"Nesta hora primeira: de novo", Artistas Unidos
Jorge Gonçalves | "Nesta hora primeira: de novo", Artistas Unidos
Jorge Gonçalves

As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

Não sabe o que fazer em Lisboa sem gastar dinheiro? Aqui tem: eventos grátis por toda a cidade, todos os dias da semana.

Rute Barbedo
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Esta semana, os Artistas Unidos levam teatro a São Bento para assinalar os 50 anos da Constituição, inaugura-se a exposição de fotografia do americano Todd Webb na Gulbenkian e observa-se o maior antotipo do mundo no Chiado (na visita a uma exposição que retrata mulheres africanas da história da fotografia europeia). Chegam ainda as comemorações de Abril à Avenida de Berna, com concertos, conversas, performance e (também) fotografia, celebra-se o Dia Mundial do Povo Cigano com um lanche e brinca-se sem medo na Rua da Graça, que fecha um trecho ao trânsito. Este é também o último mês para ver, no MUDE, as fotografias que Teresa Couto Pinto tirou a António Variações (bem como algumas roupas do artista), no auge da sua vida criativa. 

Recomendado: As melhores coisas para fazer em Lisboa

Grátis em Lisboa esta semana

  • Arte
  • Fotografia
  • Cais do Sodré

Profissões e mercados de Lisboa, entre 1975 e 1980. Assim se resume o foco de atenção do fotojornalista Fernando Negreira, que tem agora esta exposição no Mercado da Ribeira, organizada pela associação CC11. As imagens vêm de um "deambular pela cidade enquanto fazia tempo para executar os trabalhos agendados pela redacção ao longo de cada dia" e hoje mostram a evolução social em Lisboa. De lavadeiras a moços de frete, eis uma Lisboa que já não existe. Para ver de segunda a sábado.

Avenida 24 de Julho (Cais do Sodré). Seg-Sáb 06.00-14.00. Até 2 Mai. Entrada livre

  • Arte
  • Alvalade

À espera de Godot passou de peça de teatro a expressão do quotidiano, por obra e magia do irlandês Samuel Beckett. Na sua sétima exposição na Vera Cortês, o artista Daniel Blaufuks pega no clássico para nos fazer reflectir sobre a experiência da espera como condição do nosso tempo. A partir de uma constelação de várias imagens fotográficas, podemos sentir a suspensão do tempo no ser humano, na paisagem, nas ruínas, nos gestos e fragmentos da vida de todos os dias. Uma vez juntas, as peças do puzzle tornam-se um retrato do presente, na linha habitual de Blaufuks, em que cada dia, cada momento, serve a construção de um tempo histórico. Para ver de terça-feira a sábado.

Rua João Saraiva, 16, 1º (Alvalade). Até 16 Mai, Ter-Sex 12.0-19.00, Sáb 14.00-19.00. Entrada livre

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'Bloom: the act of remembrance', na This is not a white cube

Entrou na recta final a primeira exposição individual em Portugal da aclamada fotógrafa neerlandesa Dagmar van Weeghel. "Bloom: the act of remembrance" é uma série desenvolvida ao longo de quatro anos com mulheres de ascendência africana residentes em diferentes países europeus, que passa pelo retrato, por processos fotográficos históricos, práticas botânicas e arquivos esquecidos. Da exposição faz parte ainda o maior antotipo (tipo de impressão produzida sem recurso a câmara, obtida pela exposição solar de papéis impregnados de pigmentos produzidos a partir de flores) do mundo, de 54 por 100 centímetros. Tudo pode ser visto de terça-feira a sábado, na galeria This is Not a White Cube.

Rua da Emenda, 72 (Chiado). Até 18 Abr. Ter-Sáb 14.30-19:00. Entrada livre

  • Arte
  • Chiado

Na sua primeira exposição individual num museu (neste caso, o Museu Nacional de Arte Contemporânea, no Chiado), Jaime Welsh exibe três exemplos incontornáveis do modernismo português, mas também da arquitectura monumental do Estado Novo. No interior do Banco Nacional Ultramarino, da Reitoria da Universidade de Lisboa e da Biblioteca Nacional de Portugal, coloca figuras humanas desconhecidas, retratando-as – a elas e aos espaços – em fotografias "meticolosamente construídas". A viver em Londres, Welsh é hoje um dos jovens artistas portugueses de percurso internacional mais sólido. A exposição pode ser vista gratuitamente de terça-feira a domingo, ao abrigo do programa de 52 visitas gratuitas por ano para portugueses e residentes em Portugal.

