CAM Museum Lisbon
Photograph: CAM
Photograph: CAM

O melhor da agenda cultural de Lisboa para hoje

Das grandes exposições às peças de teatro ou concertos imperdíveis, fique a par dos eventos culturais que marcam o ritmo da cidade.

Publicidade

Lisboa fervilha com cultura. Há novas exposições a chegar aos museus e galerias, espectáculos de teatro e dança a não perder, festivais de cinema para todos os gostos e muitos concertos marcados que reclamam espaço no calendário (e convém tratar de comprar bilhete, porque há muitos que esgotam meses antes da data). A oferta diversificada dos programadores culturais não deixa dúvidas: quem quer sentir o pulsar da cidade tem muito por onde escolher. Veja as sugestões da Time Out, aponte na agenda e faça-se à estrada. A cidade está à espera.

Recomendado: Coisas para fazer em Lisboa este mês

Agenda cultural de Lisboa

  • Música
  • Bairro Alto
Panda Bear & Sonic Boom são duas lendas da música indie produzida nos dois lados do Atlântico desde os anos 80 (no caso do ex-Spacemen 3) até hoje, além de bons amigos e portugueses adoptivos. Vão apresentar o seu segundo disco colaborativo, A ? of WHEN.
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade
A partir da obra homónima de Isabela Figueiredo, com encenação de Sofia de Portugal e dramaturgia de Marta Dias, este espectáculo fala-nos sobre amor-próprio, um imenso amor de juventude e o maior desgosto que se pode viver, com o Portugal florescente e contraditório do pós-25 de Abril como pano de fundo. A protagonista é Maria Luísa que, apesar de ter feito uma cirurgia de redução de peso, pensa “como gorda”. Em cena de 15 de Junho a 22 de Julho, de segunda a quarta às 21.00, no Teatro Maria Matos. O bilhete custa 24€.
Publicidade
  • Arte
  • Arte contemporânea
  • Grande Lisboa
Cerca de trinta obras, entre pinturas de grande formato, aguarelas, desenhos, cianotipias e instalações, mostram como Mariana Palma (1979, São Paulo, Brasil) tem investigado como a abundância da natureza é uma potência de transformação e reinvenção do mundo. Com curadoria de Luiza Teixeira de Freitas, a mostra passa pela transformação de flores, frutos, conchas, sementes, organismos marinhos e formações minerais, sob a visão da artista. “O excesso surge aqui não como extravagância ou saturação, mas como condição fundamental da vida. A natureza produz mais flores do que as necessárias, mais sementes do que aquelas que germinarão, mais formas do que aquelas que alguma classificação conseguirá conter. É um excesso generoso, improdutivo segundo a lógica da eficiência, mas indispensável para a (re)invenção do mundo”, descreve a curadora.
  • Santa Maria Maior
Zeus, Poseidon e Hades, os três grandes deuses gregos, descem à terra à procura de adeptos. Estão desesperados porque já ninguém acredita neles. E não têm melhor ideia para cumprir o seu objectivo do que contar a sua história. Começam pela criação do mundo, passando pelas tremendas lutas dos deuses pelo poder, as suas mirabolantes conquistas amorosas e a invenção do homem e da mulher. Em cena de 1 a 25 de Julho, de quarta a sábado às 21.00, no Teatro Romano. O bilhete custa 10€.
Publicidade
  • Arte
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade
A mais recente exposição do Centro de Arte Manuel de Brito revela a presença da pintora Menez na colecção da casa. "Menez começou a pintar aos 26 anos, sem nunca ter tido mestres ou frequentado escolas. Aprendeu pintando", lê-se no descritivo. Ao longo da vida, percorreu diferentes linguagens e temas – o abstraccionismo, o figurativismo, cenas bíblicas, figuras femininas, livros e jardins.
  • Campolide
Há uma caravana aparcada num terreno baldio de uma quinta. Ouvem-se grilos, uma coruja. A noite escura é pontuada por pirilampos. A lua está em quarto minguante. Serão as quatro fases da lua a intitular poeticamente os quatro actos da peça, a marcar o tempo da acção e a evolução psicológica das quatro personagens, identificadas apenas pelo seu género. Com interpretação de Joaquim Horta e Rita Calçada Bastos, o texto é de João Luís Barreto Guimarães e encenação de João Pedro Vaz. Em cena de 20 de Junho a 26 de Julho, de quarta a quinta às 19.00, sexta e sábado às 21.30 e domingo às 16.00, no Teatro Aberto.
Publicidade
  • Chiado
Miguel Castro Caldas e Pedro Gil são artistas de teatro e foram, coincidentemente, atletas de karaté. A partir dessa premissa, a dupla criou este espectáculo que inverte as perguntas habituais feitas aos praticantes de artes marciais: já usaste a vida no karaté? Já usaste o karaté no teatro? Com direcção artística e interpretação da dupla, a peça cruza estas duas disciplinas num jogo cénico focado no corpo e no movimento. Em cena de 24 de Junho a 5 de Julho, de quarta a sábado às 19.30 e domingo às 16.00, no São Luiz. O bilhete custa 12€.
  • Arte
  • Belém
O Centro de Arquitectura do MAC/CCB apresenta "Terra Crua", exposição que se debruça sobre a "complexidade física e mineral do solo" e sobre o "saber acumulado" e "práticas que reclamam a terra como material de construção viável, ético e poético". Uma viagem que convida a redescobrir a terra crua "como matéria, arquivo e agente de arquitectura em Portugal". A curadoria é de Madalena Vidigal.
Publicidade
  • Arte
  • Fotografia
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade
A fotógrafa e cineasta dinamarquesa Ditte Haarløv Johnsen cresceu em Maputo no período pós-independência e nos anos da guerra civil. Ao regressar à cidade em 2000, começou a fotografar e a criar aquilo que viria a ser um diário pessoal e político, desenvolvido ao longo de mais de duas décadas. Neste diário em Maputo, acompanhou familiares, amigos, amantes e diferentes comunidades que fizeram parte da sua vida, documentando assim as transformações do país. Entre as várias relações captadas pela câmara, destaca-se a amizade com as "Manas", comunidade transgénero e queer da cidade, cuja presença se tornou fundamental no desenvolvimento do projecto. O registo chega agora à Narrativa, numa primeira presença da autora em Portugal. 
  • Arte
  • Belém
Com um percurso ligado essencialmente ao desenho e à pintura, Jorge Martins é o artista em foco no Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. A exposição "Timescape" reúne cerca de 50 obras centrados na questão da abstracção, linguagem que tem acompanhado Jorge Martins ao longo de décadas. "A obra de Jorge Martins aproxima-nos a temas ligados não só à história da arte – a paisagem, a luz, a cor ou a ausência desta –, mas também a outras áreas do saber, como a cosmologia quântica", pode ler-se no descritivo da exposição.

Mais arte e cultura em Lisboa

Recomendado
    Últimas notícias
      Publicidade