CAM Museum Lisbon
Photograph: CAM
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O melhor da agenda cultural de Lisboa

Das grandes exposições às peças de teatro ou concertos imperdíveis, fique a par dos eventos culturais que marcam o ritmo da cidade.

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Lisboa fervilha com cultura. Há novas exposições a chegar aos museus e galerias, espectáculos de teatro e dança a não perder, festivais de cinema para todos os gostos e muitos concertos marcados que reclamam espaço no calendário (e convém tratar de comprar bilhete, porque há muitos que esgotam meses antes da data). A oferta diversificada dos programadores culturais não deixa dúvidas: quem quer sentir o pulsar da cidade tem muito por onde escolher. Veja as sugestões da Time Out, aponte na agenda e faça-se à estrada. A cidade está à espera.

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Agenda cultural de Lisboa

  • Cascais
O Teatro Experimental de Cascais nasceu a 13 de Novembro de 1965. A sua história confunde-se com a do encenador Carlos Avillez, um dos seus fundadores e directores, que morreu em 2023, vítima de paragem cardiorrespiratória. Agora, um ano depois da estreia da última peça que idealizou e do lançamento do livro que o imortaliza, cumprem-se seis décadas da companhia a que dedicou toda a sua vida. As celebrações arrancam a 13 de Novembro, com um novo espectáculo – O Amansar da Fera, de William Shakespeare – e uma exposição dedicada a Filipe La Féria. Antes, a 8 de Novembro, o Espaço Memória TEC, também no Teatro Mirita Casimiro, abre portas às 17.00, para a inauguração de uma exposição dedicada a Filipe La Féria. Patente até 31 de Janeiro de 2026, poderá ser visitada ao fim-de-semana, entre as 15.00 e as 19.00.
  • Coisas para fazer
  • Caminhadas e passeios
  • Grande Lisboa
A Biotrails é uma empresa de caminhadas pela natureza, birdwatching e alguns percursos urbanos e tem desde Agosto uma parceria com a Câmara Municipal de Palmela para disponibilizar os seus percursos autoguiados gratuitamente. Para o utilizador basta abrir a app Biotrails, inscrever-se e pôr-se a caminho, seguindo as direcções e ouvindo (ou lendo) as descrições dos pontos de interesse, naturais ou históricos, do percurso. O GPS garante que não sai da rota. São quatro os percursos: Descobrir Palmela ([PAL01] percurso urbano); Serra do Louro, Palmela Arqueológica [PAL02]; Encostas do Castelo [PAL03]; Entre Castelos ([GRA01] do Castelo de palmela ao Forte de São Filipe, Setúbal). A oferta da Biotrails é agora de 16 caminhadas guiadas (com preços entre os 10 e os 20 euros), 10 autoguiadas (4 gratuitas e 6 de 10 euros) e uma de birdwatching no estuário do Sado (30 euros), de que brevemente pensam fazer uma versão autoguiada. Veja todos os percursos em Biotrails.
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  • Arte
  • Fotografia
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real
Com obras da valiosa colecção de fotografia do Novo Banco, a exposição “Momentos da Humanidade” centra-se no retrato, através de 16 obras de nove artistas de referência internacional. Com Robert Frank, Wolfgang Tillmans, Hans-Peter Feldman, Philip-Lorca diCorcia, Hellen Van Meene, Martha Wilson, Pierre Gonnord, Kimsooja e Barbara Kruger, questionamo-nos sobre a natureza humana através de pessoas reais e individuais retratadas com tempo e preceito. Que ficam para sempre.
  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Chiado
O melhor do fotojornalismo português pode ser visto nesta celebração dos 40 anos dos Prémios Gazeta Fotografia. A exposição reúne todos os trabalhos vencedores na categoria de Fotografia e é um registo único da evolução do fotojornalismo português desde 1984 até hoje. Entre as imagens estarão momentos marcantes como os trágicos incêndios de Pedrógão Grande, fotografados por Adriano Miranda em 2017 e que resultaram em 66 mortos e 253 feridos, além da destruição de várias habitações e de muito património natural; a queda da ditadura, simbolizada pela célebre fotografia de Eduardo Gageiro do retrato de Salazar sendo retirado da sede da PIDE/DGS, em 1974; o incêndio no Festival Andanças, captado por Enric Vives-Rubio em 2016; ou os primeiros dias de guerra na Ucrânia, acompanhados por João Porfírio, em 2022.    
