar-lhe a informação mais actualizada. Mas os tempos são instáveis, por isso confirme se os espaços continuam abertos.

De há três anos para cá decorre em Lisboa uma competição muito particular entre as pizzarias. Não tem tanto a ver com a pasta, mas com a infra-estrutura. Todas proclamam ter o forno mais incrível da cidade.

A Mercantina foi a primeira a lançar a tendência, marketing que a imprensa papou como se fosse trufa de Alba. O seu Stefano Ferrara, importado directamente de Nápoles, foi vendido como o Ferrari dos fornos, um colosso capaz de transformar farinha em pizzas em segundos. Pouco depois abriu a Forno d’Oro e a fasquia subiu ainda mais: era forrado a ouro e pesava sete toneladas. A ZeroZero, por sua vez, apostaria na tecnologia: o mais importante, afinal, era fazer a pizza girar – aparecia assim o forno rotativo.

Ora, bem, esta Forneria não quis ficar atrás. Claro que os donos foram a Itália, claro que andaram a escolher matéria- -prima de excelência. Mas o que abriu os textos de apresentação do jornalismo especializado foi o assunto do costume: o forno. De quê? Argila. Uma argila qualquer? Não. A argila das argilas: a argila do Vesúvio.

Dito isto, eu continuo a achar que as pessoas são mais importantes do que os fornos. Tanto mais se a pizzaria tiver um pizzaiolo que veio de uma casa de referência, como é o caso. Vítor Cunha esteve no Casanova, no Cais da Pedra, e isso nota-se assim que olhamos para as bordas das suas pizzas, assadas mesmo ali à frente
dos clientes, numa cozinha aberta para a sala. Finas sem serem finíssimas, com grandes bolhas de ar, são as pizzas mais parecidas com as do Casanova que conheço.

A diferença está essencialmente no recheio. A Funghi, por exemplo, aqui, traz só cogumelos, sem fiambre, e isso não é mau. Fora das clássicas, há também boas opções, como a de trufa branca, de speck (presunto de vaca), e uma de excelente presunto “pata negra” (com cura de 24 meses), polvilhada de Parmesão.

No campeonato dos antipasti, é obrigatória a burrata DOP. Não tem grande ciência, só a arte
de conseguir produto fresco e
de qualidade. Mal a cortamos,
do interior escorre uma nata gorda, cremosa e adocicada. O meu conselho é que deite por cima uma gota ou duas de azeite, tanto mais que aqui se serve um muito apropriado Moura DOP, da Herdade do Esporão. A burrata
é também acompanhada de uns tomatinhos em vinagreta com manjericão, bons para cortar a gordura láctea.

Outro ponto alto do sítio é a panacota de frutos vermelhos.
A minha preferida de sempre é a do Casanova, mas esta, lá está, é muito parecida. A diferença está no coulis de frutos vermelhos, aqui com mais fruta – o que não é forçosamente melhor, tanto mais que nada deveria interferir com a baunilha delicada desta panacota. Excelente também o tiramisu, em versão copo, e boa a mousse de chocolate com avelã.

Preços um ou dois euros abaixo da concorrência directa (15/20 euros por pessoa), serviço simpático e esforçado, abaixo da concorrência directa.

PS: Famílias do Forneria, quero dizer-vos o seguinte. Gosto de crianças. Também as tenho e também as levo a restaurantes. Mas o caos que vocês promoveram num jantar recente, terça-feira – sim, os dois casais na mesa junto à parede – merecia a deportação para os EUA ou que vos obrigassem a limpar as cinzas do forno do Vesúvio com a língua. Sei como é saudável deixar os miúdos à solta, entretidos uns com os outros, livres nos seus disparates e no seu berreiro. Mas lembrem-se: foi por causa disso que compraram um duplex com terraço para o Tejo. Da próxima, deixem-nos lá com a babysitter.


*As críticas da Time Out dizem respeito a uma ou mais visitas feitas pelos críticos da revista, de forma anónima, à data de publicação em papel. Não nos responsabilizamos nem actualizamos informações relativas a alterações de chef, carta ou espaço. Foi assim que aconteceu.

Por Alfredo Lacerda

Publicado:

Detalhes

Endereço Via do Oriente, 16 E, Parque das Nações
Lisboa

Preço Até 20€
Contato
Horário Ter-Dom 11.00-23.00.
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