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Poesia é viver, viver é poesia, canta o CCB

Por Catarina Moura
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Está nos bons livros dos grandes autores, desde os épicos da antiguidade aos loucos surrealistas. E está "na lua e no Sol", "no trigo que brilha". Como cantaria o Duo São Lindas, "Poesia é viver, viver é poesia". O CCB quer prestar uma homenagem mais completa a este género literário do que este sucesso musical da internet e hoje dedica o dia à poesia, que teve na verdade o seu dia mundial na terça-feira passada. Neste dia em cheio Mário Cesariny tem lugar de destaque, já que passam 10 anos da sua morte.

O forte da programação será a leitura comunitária, que começa logo de manhã, com Jorge Vaz Carvalho a ler poemas de dez clássicos, entre eles, Antero de Quental, Cesário Verde e Florbela Espanca, às 14.30, e prolonga-se com uma evocação do casapiano Cesariny por alunos da Casa Pia, às 17.30. Se a maratona de leitura ainda não estava inaugurada por esta altura, inicia-se às 15.00 e vai até às 18.00 com várias personalidades a lerem o surrealista português.

O dia faz-se ainda de outras formas de arte: a música e o cinema. Às 17.30, é exibido Autobiografia, o documentário de Miguel Gonçalves Mendes sobre Cesariny que vendeu a categoria de melhor documentário português no DocLisboa 2004. Logo a seguir, às 18.30, a Orquestra Sinfónica Juvenil toca algumas das peças favoritas do homenageado deste ano como a abertura de "Tristão e Isolda", de Wagner, o Concerto para Piano e Orquestra de Grieg ou as valsas de Erik Satie.

Além de tudo isto, pode ver a exposição "Mário Cesariny – de Cor e Salteado", que mostra a faceta de artista plástico do poeta, e dar uma volta pelos mercados na rua, que arrancam às 14.00 e duram até ao fim do dia - são a feira do livro de poesia e o mercado de primavera que vai vender flores e afins.

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