19 coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana
As melhores coisas para fazer em Lisboa, sem gastar um tostão.
Grátis é a palavra mágica que todos gostamos de ouvir. Felizmente, uma das vantagens de viver em Lisboa (e são bastantes) é ter à disposição um calendário de iniciativas gratuitas que lhe dá poucos argumentos para ficar a preguiçar em casa. Por isso mesmo, todas as semanas trazemos-lhe sugestões para aproveitar, à borla, tudo o que Lisboa tem para oferecer, ou seja, eventos que pode usufruir sem ter de abrir os cordões à bolsa, das exposições aos concertos no jardim. Vai ficar surpreendido com a quantidade de coisas grátis (e seguras, que por estes dias o que nós queremos é tudo limpinho e sem ajuntamentos) que há para fazer na cidade.
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Grátis em Lisboa esta semana
1. Diário de Uma Pandemia
A exposição Diário de Uma Pandemia reúne trabalhos de fotógrafos, fotojornalistas, videógrafos e documentaristas e divide-se em quatro módulos ao longo de dois pisos. Um deles está ligado ao Everydaycovid, o conhecido projecto fotográfico criado no Instagram, onde 119 fotógrafos e fotojornalistas portugueses, entre eles oito editores que diariamente seleccionavam registos fotográficos deste grupo de profissionais. Para a curadoria deste módulo da exposição foram convidados os fotojornalistas Daniel Rocha, Ilídio Teixeira, Luís Filipe Catarino e Tiago Miranda que seleccionaram 86 fotografias que integram um percurso expositivo que termina com um mural onde se lê o nome de todos os autores do projecto e um vídeo que mostra todas as imagens e histórias partilhadas na página Everydaycovid.
2. Confiança e Diversidade
O programa cultural Confiança e Diversidade é retomado pela Junta de Freguesia de Santo António, após ter sido adiado em Junho. O programa arranca com o Jazz na Praça, sessões de jazz do Hot Clube de Portugal que acontecem todos os domingos de Setembro, às 18.00, no Jardim Alfredo Keil, na Praça da Alegria. No último domingo (27 de Setembro) deixe-se ficar para um segundo concerto ao final da tarde. A banda Suzie And The Boys sobe ao palco para apresentar um "cabaret sonoro" que inclui blues e ritmos latinos dos anos 50 e 60 do século XX. No Jardim Marcelino Mesquita, na Praça das Amoreiras, pode assistir, no dia 19 de Setembro (17.00) a um espectáculo de homenagem a Amália Rodrigues, com fados interpretados pela fadista Mel. Todos os espectáculos são de entrada livre, mas a entrada é limitada aos lugares existentes. Saiba mais aqui.
3. Orquestra Gulbenkian e os seus solistas
A Orquestra Gulbenkian volta a apresentar três espectáculos de música clássica dirigida a todos, são peças populares do repertório clássico para ouvir em três concertos de entrada livre (levantamento prévio de bilhetes) no Grande Auditório Gulbenkian.
4. Antiprincesa – Beatriz Ângelo
Os miúdos podem alegrar-se com o regresso das Antiprincesas (12 e 13, 19 e 20, 26 e 27 Setembro, 11.00 e 16.00, reservas bilheteira@teatrosaoluiz.pt), desta vez na Estufa Fria. A colecção de livros infantis com o mesmo nome deu origem a esta série de espectáculos criados por Cláudia Gaiolas e, como em equipa que ganha não se mexe, a saga continua. Nesta edição do Lisboa na Rua as heroínas são mulheres portuguesas que fizeram História, arrancando com sessões da Antiprincesa – Beatriz Ângelo, a médica feminista, que foi a primeira mulher a votar em Portugal, em 1911.
5. Contos de Lisboa
A artista visual e investigadora Mónica de Miranda dá a conhecer o lado menos conhecido de Lisboa. Nesta exposição, patente no Arquivo Municipal de Lisboa, é possível conhecer outros lugares dentro da cidade e comunidades que se mantêm distantes da transformação da urbe. Trata-se de um projecto iniciado há cerca de dez anos, com base em fotos de vários bairros entretanto demolidos, como o 6 de Maio, Azinhaga dos Besouros, Fim do Mundo ou Talude, por exemplo. A exposição não mostra, porém, as fotografias captadas nos bairros, mas antes imagens trabalhadas por Mónica de Miranda após um processo artístico de reflexão sobre uma geografia composta por várias geografias, um tempo que se explica em muitos tempos.
