CAM Museum Lisbon
Photograph: CAM
Photograph: CAM

O melhor da agenda cultural de Lisboa para hoje

Das grandes exposições às peças de teatro ou concertos imperdíveis, fique a par dos eventos culturais que marcam o ritmo da cidade.

Publicidade

Lisboa fervilha com cultura. Há novas exposições a chegar aos museus e galerias, espectáculos de teatro e dança a não perder, festivais de cinema para todos os gostos e muitos concertos marcados que reclamam espaço no calendário (e convém tratar de comprar bilhete, porque há muitos que esgotam meses antes da data). A oferta diversificada dos programadores culturais não deixa dúvidas: quem quer sentir o pulsar da cidade tem muito por onde escolher. Veja as sugestões da Time Out, aponte na agenda e faça-se à estrada. A cidade está à espera.

Recomendado: Coisas para fazer em Lisboa este mês

Agenda cultural de Lisboa

  • Arte
  • Arte contemporânea
  • Santos
Na nossa memória, o que persiste, o que se omite e o que se apaga? A investigação de Maria Múrias Corrêa parte de vestígios pessoais, arquivos da Polícia Judiciária e mecanismos de memória para nos fazer pensar sobre ela, através do confronto com as instalações da artista. “Neste trabalho, interesso-me pela tensão entre preservação e perda, entendendo o gesto de guardar como simultaneamente um acto de cuidado e de inevitável transformação. Através da apropriação e recontextualização de materiais de arquivo, incluindo, porexemplo, arquivos da Polícia Judiciária, procuro reflectir sobre aquilo que é preservado institucionalmente, aquilo que é omitido e a forma como os sistemas de registo moldam a memória colectiva", explica a autora. Nos dias 22, 23 e 24 de Outubro, quinta (19.00), sexta (19.00) e sábado (17.00), há também conversas sobre o tema. Fazem-nas a advogada dedicada aos direitos humanos Leonor Caldeira com a jornalista Margarida David Cardoso (Fumaça), no primeiro dia; a artista e psicólogia Maria Múrias Corrêa e Miguel Sayad, psicanalista e criador do EV_Largo, na sexta-feira; e a poeta e ex-conservadora do Museu da Polícia Judiciária, Leonor Sá, com a realizadora Susana de Sousa Dias, no sábado.
  • Música
  • Punk e metal
  • Parque das Nações
Os mestres nova-iorquinos do death metal técnico, Suffocation, regressam a Portugal para um concerto no Lisbon Stage, em Lisboa. Integrado na sua digressão pelo Sul e Este da Europa, o espectáculo conta com um alinhamento de peso dedicado ao metal extremo, reunindo em palco as bandas Ingested, Undeath e Eternal. Com uma carreira lendária iniciada no final dos anos 80 e uma influência incontornável no género, a formação norte-americana promete uma actuação intensa e devastadora para o público português.
Publicidade
  • Música
  • Dança e eletrónica
  • Xabregas
O produtor e DJ Pedro da Linha apresenta o seu novo álbum de originais, Música Menor mas Feliz, ao vivo no Rés do Chão da Casa. Reconhecido por cruzar géneros como o kuduro, a kizomba, o funk carioca e a electrónica global com a música popular portuguesa – do vira ao fado e ao cante –, o artista ajudou a moldar trabalhos de nomes como Pedro Mafama, Ana Moura e EU.CLIDES.
  • Arte
  • Arte contemporânea
  • Avenidas Novas
A Culturgest recebe a primeira exposição em Portugal de Amelie von Wulffen, nome de referência da arte contemporânea com passagens pelo Centre Pompidou e pela Bienal de Veneza. Intitulada "Panic Realism", a mostra reúne cerca de uma centena de obras criadas na última década – entre pinturas, esculturas e desenhos – e convida a mergulhar num universo ambíguo e elíptico que cruza o real e o imaginário, apropriando-se tanto de ícones da cultura popular (da Abelha Maia aos gelados da Olá) como de referências à burguesia conservadora e aos abismos da história alemã.
Publicidade
  • Arte
  • Arte contemporânea
  • Avenidas Novas
Quase um ano após a morte de Sei Miguel, a Culturgest dedica uma exposição ao músico – "nome maior do jazz e da música experimental portuguesa" – que ao longo da sua carreira criou um conjunto de gráficos híbridos – "entre o desenho e a escrita, o símbolo e a palavra –, com o intuito de comunicar com o mundo exterior. A exposição é acompanhada por um ciclo de dois concertos, Everywhere Infinity Everywhere Mystery, desenhado por Fala Mariam, companheira de Sei Miguel. Sirius (Yaw Tembe & Monsieur Trinité) e Livio Tragtenberg actuam a 17 de Outubro. O concerto de Birgit Ulher e Joe Morris chegam está marcado para dia 12 de Dezembro.
  • Arte
  • Cerâmica e olaria
  • Avenidas Novas