Rua Serpa Pinto, 4 (Chiado). Até 26 Abr, Ter-Dom 10.00-18.00. Entrada livre ao abrigo do programa Acesso 52 

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O nosso querido mês de Abril, na Nova

Abril é o mês mais querido na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova, que, este ano, propõe a todos um programa para pensar o legado da democracia. O arranque acontece esta quarta-feira, com a exposição "Direitos Humanos numa Imagem", comentada pela escritora Djaimilia Pereira de Almeida. Ao longo do mês, há concertos de artistas emergentes, como Daisy (na esplanada da faculdade, quinta-feira), mas também emmy Curl, Muleca XIII, G Fema, as Batucadeiras das Olaias ou Camboja Selecta. Pelo meio há a Feira do Livro Independente, conferências, conversas e performances. O programa completo pode ser consultado aqui.

Avenida de Berna, 26C (Avenidas Novas). Até 29 Abr, vários horários. Entrada livre

Dia Mundial do Povo Cigano, em Belém

No Dia Mundial do Povo Cigano, há convite para lanchar na Associação Amigos do Bairro 2 de Maio, na Ajuda. O evento comunitário é organizado pela Junta de Freguesia de Belém, com o objectivo de "promover o diálogo intercultural e o conhecimento mútuo, contribuindo para o combate ao preconceito e à discriminação".

Rua das Açucenas, 4 (Ajuda). 8 Abr, Qua, 17.00. Entrada livre mediante inscrição nas secretarias da Junta de Freguesia de Belém ou pelo telefone 210 132 330

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  • Museus
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Instalado no Salão Nobre do Hospital de Santo António dos Capuchos, este museu protagoniza um programa eventualmente estranho e assustador, certamente original. Aberto para visitas todas as quartas-feiras, tem centenas de máscaras de cera onde é possível testemunhar os efeitos dermatológicos de doenças como a sífilis. Para ter esse prazer, é preciso marcar previamente.

Alameda de Santo António dos Capuchos (Campo Mártires da Pátria). Qua 10.00-12.30, 14.00-17.00. Entrada livre mediante marcação. 

  • Coisas para fazer

Quarta-feira, aproveite para visitar o Observatório Astronómico de Lisboa, uma instituição científica do século XIX, quando a beleza ainda não tinha dado lugar a ambientes assépticos. Chãos em madeiras valiosas, paredes com embutidos de mármore, mobiliário de época e sobretudo o equipamento científico histórico, nomeadamente o da incrível cúpula central, numa sala toda forrada a madeira, vão ficar-lhe na memória. Para não falar do piso superior, cuja cobertura é uma cúpula que gira a toda a volta, 360 graus, de forma a que se possa apontar o telescópio, com uma objectiva de 38 centímetros e uma distância focal de sete metros, para qualquer direcção do universo.

Tapada da Ajuda. Rua da Tapada. Quartas-feiras 15.00-16.00. Marcações em geral@museus.ul.pt ou 21 392 1808/ 24/ 25

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  • Arte
  • Fotografia
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

Catarina Cesário Jesus, Cátia Valente, Denis Graeff, Fernando Pimenta, João Pedro Almeida e Raquel Antunes frequentaram a 7.ª Masterclass Narrativa. Do trabalho resultou esta exposição, que conduz a paisagens como o pinhal da Beira Baixa, às várias pressões vividas em Lisboa ou ainda à morte de alguém muito próximo. Para ver de quarta a sexta-feira.

Rua Dr. Gama Barros (Alvalade/Roma). Até 18 Abr, Qua-Sex 14.00-19.00, Sáb 14.00-17.00

'Nesta hora primeira: de novo', na Assembleia da República

Para assinalar os 40 anos da Constituição da República de 1976, Jorge Silva Melo escreveu Nesta hora primeira, uma peça sobre a Assembleia Constituinte em que se ouviam “discursos, notícias soltas, falas da rua”, “acusações, convicções, hesitações”. Agora, os Artistas Unidos apresentam, esta quinta-feira e durante quatro dias, uma espécie de sequela da peça ("Nesta hora primeira: de novo", de Jacinto Lucas Pires) para assinalar os redondos 50 anos da Constituição. “Partimos dos Diários da Assembleia e chegámos a mais ‘hesitações’ e ‘convicções’”, garantem eles.

