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Estabelecer comunicação. Não ameaçar. Perceber as exigências. Não aceitar nada. Não rejeitar nada. Ouvir. Tentar perceber em vez de tentar dominar. Encontrar pontos comuns. É possível entender um assassino? Provavelmente não, provavelmente será sempre uma perda de tempo, mas talvez estes passos ajudem. Pelo menos é isso que defende o agente do FBI Holden Ford (Jonathan Groff), o protagonista de CAÇADOR DE MENTES (assim, com Caps Lock), a nova série da Netflix que chega ao serviço de streaming nesta sexta-feira.
Até que ponto é possível entrar na mente de um psicopata para antecipar os seus próximos passos e conseguir apanhá-los? Esta é a pergunta que está na base desta série criada por Joe Penhall e realizada por David Fincher (Em Parte Incerta, A Rede Social) e e Asif Kapadia (Amy, Senna). Holden Ford não é psiquiatra mas acredita verdadeiramente ser capaz de mudar a forma como as forças de segurança encaram estes homens que são tantas vezes assustadores e fascinantes. E não está sozinho. Ao seu lado tem Bill Tench (Holt McCallany). Os dois pertencem à Unidade Criminal de Elite do FBI e propõem-se estudar as mentes de assassinos com uma série de técnicas de psicologia criminal que desenvolveram.
A avaliar pelo buzz que se começa a criar, a série de dez episódios, inspirada no livro Mind Hunter: Inside FBI’s Elite Serial Crime Unit, publicado em 1995 por Mark Olshaker e John E. Douglas, promete ser a nova sensação da Netflix. O mais provável é não saber que livro é este, mas foi daqui que saíram muitos personagens de séries como Mentes Criminosas.
Esta é uma das séries mais esperadas por ter David Fincher associado – basta lembrar que o realizador é um dos grandes impulsionadores de House of Cards, a série com Kevin Spacey e Robin Wright que veio abalar as regras da televisão tradicional, obrigando tudo e todos a olhar para os serviços de streaming como mais um canal em ter em conta. Mas não só: a actriz Charlize Theron é produtora executiva de CAÇADOR DE MENTES.
Alguns dos crimes representados na série não serão estranhos a quem tem boa memória ou a quem segue o tema. Foram notícia na época, já inspiraram filmes depois, como aconteceu com Edmund Kemper, condenado na década de 1970 a prisão perpétua pelo assassinato de dez pessoas, entre as quais os avós (que matou quando tinha apenas 15 anos) e a mãe. O caso não impressionou apenas pela frieza do homem, hoje com 68 anos, como também pelo seu tamanho: tem mais de dois metros e pesa mais de 100 quilos.
A série ainda nem se estreou mas já tem uma segunda temporada garantida, provando que é de facto uma das apostas do serviço de streaming.
Sexta-feira, 13, na Netflix.
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