Pão à Mesa

Restaurantes, Português Avenida da Liberdade/Príncipe Real
3 /5 estrelas
4 /5 estrelas
(1comentário)
Pão à Mesa
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Pão à Mesa
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Pão à Mesa - Pica Pau
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Pão à Mesa
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Sempre que passo na D. Pedro V, vejo este Pão à Mesa cheio. Ora portugueses, ora turistas, ora gente sentada na esplanada, ora pessoas lá dentro. Uma fauna com ar descontraído, de garrafas de vinho à frente, pelo que me parece que o sítio tem aquela boa onda das imagens de Lisboa que andam a circular nas revistas estrangeiras. Mas a verdade é que nunca lá tinha ido até me ter sido incumbida a (dura) tarefa de avaliar o restaurante.

Decidi cumpri-la num dia
 de semana quente em Lisboa.
 A esplanada tinha as sombras ocupadas e sentei-me no interior. Sala de tamanho médio, decoração a madeiras e outros tons escuros, frases de Fernando Pessoa em inglês e português escritas na parede (?), muito calor (dá para aumentar o ar condicionado?) e um cheiro 
a caril intenso a entrar pelas narinas mal passei a ombreira da porta – percebi depois que a culpa nem era tanto da cozinha, mas do facto de ser o prato do dia e estar a sair para várias mesas.

Fiz a pergunta óbvia dos almoços – “também têm pratos
 à carta?” – e fiquei feliz de não
 ter de escolher entre o caril de frango e o peixe espada grelhado, porque afinal tinha vindo aqui conhecer mais um restaurante com conceito de Lisboa: desta vez à volta do pão, com consultoria de António Amorim, chef de que já não ouvia falar desde os tempos do Blend, no Bairro Alto.

Falo do conceito, porque antes de ler a ementa do Pão à Mesa, Com certeza – Bistro (tanto nome, porquê? Bistro, porquê?), lê-se uma pequena introdução sobre a reinvenção da cozinha portuguesa “utilizando um dos nossos elementos mais Nobres: o PÃO!”. Por isso mesmo tratei de o incluir em alguns dos pratos pedidos. Primeiro o couvert, um pão variado, azeite virgem, manteiga sazonal (?) e queijo picante. Ora o pão variado eram três fatias de pão de forma de trigo 100% banal e uma fatia de broa de milho grossa e
 seca; a manteiga era apenas... manteiga amolecida; o azeite
 era normal, as azeitonas idem,
 o queijo picante, ligeiramente amanteigado, era bom. Segundo, um dos pratos best of de 2015 (2015!), um pão saloio de pica-pau com milho e padróns.
 A carne, dura e com alguns nervos, vinha aos bocadinhos, misturada com batatas, alguns (poucos) bagos de milho e 
dois pimentos padrón. Tudo 
isto dentro de um pão saloio, apresentação a fazer jus ao nome, receita em si, não.

Da lista “2017 As Novidades...”, uma salada biológica de variedades de tomates, presunto, requeijão e azeite. Bons os tomates, frescos, de diferentes tons e sabores, bom o requeijão, banal o presunto de pacote (vinham quatro fatias idênticas, rectangulares). E uma patanisca de bacalhau e camarão, que se tratava de uma reinvenção do prato, a atirá-lo para a liga dos souflés, por ser feito no forno. Nem bom, nem mau, só um nadinha massudo e salgado.

De sobremesa, uma mousse de leite condensado, ou melhor, um leite condensado cozido ainda com grãos de açúcar. Gulosa, claro, mas também sem grande história. Por tudo, paguei 50€, com duas limonadas ácidas.

O preço não é um problema do restaurante, até ajustado 
às doses, já o serviço é muito atrapalhado – e parece-me haver aqui também alguma falta de cuidado em certas matérias-primas, sobretudo naquilo que lhe dá o nome: o pão.

*As críticas da Time Out dizem respeito a uma ou mais visitas feitas pelos críticos da revista, de forma anónima, à data de publicação em papel. Não nos responsabilizamos nem actualizamos informações relativas a alterações de chef, carta ou espaço. Foi assim que aconteceu.

Por Marta Brown

Publicado:

Nome do local Pão à Mesa
Contato
Endereço Rua Dom Pedro V, 44
Lisboa
1250-094
Horário Dom-Qui 12.00-01.00, Sex-Sáb 12.00-02.00
Preço 20€ a 25€
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Um nome que faz jus ao que acontece realmente. Sou uma apaixonada por bom Pão e não poderia ser de outra forma sendo eu filha de Padeiro. Para começar, tínhamos um couvert de queijo picante com vários tipos de pão e manteiga de sardinha. Pedimos um gin e um copo de vinho como bebidas. Para entrada pedimos o Pão Saloio de Bacalhau com açorda de tomate e pimentos. Aqui foi a primeira surpresa. Não perguntámos o que era e por alguma razão decidimos tentar adivinhar que seria uma fatia de pão com coisinhas por cima. Só que não. Era literalmente um pão recheado. ÓPTIMO!!! Claro que por esta altura já comecei a ficar cheia. Pedi uma dourada ao sal e quem me acompanhava o rosbife. Dois pratos em boas proporções de quantidade e qualidade. A sobremesa foi um leite creme desconstruído que gostei especialmente pelas diferentes texturas presentes. O serviço foi muito bom, a localização perfeita e a decoração alusiva à poesia, tocou-me especialmente. Devia haver mais Poesia por aí. A única coisa que penso que poderia ser interessante seria ter uma carta de gin's com algumas opções mais acessíveis para quem como eu, gosta de acompanhar a sua refeição com gin, não sinta que tem de fazer a sua bebida durar todo o jantar.