Palácio de São Bento, Praça da Constituição de 1976 (São Bento). 9-12 Abr, Qui 19.00, Sex e Sáb 21.00, Dom 16.00. Entrada livre mediante inscrição através deste link

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  • Arte
  • Baixa Pombalina

Teresa Couto Pinto foi fotógrafa, agente e amiga de António Joaquim Rodrigues Ribeiro, mais conhecido como António Variações. Com a câmara captou a essência e a espontaneidade do músico como nenhuma outra pessoa. As 85 imagens que compõem "Meu nome António" podem ser vistas de forma gratuita para residentes no concelho de Lisboa, sempre à sexta-feira, entre as 17.00 e as 20.00, janela em que vale a pena também visitar a exposição de Vhils (até 2 de Maio), com 73 obras de edição limitada.

Rua Augusta, 24 (Baixa). Até 26 Abr, Ter-Qui e Dom 10.00-18.00, Sex-Sáb 10.00-20.00 (a entrada é gratuita à sexta-feira, das 17.00 às 20.00, e ao domingo, das 10.00 às 14.00 para residentes no concelho de Lisboa)

Casa Andante, na Musa de Marvila

Este sábado, a Casa Andante pára na Musa de Marvila para apresentar o concerto de TV Rural e a música dos DJ Altamont. É mais uma sessão com a curadoria da editora Cuca Monga, entre a "Balada do Coiote" ou "Faz-te um Homem, Rapaz".

Rua do Vale Formoso, 9 (Marvila). 11 Abr, Sáb 21.00. Entrada livre

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Rua da Graça sem Carros

Entre as 12.00 e as 19.00 de domingo, não passam carros, tuk-tuks, eléctricos ou motas no troço da Rua da Graça entre a Rua da Senhora do Monte e a Rua Angelina Vidal (Sapadores). Uma das artérias de Lisboa em que o trânsito se tem intensificado particularmente nos últimos anos "transforma-se num espaço de brincadeira e convívio para toda a família, em segurança", escreve a Junta de Freguesia de São Vicente. Esperam-se actividades para crianças, bicicletas, jogos, giz para pintar, patins e o que mais houver para brincar e conviver.

Rua da Graça (Graça). 12 Abr Dom 12.00-19.00. Gratuito

  • Arte

Com entrada livre a partir das 14.00 (não esquecendo que o Museu Gulbenkian está encerrado para obras até Julho de 2026, pelo que a aposta é no Centro de Arte Moderna - CAM e no Edifício Sede), domingo é dia de ir à Gulbenkian. Lá estará a grande exposição "Xerazade, a Coleção Interminável do CAM", com 160 obras de quase uma centena de artistas estão divididas por 14 núcleos, sob a inspiração dos contos As Mil e uma Noites; e, a partir desta sexta-feira, "O Portugal de Todd Webb", que revisita a obra de um dos grandes nomes da fotografia americana da segunda metade do século XX. No CAM, há para ver (e a entrada é sempre livre) "Diogo Pimentão. Força Transitória das Coisas", na sala de desenho, ou a instalação "Jacob Kirkegaard. Testimonium", na sala do som, sem esquecer "Belas Artes", de Bruno Zhu, no Espaço Projeto, que reconfigura com jogos cromáticos, vitrines, bustos em bronze e gesso e manequins do Museu Nacional do Traje.

Rua Marquês de Fronteira, 2 (São Sebastião). Qua-Seg 10.00-18.00 (Sáb até 21.00). Entrada livre ao domingo depois das 14.00

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  • Coisas para fazer
  • Vida urbana

No domingo, o Palácio de Mafra volta a ser o palco do som directo e dos ecos do seu grande carrilhão, tocado a partir das 16.00. A actuação é de Abel Chaves, que garante uma passagem por grandes clássicos e uma experiência de grande intensidade sonora. Antes do concerto (a última entrada é às 16.30), aproveite para visitar o Palácio Nacional de Mafra, que é de entrada livre para portugueses e residentes nacionais, ao abrigo do programa Voucher 52.

Palácio Nacional de Mafra. Dom 16.00. Gratuito

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