Da Bienal de Veneza ao Victoria and Albert Museum, o trabalho do britânico Jeremy Gardiner teve sempre como medium primordial a pintura. Mas, aos 69 anos, o autor decidiu transferir para a cerâmica a sua pesquisa sobre paisagem, geologia e passagem do tempo, que desenvolve há décadas. O resultado são 18 placas em cerâmica, inspiradas em duas regiões inglesas reconhecidas como Património Mundial pela UNESCO: a Costa Jurássica e o Lake District. Nelas, ganham forma falésias, lagos e cascatas, a partir da memória do artista. O interesse de Gardiner pela cerâmica, no entanto, é antigo e teve dois momentos-chave: a visita à Oficina Cerâmica Francisco Brennand, no Brasil, em 2001, e o confronto com o painel de Querubim Lapa na pastelaria Alcôa, em Lisboa, em 2020. Para desenvolver a presente série em exposição, Gardiner trabalhou durante três meses na Oficina do Castelo, em Lisboa, ao lado de Suzana Barros, viúva de Querubim Lapa, e Vera Teotónio, sua sócia e colaboradora. A mostra concretiza-se numa "geologia da paisagem".
Publicidade
  • Arte
  • Arte contemporânea
  • Alcântara
Nesta exposição multidisciplinar, a fotografia apresenta-se como o meio mais recente no percurso de Igor Jesus. O artista tem desenvolvido um trabalho na área da escultura, muitas vezes associada a vídeo, som e tecnologias obsoletas ou em desuso. Nesta exposição, o centro é um conjunto de peças escultóricas especificamente concebidas para o espaço do Torreão Nascente, uma nova série de fotografias e um grupo de três esculturas videográficas. "Em todas as obras está patente o seu interesse pela mutabilidade das coisas, por estados de transição e mudança (daí o título), gerando objectos e situações para os quais não temos nome ou catalogação."
  • Arte
  • Fotografia
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade
O artista angolano Edson Chagas apresenta uma mistura de três séries fotográficas, essenciais no seu percurso e desenvolvidas ao longo dos últimos 20 anos: "Found Not Taken" (2008-2014, Londres, Newport, Luanda), "Archives of Absence: Involuntary Images" (2019, Namibe), e "Common Walls" (2022-2024, Lisboa, Brescia). A primeira fez parte da Bienal de Veneza em 2013, contribuindo para que Angola ganhasse o Leão de Ouro para melhor pavilhão nacional. Agora, no Pavilhão Branco (Jardins do Palácio Pimenta), o fotógrafo coloca em diálogo diferentes formas de olhar. Vindo do fotojornalismo e de uma abordagem documental, Chagas foi tomando um percurso mais introspectivo e conceptual, nunca esquecendo a cidade como tema. As obras evocam, assim, diferentes modos de habitar Luanda (onde nasceu e viveu), Lisboa, Londres e Newport (cidades onde viveu e estudou fotografia), mas também paisagens do Namibe, em Angola, e de Brescia, em Itália.
Publicidade
  • Arte
  • Fotografia
  • Lisboa
A crise da habitação em Lisboa (Gonçalo Fonseca), animais imaginários em cenários improváveis (Joan Fontcuberta), planos reprodutivos na Alemanha nazi (Marc Schroeder), as mitologias da região ucraniana de Poltava (Viktoria Sorochinski), feridas e imagens idílicas do Líbano (Ian Cheibub), a luta pela igualdade de género por uma influente poeta (Rocío Bueno), o branco na fotografia (José Luís Neto), ficções futuristas (Chloé Azzopardi) ou o questionamento da autoridade do arquivo colonial (Délio Jasse). A lista de temas é extensa e poderia continuar, abarcando a amplitude a que já nos habituou o festival de fotografia Imago. Os lugares do evento são, também eles, uma manta diversa, da Livraria Sá da Costa à loja da Leica, passando pelo Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado ou pela Sociedade Nacional das Belas Artes (sem nunca esquecer, claro, a própria Galeria IMAGO). O festival integra a rede europeia do Mês Europeu da Fotografia, centrando-se na promoção de artistas contemporâneos e no diálogo entre criadores, especialistas e público. Além das exposições, o programa inclui debates e oficinas, tudo sobre o mote "Repensar a Fotografia: Ecologias da Imagem", para uma reflexão crítica sobre os impactos das novas tecnologias na fotografia artística. A agenda completa pode ser consultada aqui.
  • Arte
  • Fotografia
  • Alcântara
Nesta selecção de obras de uma das mais relevantes colecções privadas portuguesas, a de Américo Marques, alguns dos melhores fotógrafos mundiais da contemporaneidade ocupam uma parte do MACAM. "Espaços Outros (Parte I)" (a segunda parte chega em Novembro) alberga, assim, obras de Andreas Gursky, Andres Serrano, Bernd Becher & Hilla Becher, Candida Höfer, Cindy Sherman, Edgar Martins, Eija-Liisa Ahtila, Helena Almeida, Helmut Newton, João Penalva, Jorge Molder, Martin Parr, Nan Goldin, Richard Prince, Thomas Ruff ou Wolfgang Tillmans, num total de 36 artistas.

Mais arte e cultura em Lisboa

Recomendado
    Últimas notícias
      Publicidade