6. A Rua é Sua na Penha de França
O programa a Rua é Sua, que tem tornado algumas ruas pedonais um pouco por toda a cidade também parte à conquista da Penha de França. Neste caso, junto ao Mercado de Sapadores, onde todos os fins-de-semana do mês de Setembro vão ter actividades diferentes e para todas as idades, como o Mercadinho Gastronómico, a Feira dos Sentidos, o Dia do Planeta e o Dia do Vizinho. Para garantir a segurança de todos os participantes, a lotação será limitada, as saídas e entradas controladas e a utilização de máscara será obrigatória, assim como a desinfecção das mãos. Conheça a programação completa aqui.
7. Cinergia – A Nossa Energia
Um robô que entende e fala português, uma demo audiovisual com realidade aumentada espacial (projection mapping, dizem, para parecer ainda mais incrível), ecrãs interactivos e um jogo de chão didáctico. A nova exposição temporária do Pavilhão do Conhecimento promete ser um sucesso entre os mais novos e a entrada é gratuita até 20 de Setembro.
8. Cinema ao Luar
São 11 os filmes que fazem parte do cartaz da iniciativa Cinema ao Luar que vai levar a sétima arte a quatro espaços do concelho de Odivelas até ao início de Outubro, encerrando com o filme The Gentlemen - Senhores do Crime, de Guy Ritchie. De resto a programação é muito variada e a 11 de Setembro pode ver 1917 (2019), de Sam Mendes.
9. Dançar a Cidade
O Lisboa na Rua dá bailinho à cidade durante quatro domingos. Ao final da tarde (17.30), é tempo de se fazer à pista que nesta edição se monta no Jardim do Palácio Pimenta e terá aulas de dancehall, bollywood e afrodance, e no Palácio Baldaya, com sessões de dance hall e samba.
10. Noites de Verão
Todas as sextas-feiras, até dia 25 de Setembro, a associação cultural Filho Único leva concertos ao Jardim das Estátuas, no Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC), e ao Jardim da Galeria Quadrum. Todas as sextas-feiras, a partir das 19.00, há nomes a subir a palco e a entrada é livre, mediante o levantamento de um ingresso, de forma a cumprir as normas em vigor. A 11 de Setembro, Ricardo Toscano e Gabriel Ferrandini unem-se à Co$tanza's Post-MODEM Orchestra, na Galeria Quadrum.
11. Feira do Livro
A 90.ª edição da Feira do Livro de Lisboa foi adiada, mas não cancelada. O programa deste ano já está disponível no site, por isso conte com uma boa dose de páginas novas, relíquias ou pechinchas para ler, reler e desconfinar ao ar livro (sim, foi de propósito). Os descontos da Hora H mantém-se, ainda que a lotação da feira seja limitada com entradas e saídas controladas. Ora descubra mais aqui.
12. Outro Olhar
Sob o chapéu da Capital Verde Europeia, também a natureza em algumas zonas da cidade vai ganhar “Outro Olhar” – o nome da instalação da dupla de artistas britânicos Luke Egan e Pete Hamilton, conhecidos como Filthy Luker & Pedro Estrellas. Conhecidos por criarem obras de arte insufláveis, por cá não fizeram por menos e deram olhos a algumas árvores de locais como Praça Duque de Saldanha, Avenida da Liberdade, Restauradores, Rossio e Cais do Sodré – a instalação pode ser vista de 29 de Agosto a 29 de Setembro.
13. Ecotemporâneos
Já não é novidade este projecto que quer promover a ocupação de espaços verdes de Lisboa, a sua acessibilidade e fruição, através da criação de uma comunidade de leitura inclusiva. As sessões desta vez decorrem na Quinta da Alfarrobeira, em Benfica, e a primeira será sábado, a 29 de Agosto, com o encenador e realizador Jorge Silva Melo e o livro “O mundo dos outros”, de José Gomes Ferreira.
14. Um Mundo de Máscaras
Começou a 18 de Maio como exposição virtual, e continua disponível online, mas agora é possível ver ao vivo e a cores 15 máscaras de cinco museus portugueses. Organizada pelo Museu da Farmácia, onde inaugurou a 8 de Julho, a exposição é também uma viagem pelo espólio do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, do Museu da Marioneta, do Museu do Oriente e do Museu Nacional de Etnologia. Como explica Gonçalo Magano, curador do Museu da Farmácia, “Um Mundo de Máscaras” é “uma ponte entre o presente e o passado, revelando um mundo de histórias dentro de um objecto, que se torna rosto da diversidade de museus e colecções em Portugal”. Há ainda uma componente de realidade aumentada que possibilita aos visitantes vestir as máscaras que estão na exposição, através da leitura de um QR Code com um telemóvel.
