La Plaza

Teatro
El Conde de Torrefiel
©DR

Vivemos um século agitado, carregado de conflitos, sendo que os dias, segundo a companhia espanhola El Conde de Torrefiel, “são bipolares: a maneira de pensarmos sobre nós próprios está a mudar radical e incontrolavelmente mas, ao mesmo tempo, nada muda. A civilização avança com trepidação enquanto a realidade se torna, paradoxalmente, cada vez mais subjectiva, emotiva, impenetrável.”

La Plaza, seu novo trabalho alinhado no programa desta edição, “é imaginado como uma praça”, pois o “teatro e a praça partilham mecanismos narrativos do presente e simultaneamente apelam a uma memória colectiva do passado”, onde “actores e cenário são os monumentos e as pessoas que transitam fornecem formas, histórias e nomes”, como se o palco fosse uma ágora que “permite expandir os conceitos de espaço e tempo, para lá dos limites físicos do que nos rodeia, e observar as tensões criadas pelas forças que regem a própria ideia de vida.”

Por Rui Monteiro

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