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  • Arte
  • Belém
"Cerith Wyn Evans – Formas no Espaço… através da Luz (no Tempo)" ocupa a Galeria Oval e outros dois espaços do MAAT Gallery e é a primeira exposição do artista galês em Portugal. A luz e o som são os principais veículos da expressão artística de Evans. Um trabalho que "responde ao espaço de exposição e à arquitectura", segundo Sérgio Mah, curador da exposição. No MAAT, são expostas 30 peças do artista – as mais antigas datam de 1994, a mais recente foi executada a uma semana da inauguração. É na Galeria Oval que encontramos o cartão de visita da exposição. Forms in Space… by Light (in Time) é a obra monumental criada em 2017 para a Tate Britain, a maior escultura alguma vez feita por Cerith Wyn Evans. Suspensa, mede aproximadamente 35 metros de comprimento e é composta por quase dois quilómetros de néon.
  • Arte
  • São Sebastião
Não é fácil acompanhar a agenda da Gulbenkian, mas saiba desde já que Novembro vai trazer mais do que uma nova grande exposição. Enquanto no CAM se dão as boas-vindas à instalação de Carlos Bunga, no Edifício Sede inaugura “Complexo Brasil”, uma viagem pela “diversidade e contrastes da cultura brasileira”. A partir do questionamento das relações entre Brasil e Portugal, a exposição aborda o passado colonial, os estereótipos e as novas pontes entre os dois países. Para isso, a exposição conta com obras Anita Ekman, Sandra Nanayna, Sérgio de Souza, Augusto de Campos, Denilson Baniwa, Jonathas de Andrade e Tiago Sant’Ana, entre outros.
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  • Arte
  • Belém
Numa exposição retrospectiva, o MAAT reúne cerca de 80 obras de Pedro Casqueiro, pinturas produzidas desde a década de 80 até ao ano de 2024. "A sua pintura afirmou-se de imediato pela energia de cor e composição, pela indiferenciação entre não-figuração e figuração, entre imagem pintada e utilização da palavra escrita, e por uma permanente sabotagem dos pontos de vista, das hierarquias e dos materiais", pode ler-se na apresentação da exposição.
  • Arte
  • Baixa Pombalina
Sara Maia, artista residente na Ilha das Flores, apresenta em Lisboa um conjunto de obras que partem do livro de Luísa Costa Gomes, Visitar Amigos e Outros Contos. O título da exposição, "Ensinamento para Senhoritas", é também o título de uma das obras inéditas que a integra e sugere uma "revisitação do passado bafiento e de um lugar a que, durante séculos, as mulheres estiveram votadas: o do que é doméstico e encerrado no lar", destaca a curadora, Helena Mendes Pereira. A maioria das obras é inédita e conta muito sobre "a robustez plástica de uma artista que escolheu as margens das imagens e a ausência de limites formais do papel para se fazer ouvir”.
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  • Arte
  • Alcântara
“Entre e Palavra e o Silêncio” apresenta obras da Colecção José Carlos Santana Pinto. É a inauguração de um capítulo em que o MACAM convidará outros coleccionadores a exporem os seus acervos. Neste em particular, vai encontrar obras de artistas como Rui Chafes, Fernanda Fragateiro, Ana Jotta, João Onofre, Julião Sarmento e Pedro Cabrita Reis.
  • Arte
  • Fotografia
  • Intendente
Desde 1999 que Pedro Medeiros tem vindo a desenvolver uma investigação artística profunda sobre os temas da justiça e do universo prisional. Em Estrela de Seis Pontas, olhou para o Estabelecimento Prisional de Lisboa e para a sua arquitectura radial, entre 2020 e 2025, apresentando agora imagens sobre "um espaço que é simultaneamente físico e imaginado", até porque "mesmo num contexto de privação de liberdade, o espaço não anula o desejo de transcendência". Como escreve Filipe Ribeiro, co-curador da exposição com Sofia Castro, "o tema complexo do isolamento e do silêncio em espaços prisionais foi historicamente central na procura de um modelo de punição e controlo através do qual o sistema judicial português, seguindo o exemplo de outros sistemas jurídicos ocidentais, acreditava ser possível induzir o individuo julgado e condenado a uma introspecção profunda e transformação moral, que possibilitassem uma mudança de comportamento, arrependimento e reabilitação". 

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