15. Earthkeeping/ Earthshaking
Esta exposição leva arte, feminismos e ecologia à Galeria Quadrum. Partindo de Heresies: a feminist publication on art and politics, emblemática revista norte-americana que, em finais dos anos 70, inícios de 80 do século passado, teve particular relevância durante a segunda vaga do movimento feminista. “Queríamos mostrar a heterogeneidade e a pluralidade de perspectivas sobre feminismo e ecologia”, afirma Vanessa Badagliacca, que assina a curadoria com Giulia Lamoni, investigadoras do Instituto de História da Arte da Universidade Nova de Lisboa. A exposição reúne, de um lado, as artistas Ana Mendieta, Faith Wilding, Bonnie Ora Sherk, Cecilia Vicuña e a escritora Gioconda Belli, que contribuíram para a Heresies #13, e, do outro, Irene Buarque, Graça Pereira Coutinho, Lourdes Castro e Maria José Oliveira, cuja prática artística se situa no mesmo período da revista. Embora as mulheres estejam em maioria, há também obras de Rui Horta Pereira e Uriel Orlow.
16. velvetnirvana - coleção António Neto Alves
De 1965, data das primeiras aparições dos Velvet Underground, a 1994, ano da morte de Kurt Cobain. É este o arco cronológico da exposição que reúne um conjunto de fotografias, livros, cartazes, fanzines, flyers, revistas e memorabilia da colecção de António Neto Alves. Uma viagem pela ligação entre a música e as artes visuais, uma relação que já nos deu coisas como a banana de Warhol na capa do primeiro disco dos Velvet Underground. Em "velvetnirvana" pode ver, por exemplo, uma obra inédita do fotógrafo Paulo Nozolino, um conjunto de painéis com cinco polaroids ampliadas; imagens de Pedro Fradique do concerto dos Sonic Youth no Campo Pequeno, em 1993; ou do concerto dos Nirvana em Cascais, em 1994, da autoria de Rita Carmo.
17. O Mester da Paisagem
Esta exposição dedicada ao arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, que também marca a abertura ao público da antiga Casa dos 24, percorre a obra de pensar e trabalhar do "pai do Plano Verde de Lisboa".
18. Estás Vendo Coisas
A dupla artística brasileira Bárbara Wagner e Benjamim de Burca inaugurou na Galeria da Boavista a sua primeira exposição individual em Portugal com duas vídeo-instalações sobre o modo como as expressões da cultura popular respondem às condições socioeconómicas. As obras focam-se na música brega do norte do Brasil (Estás Vendo Coisas, 16’, Brasil, 2016) e na poesia spoken word em Toronto, no Canadá (RISE, 21’, Canadá/ EUA/Brasil, 2018).
Lisboa low cost
Guia para não pagar entrada nos museus em Lisboa
Há museus completamente gratuitos em Lisboa (já os listámos) e depois há outros que não dão o braço a torcer e onde vai ter sempre de se chegar à frente e abrir a carteira. Mas ainda há um meio termo, aqueles que dão tréguas em pelo menos um dos dias da semana ou do mês, para que possa entrar sem gastar dinheiro. Seja ao sábado, no primeiro domingo do mês ou depois de uma certa hora – há opções para tudo e não há grandes desculpas para não aderir a estas borlas. Está pronto para apontar estas dicas?
Dez museus grátis em Lisboa e arredores
Não é ao domingo de manhã, sábado à tarde ou segunda de madrugada. Estes museus são de entrada gratuita sempre que a porta está aberta ao público ou recebem-no a troco de nada, sob marcação, para uma visita. E a busca pela descoberta de um museu gratuito também pode significar a descoberta de um museu que nem sempre está na ribalta. Fomos à procura dos museus grátis em Lisboa e concelhos vizinhos e descobrimos algumas pérolas museológicas. Da sala de operações do Movimento das Forças Armadas ao museu que respira dinheiro, há muito para aprender sem gastar um tostão. Aventure-se nestes museus grátis em Lisboa e arredores.
23 coisas para fazer em Lisboa até 5€
É verdade que é cada vez menos fácil respeitar a fasquia da nota de cinco euros, mas se puxar pela cabeça ainda descobre muito para fazer na cidade sem ultrapassar este valor. A vida anda mais cara, bem sabemos, mas felizmente em Lisboa há sempre opções para todos os bolsos e feitios. Se já explorou as nossas sugestões de coisas grátis para fazer em Lisboa, está na altura de abrir os cordões à bolsa, mas sem puxar muito a corda do orçamento mensal. Desde um bom copo de vinho a um bom filme na maior casa dos clássicos do país, há muitas coisas para fazer em Lisboa até 5€.