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Há mais poké bowls para apanhar em Lisboa, agora na Poké House

Por Catarina Moura
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Há um ano, se alguém dissesse poké bowls, o mais provável era que se retroquissem “poké balls?”, numa referência saudosista aos desenhos animados japoneses Pokémon, sobretudo porque por essa altura já se descarregava o Pokémon go em Portugal. Foi em 2016 que Salvador Sobral, um dos sócios do El Clandestino, começou pensar com os restantes sócios num restaurante lisboeta onde se comessem as legítimas, as de origem havaiana que em mercados como o americano, londrino ou madrileno já não se deixavam confundir com nada. Agora tem a sua Poké House, onde os portugueses ainda ficam a olhar para tentar perceber o que entra ou não entra nestas malgas, e os turistas do Chiado entram com o pedido na ponta da língua. Até ao início do ano haverá mais dois destes espaços em Lisboa, um no Tivoli Fórum, outro no Saldanha.

poke house

Fotografia: Arlindo Camacho

“A ideia foi ir um bocadinho ao encontro das tendências, as poké bowls são um fenómeno nas cidades mais movimentadas e acompanham a tendência da comida saudável e atractiva”, diz Salvador sentado a uma das mesas altas da pequena loja na Rua da Misericórdia. A Poké House parece um bar de praia e era mesmo esse o objectivo – “Se tivesse de dar um slogan podia ser 'Praia no Chiado’”, diz Salvador. As paredes estão cobertas de ripas de madeira clara e ao fundo há um balcão com frutas tropicais que mais tarde poderá vir a servir alguns cocktails mas com pouco álcool, avisa Salvador, que quer manter o restaurante no registo saudável.

O que se serve ao balcão, para comer no restaurante ou levar – as taças são de plástico e pode pedir uma tampa para seguir caminho com elas – é o conceito tradicional havaiano, com algumas mudanças aqui e ali. Os sócios da casa andaram por outras cidades onde as poké bowls estão mais que instaladas a recolher ideias. Há as tradicionais com base de arroz, feito todos os dias de manhã e servido frio; uma versão com base de quinoa, “para ir ao encontro da tendência”, diz Salvador mais uma vez; e um terceiro tipo com uma mistura de quinoa e rúcula na base. Ao todo são cinco taças, sempre com ingredientes crus ou em pickle, entre os 7,50 euros (as médias) e os 9,50 euros (as grandes, com receitas fechadas por Eugénio, também chef de cozinha no El Clandestino), e que juntam ingredientes como atum, cebola roxa, tomate cherry amarelo (a bowl Original Tuna), salmão, cebola frita (a excepção aos ingredientes crus), molho sriracha (Fire Salmon), ou atum, manga e pimento amarelo na base de quinoa (Quinoa Crunch).

Se nada disto lhe agradar, há sempre a hipótese de montar a sua própria taça com uma panóplia considerável de opções. Depois disto, ainda vai perguntar pelas poké balls?

Rua da Misericórida, 71. Seg-Dom 12.00-17.00/ 19.00-21.00

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