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Portefólio: A Terra mais linda de Tiago Costa

Tiago Costa fotografa um país de gentes únicas e quisemos saber mais sobre estes postais de Portugal.

Por Sebastião Almeida
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Quando há seis anos começou a fotografar, Tiago Costa queria apenas conseguir guardar as memórias do que ia vivendo. Fazia-o sem pretensões: apontava e disparava. O interesse por criar um registo de “coisas tipicamente portuguesas e lisboetas” foi quase instintivo, conta à Time Out. E assim, o gestor de 31 anos reuniu um conjunto de imagens que nos fala de um Portugal de outro tempo, que continua vivo, mas que é cada vez mais difícil de encontrar.

A conversa telefónica faz-se a propósito de uma série de imagens a que deu o nome de Postais de Portugal. “Quando falo das minhas fotografias, gosto sempre de as ter por perto”, diz. Tiago tem, pelo menos, um exemplar impresso de cada uma das suas fotografias. Há qualquer coisa de impactante em olhar uma imagem em papel.

Estas fotografias permitem um exercício curioso ao leitor, mesmo vistas à distância de um ecrã: observe-as e tente identificar um elemento que remeta para os dias de hoje. Em algumas delas não é possível; noutras só acontece após uma observação demorada, em que se chega a um telemóvel discreto na mão de um passante ou a um anúncio que nos mostra que esse instante foi captado no século XXI.

“Sou uma pessoa ligada ao antigo. Este é o registo de uma pessoa observadora que tem como objectivo documentar algo que vai acabar.” A par das fotografias que ia fazendo em Lisboa, Tiago encontrou, no sítio onde sempre passou férias, uma espécie de oásis para o tipo de imagens que procura. Uma praia que fica na região Oeste e que “parou no tempo”. “Parece uma colónia. À entrada da praia há Famels, Zundapps, vendedores de cebolas...”

Frequentada maioritariamente por idosos, esta praia mostra a diversidade de gentes do nosso país, e uma forma de viver que poderá parecer-nos distante. “As pessoas estão na delas, movimentam-se lentamente. E essa é a minha forma de me camuflar e de fotografar”, conta. Não há vergonhas, as senhoras usam biquínis e posam para as fotografias. Uns fazem tricot, outros contemplam o mar, lêem o jornal ou namoram à beira-mar.

Tiago começou a fotografar na praia há três anos e, sempre que volta, há rostos que já não encontra. O fotógrafo interroga-se sobre o que lhes terá acontecido, mas a resposta mais simples poderá estar na passagem do tempo. Tal como nas suas fotografias de Lisboa, este microcosmos balnear é uma viagem a um universo que os mais novos não sabem que existe; que só quem é capaz de parar e olhar consegue replicar para que os demais possam conhecer esta realidade através da fotografia.

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