O Asiático

Restaurantes, Asiático contemporâneo Chiado/Cais do Sodré
3 /5 estrelas
5 /5 estrelas
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O Asiático - Espaço
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pregado de bak kwa do asiático
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Pregado de Bak Kwa do Asiático
O Asiático
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O Asiático
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É o restaurante onde Kiko Martins mais investiu, mas fomos lá jantar e saímos desiludidos

Ao telefone, a rapariga diz-me que só há mesa para o turno das 23.00. “Isso é tarde”, faço notar. “Sim, mas venha pelas 22.00. Pode subir ao bar e provar um dos nossos cocktails enquanto espera pelos seus convidados.” Contraponho: “E se não me apetecer cocktails?” Ela não vacila: “Vai com certeza querer provar o nosso shoshu”.

Um dos grandes aborrecimentos da restauração moderna é este. O cocktail
 é a nova entradinha, o novo queijinho, o novo pratinho de presunto. Não há restaurante sofisticado que não impinja cocktails às pessoas. Da tasca chique ao Michelin tudo quer ter o seu barman (sempre um artista notável e premiado), a sua bebida “especial da casa” e o seu empregado devidamente formado em sacar 10 euros por 200 mililitros de uma mistura colorida.

Ora, as casas de Kiko Martins fazem isto muito bem.

Chegamos a O Asiático, subimos, o barman vem ter connosco de auricular no ouvido (há mais pessoas com auriculares no ouvido, do inefável porteiro ao inefável empregado que ciranda entre mesas com ar de segurança). O barman não mostra uma carta, não dá hipóteses de escolha. “Têm de provar o nosso shoshu, que leva um destilado chinês de blábláblá e blábláblá de cereja.” Oh, o exotismo oriental! Oh, a doçura! Oh, a fruta da época! “São dois, por favor.”

Não se fala em preço, parece mal. Mas daí a duas horas o valor há-de aparecer na conta e, invariavelmente, o contabilista da mesa irá lançar o escândalo, de papelinho na mão – “Sabem quanto é que custaram os cocktails?” – e toda a gente 
ficará indignada e toda a gente haverá de reincidir no próximo restaurante moderno e indignar-se novamente.

É equilibrado e fresco o shoshu, que terminamos já cá em baixo, na sala de comidas, numa transferência impecavelmente gerida pelo pessoal de auricular. O espaço é muito bonito, com bancas de finalização de pratos 
à vista, madeiras escuras, candeeiros dedicados, decoração limpa mas sólida e confortável.

Serviço rápido, eficaz, com um empregado desconcertante mas conhecedor, uma pessoa de uma honestidade a toda a prova, uma pessoa que não podia vender cocktails. “Ora, vocês são quatro... não precisam de mais de 6 ou 7 pratos”. A carta é curta, dividida 
em frios e quentes. 
Primeiro o couvert, cobrado individualmente. A já conhecida manteiga de kimchi com o já conhecido flatbread (do restaurante Poke, também de Kiko), ambos muito bons, gema curada com gel de soja e excelentes paparis.

Nos pratos, vêm primeiro 
os noodles vietnamitas, com troços de lavagante, gamba, lula 
e noodles de arroz finíssimos com papaia verde (o novo ouro 
do oriente). Segue-se a mesa chinesa, “uma revisitação do pato à Pequim” mas com o porco como protagonista: pernil fumado, entremeada, panquecas, tiras de pepino agridoce, para condimentar ketchup de ameixa (o molho hoisin chinês) ou um molho de peixe vietnamita. Aterra entretanto o tataki de espadarte envolto num manto
 de sementes de sésamo, o peixe sem expressão, farinhento. Muito bom o rosbife com brócolos 
e cogumelos, porventura o melhor da noite. A reinvenção 
da sopa clássica tailandesa tom yum, por sua vez, tem a virtude de estar mesmo picante, e de
 ser aromática, mas peca por
vir salgada e por as guiosas estarem longe dos melhores espécimes das casas japonesas da especialidade. Por fim, o yakitori de polvo agridoce é um tentáculo morninho, fumado, banal, com uns bons acompanhamentos, onde se destaca o puré de castanhas.

A terminar, lugar ainda para uma sobremesa, o outro ponto alto da refeição: caril doce,
 com bolo de coco, gel de manga picante, líchias, gelado de iogurte e creme de caril.

Concluindo. É difícil avaliar
 O Asiático. Não há nada que seja mau, mas também não há nada que seja incrível. E isto deve 
doer a Kiko Martins. Porque ao contrário de outros asiáticos modernos que apareceram na cidade, este é mais ambicioso 
e até mais sério na escolha do produto. Acontece que, no final, temos uma tentativa de alta cozinha de base oriental que
 fica a meio caminho. Nem tem a autenticidade da cozinha asiática verdadeira, nem tem a depuração e o arrojo experimental de um restaurante de vanguarda.
 A isto, soma-se uma factura pesadota. O jantar acabou de forma previsível. “Sabem quanto é que custaram os cocktails?”, atirou, num espanto de horror,
o meu amigo.

*As críticas da Time Out dizem respeito a uma ou mais visitas feitas pelos críticos da revista, de forma anónima, à data de publicação em papel. Não nos responsabilizamos nem actualizamos informações relativas a alterações de chef, carta ou espaço. Foi assim que aconteceu.

Por Alfredo Lacerda

Publicado:

Nome do local O Asiático
Contato
Endereço Rua da Rosa, 317
Lisboa
1250-083
Horário Todos os dias 12.30-17.00/19.30-00.00
Transporte BUS 758.
Preço 35-45€
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Fui a primeira vez ao Asiático de uma forma bastante aleatória, sem nada combinado, estava com uma amiga a passear pela Baixa, "deu-nos" a fome e acabámos à porta do Asiático. Já tinha ouvido falar, bem, sabia que era um dos restaurantes do Chef Kiko, mas não muito mais.


Foi uma surpresa bastante agradável, como não seria de esperar. O espaço é muito agradável e acolhedor.


O atendimento é espetacular, todos os empregados de mesa eram extremamente simpáticos e, mais importante, eficientes.


Deixei-me levar pelas sugestões do, simpatiquíssimo, empregado de mesa que nos serviu.. aconselhou-me o Arroz Thai com Leitão, avisei que não gostava de leitão, ainda assim o empregado continuou a aconselhar..arrisquei.. e ainda bem...MARAVILHOSO. Não digo que passei a ser uma apreciadora de leitão, mas do arroz thai de leitão do Asiático sou de certeza.


Provei a sobremesa Tapioca e Galanga, bastante diferente de todas as sobremesas conventuais, tinha uma grande diversidade de sabores.


Recomendo a 100%.


tastemaker

Um must!!

Ambiente simpático, serviço impecável e sabores culinários fora de série.

Chegámos tarde, seriam umas 15:00, para almoçar num dia soalheiro. Fomos recebidos com um grande sorriso assim que cruzámos as portas da rua. Sente-se o bom ambiente.

Indicaram-nos a nossa mesa e aconselharam um cocktail de cereja para abrir o apetite - muito bom!

A cada prato, sim a ideia é pedir vários e partilhar, uma experiência diferente e uma explicação cultural e social sobre o que nos ofereciam. Pedimos uma sangria da casa (feita com vodka e muita imaginação!) soberba, das melhores que me lembro de beber em muitos anos.

Foi tudo bom! Recomendo vivamente.

(Obs. Conta final, almoço para 2 pax: 100€ + Gratificação)