Dédalo

Teatro
Dédalo

Peça "Dédalo" no Teatro da Politénica

Peça que constitui a segunda parte de uma trilogia de Miguel Graça, iniciada o ano passado, com Minotauro, e prevista terminar ainda este ano, com Ariadne, os textos desta obra têm em comum, “para além da relação com as figuras mitológicas, a ilusão de que não existe uma realidade efabulada, sendo o dispositivo dramático do aqui e agora o motor da acção, o que leva a uma (aparente) ausência de personagens e a uma mistura entre realidade e ficção.” Para aqui chegar os actores David Esteves e Pedro Caeiro, com desenho de luz de Daniel Worm d’Assumpção, começam por se perguntar “como se constrói uma casa?” A qual, vai-se a ver, “é uma metáfora para a família, para o amor e para o auto-conhecimento.”

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Dédalo é sobre os alicerces da nossa vida. A casa que construímos pode levar à nossa autodestruição, se não soubermos cuidar dela. Três gerações confrontam-se à volta de uma mesa de jantar e expõem as diferentes perspetivas sobre o amor e sobre a vida. Por vezes, ao olharmos para os que nos rodeiam e para as suas vidas, apercebemo-nos de que o mesmo caminho também está reservado para nós. Mas será que vamos inevitavelmente acabar aprisionados nesse labirinto? É um espetáculo simultaneamente simples e complexo, em que o texto dito tem um poder enorme,contagiando-nos com o galope das palavras que teimam em sair.