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Três novas galerias de arte para descobrir em Marvila

O que tem esta zona de tão especial que atrai novos moradores da fotografia, do cinema e da arte contemporânea? Estes três novos espaços ajudam a dar a Marvila o rótulo de bairro das artes.

Escrito por
Joana Moreira
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Contavam-se espaços vazios à espera de ideias para os encher. Durante muito tempo, o bairro de Marvila, na zona oritenal de Lisboa, era isso: muitas estruturas industriais cheias de nada. As fábricas de cerveja podem até ter funcionado como atracção para os primeiros habitantes do ramo artístico, mas hoje as galerias de arte já despontam sem serem meras intrusas no circuito de casas especializadas da bebida. Há cada vez mais arte em Marvila e basta caminhar pelas ruas para a descobrir. Da fotografia de música à arte contemporânea, fazemos-lhe o roteiro pelas mais recentes aberturas nesta zona da cidade. 

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Três novas galerias de arte para descobrir em Marvila

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“Achava que não fazia qualquer sentido um economista ter uma galeria, apesar de gostar muito de arte”, confidencia-nos Hugo Carvalho, fundador da mais recente galeria de arte contemporânea a chegar à Rua Capitão Leitão, morada de nomes como a Francisco Fino ou a Bruno Múrias.

O Covid-19 e o confinamento foram o empurrão para que Hugo decidisse “efetivamente fazer aquilo de que gostava” e desafiasse Inês Valle para desenvolver a programação da galeria. A expectativa é que a .insofar “contribua não só para o panorama português, mas também para um repensar de como é que uma galeria de arte se pode posicionar no mundo da arte contemporânea”, diz a curadora e directora artística. Muxima, do angolano Edson Chagas, é a exposição inaugural e a primeira mostra individual do artista em Lisboa (patente até 18 de Outubro).

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Sandra Pires, arquitecta, e Roland Vajs, sound designer, conheceram-se em Nova Iorque. Dois filhos depois, fartaram-se da cidade que nunca dorme e mudaram-se para Lisboa, onde dentro de uma antiga tanoaria ergueram um estúdio de pós-produção de cinema e uma galeria de arte. O espaço vai ter workshops, exibições de filmes, seminários e exposições.

A primeira, que fica até ao final do ano, é Marquise de Sá, de Rita Sá, com a curadoria de Sandra que, a par do trabalho em gabinetes de arquitectura, foi desenvolvendo o gosto pela curadoria. Quem visita o espaço, amplo, branco, com uma enorme escada em caracol, não desconfia que ali se esconde um estúdio de mistura de som, uma sala de edição de som e uma sala de correção e cor.

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A psicóloga francesa Celine Couvreur quis durante muito tempo mudar de vida. Há quatro anos fê-lo de vez. Mudou-se para Lisboa, comprou uma antiga padaria em Marvila e concretizou o sonho de unir duas das suas grandes paixões: a fotografia e a música.

Depois de um longo período de obras, abriu a Little Chelsea, uma galeria de fotografia de música com espaço para concertos e para beber um copo entre faixas de Velvet Underground. As paredes são pretas, o chão é axadrezado, e a atmosfera evoca o mítico Chelsea Hotel, em Nova Iorque. Por agora é possível ver, até 4 de Novembro, a exposição Velvet Kills Visions, dedicada à banda Velvet Kills, com trabalhos dos fotógrafos Flávio Andrade, João Carlos, Fotoplasta (António Colombini), Daniel Picado e Celine Float (o nome artístico de Celine Couvreur).

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