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Kitchen Dates: o brunch vegan feito de raíz

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M. e R. são um casal - e mais não dizem. Estes portugueses tornaram-se vegans na Holanda, onde criaram um brunch. De volta a Lisboa, trouxeram o projecto para dentro de casa, para dez pessoas de cada vez. As inscrições neste novo supper club são feitas através do Facebook e do Instagram e já há datas para Dezembro: 10 e 17. A refeição custa 20 euros e é feita de raíz na casa do casal. Falámos com os dois sobre por que se tornaram vegans. 

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O bolo de pêra e gengibre
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Porque é que se tornaram vegans?

R. Eu tornei-me em Outubro do ano passado. Começámos a encaminhar-nos para esta decisão no ano passado, numa viagem a Bali (já eramos vegetarianos na altura). Estava a acontecer o Bali Vegan Festival com palestras, workshops, que tinham a ver com a saúde, o activismo, a parte ambiental. A certa altura lembro-me de olharmos um para o outro e dizermos 'isto vai mesmo acontecer' porque toda a informação que nós tínhamos em nossa posse era demasiado forte para não fazermos nada: por um lado o sofrimento animal, por outro, a saúde e também a sustentabilidade do planeta. Lembro-me de estar a comer um ovo e pensar 'ok, este ovo vem de uma galinha que viveu em certas condições' e já não me estava a apetecer aquilo que estava a comer. Era um sinal que tinha de parar com isto.

M. Eu tornei-me vegan depois. Primeiro para acabar de consumir uns produtos - ovos, queijo - que ainda tínhamos lá em casa, para reduzir o desperdício. E para não haver aquele choque com a família e os amigos.

Foi uma transição por uma questão activista?

R. Começou por preocupações com a saúde. Eu corro muito e a certa altura comecei à procura de formas de melhorar o meu desempenho. Interessei-me por este tipo de alimentação e aos poucos o interesse foi-se alastrando para as outras áreas - o sofrimento animal e a sustentabilidade.

M. E também pelo lado dos processados. Por exemplo, o pão, nos supermercados, tem uma data de ingredientes.

Em relação ao teu rendimento, quando é que melhorou?

R. Corro maratonas e de Setembro para Fevereiro melhorei o meu tempo em 12 minutos, o que no meu nível é muito bom.

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Queijo de amêndoas e ervas
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E por que atribuis isso à tua nova alimentação?

R. O consumo de alimentos animais tem um efeito inflamatório no corpo e isso quando se é atleta faz muita diferença. Se estás a treinar todos os dias, se o teu corpo não consegue recuperar rapidamente desse esforço, vai acabar por se ressentir. Por outro lado, comecei a perder peso, perdi a gordura que estava aqui acumulada e acabou por sair de forma natural. Ser vegan não significa fazer uma alimentação saudável, é perfeitamente possível comer montes de porcaria que não tenha nada de animal - batatas fritas, pizas. Alem de abandonarmos os alimentos de origem animal, acho que podemos dizer que abandonámos por completo os alimentos processados. Compramos alimentos frescos e por aí fora tentamos comprar a granel.

Fazem tudo de raíz no vosso brunch?

R. Há uma excepção - o iogurte.

M. Que em casa não usamos.

R. Em breve vamos tentar começar a fazer. De resto temos sopa (fria ou quente), granola, pães - pão de mistura de trigo e pão de centeio -, para pôr no pão temos hummus, pasta e avelã, manteigas de oleaginosas, pelo menos duas saladas (tentamos ter sempre uma quente e uma fria).

M. E também pelo menos duas sobremesas, mas normalmente temos três ou quatro.

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