Hansi
A Time Out diz
Há poucos restaurantes no mundo que juntem salsichas vienenses, Arcade Fire e futebol. Experimentámos o Hansi e ficámos clientes
No outro dia estava num churrasco de rodízio: vaca, porco, peças certificadas (arouquesa, mirandesa...), vários condimentos, gente de muito e bom alimento. A meio da refeição aparecem na mesa umas quantas dessas salsichas de supermercado pré-embaladas. A marabunta entrou em delírio.
As pessoas adoram salsichas manhosas. Eu gosto de salsichas manhosas. E isso pode ser dramático para as salsichas de qualidade. Ou seja, isso pode ser dramático para este Hansi. Acontece o seguinte. Se uma salsicha com 80 por cento de gordura e 15 por cento de sal é boa, uma salsicha vienense é ainda melhor.
Sei isto desde que me tornei cliente do Kaffeehaus, o café do Chiado com mais jornais e intelectuais de referência. Mas foi no Hansi, irmão mais novo e mais hipster, que tirei o mestrado.
Neste pequeno restaurante junto ao jardim D. Luís, ao lado do Mercado da Ribeira, há uma dúzia de variedades de bratwursts, todas importadas do talho do senhor Hubmayer, situado nos arredores de Viena. A salsicha do senhor Hubmayer merece a total confiança dos donos do restaurante, não fosse um deles, Christoph Hubmayer, seu filho.
As minhas preferidas são as Lammbratwurst, de borrego, as clássicas Kasekreiner picantes, fumadas e com queijo Emmental infiltrado na carne, e as Berber, estas de tipo Frankfurter, também com Emmental e ainda com umas maravilhosas tiras crocantes de speck, o bacon austríaco (todas a 6,90€).
Seja qual for vem dourada e com uma mostarda excelente de estragão, um pouco mais amarga do que a Dijon. Nos acompanhamentos, gulosas as batatas fritas em gomos, ainda melhor a salada de batatas com molho de maionese e iogurte, cebola roxa e salsa.
Se não gostar de salsichas, há outras opções competentes, do panado de frango à beringela em crosta de amêndoa e orégãos (ambas a 8,90€), passando pela salada de grão com queijo Feta (8,90€). Também se recomendam as sopas do dia, frequentemente de inspiração germânica, como a de couve flor e manjerona, bem boa e cremosa.
Para terminar, é obrigatória a tarte de framboesa, com umas natas sopradas no sifão no momento – e entrada directa para o top dos dez melhores doces da cidade.
Nas bebidas, a oferta também é fora de série. Entre outras coisas, serve-se uma boa cerveja de trigo de pressão, a Paulaner, as artesanais da Arrabida Beer Company e aquilo a que se chama de limonada wink amoi, de framboesa, a lembrar a groselha.
Tudo isto se passa num espaço luminoso, com banda sonora indie (toca desde Artic Monkeys a Arcade Fire) e um centralíssimo ecrã plano sintonizado num canal com bola (adeus Liga dos Campeões, olá Europeu).
Vão lá, experimentem. As salsichas não são todas iguais.
*As críticas da Time Out dizem respeito a uma ou mais visitas feitas pelos críticos da revista, de forma anónima, à data de publicação em papel. Não nos responsabilizamos nem actualizamos informações relativas a alterações de chef, carta ou espaço. Foi assim que aconteceu.
Detalhes
| Endereço |
Rua da Moeda, 1 A Lisboa 1200-275 |
|---|---|
| Transporte | Metro Cais do Sodré |
| Preço | Até 20€ |
| Contato | |
| Horário | Seg 12.30-16.00, Ter-Qui 12.30-16.00/19.00-23.00, Sex-Sáb 12.30-16.00-19.00-00.00, Dom 12.30-17.00 |
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